Ganhamos dois Cyber Lions em Cannes 2007!

Flag levou prata e Tissue levou bronze...
Saiba mais em:
Revista Publicitta
em obediência à segunda lei da termodinâmica, ou não

Flag levou prata e Tissue levou bronze...
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Revista Publicitta
@11:27
9
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tags:animation,cannes
Ainda não deu tempo de colocar todas as fotos da França, então aqui vai mais uma pequena série. Não acreditem nas aparências: eu juro que trocava de camiseta todo dia.
Essa aqui é no Hotel Carlton, assistindo um jogo do Brasil.
Como vocês podem reparar o Sérgio Magalhães está dando a luz aí do lado.



@13:50
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tags:cannes

A Regina Augusto, do Meio e Mensagem, me mandou essa foto. Foi no hotel Majestic, lounge do Terra para ver a Copa. Acho que contra o Japão. Nós ainda tínhamos esperança. O engraçado é que no mesmo hotel tinha um lounge dos Japoneses. Eu fui no banheiro, entrei lá por engano e estranhei a frieza geral. Contei isso pro fotógrafo da Regina, um japonês também, e quando o japão tomou um gol, ele abriu a porta que separa os dois lounges e fotografou os japoneses atônitos, antes de ser cercado por oito seguranças. Dizem que a Yakuza está atrás dele até hoje.
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@16:44
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tags:cannes
Matéria do jornal Propaganda e Marketing de segunda, 3 de julho de 2006.
Cannes gera mais sementes que frutos. Regamos a suor lágrimas. Bata bem.
Se a massa não crescer, colocar a cabeça no forno pré-desaquecido. Não usar fósforos.
Segundo os nossos arquitetos, o Paulo parece o Brad Pitt - em os 12 macacos. Clique.
@12:20
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tags:cannes
Ando rapidamente fugindo do sol, mas ainda assim meu nariz ficou vermelho e pareço um velho marinheiro francês, ou o asterix bêbado.
Estou absolutamente drenado, e esse extremo, assim como a doença de Nietzche acelera meu cérebro e coração, exaurindo o que já não havia de energia pra gastar.
Passei a semana trabalhando como nunca, ultrapassando os limites do esgotamento e chegando a passar mal fisicamente. A Semana foi up – adrenalina ao máximo, ansiedade, expectativas, um papel a cumprir e outro a representar. Estar aos olhos do mundo, vencer meù recolhimento e abordar pessoas, explicar incessantemente o que fazemos, administrar o meu irascível velhinho de estimação, que mesmo tendo cumprido seu papel, cobrou altos impostos da minha paciência.
Aí acaba o festival, as pessoas vão todas embora, meu sócio já foi e ando pela rua dantibes, olhando as montras despreocupadamente e sem amigos com quem conversar. O fim de semana foi down – a contra-curva de tudo que houve
Depois de tanto coisa, meu corpo e alma cobraram seu preço, numa espécie de mal-estar contínuo, mas meu cérebro não desalecera, penso nas mil coisas que tenho que fazer, centenas de follow-ups, na minha vida passada e futura e isso se exagera a um ponto que quando vou dormir pensamentos tornam-se sonhos, e vice versa.
Há quase uma semana tive um pesadelo horrível, acordei com vontade de chorar, e depois quase chorei porque a droga da sensação não me largava mais, e esse sonho remetia diretamente à conversa do dia anterior durante o jantar. Alguns dias depois tive um sonho lindo e perfeito, e ao contrário do pesadelo, esse me deixou rapidamente, e acordei com uma tristeza ímpar daquilo tudo não existir, como se eu realmente tivesse tudo aquilo que tinha no sonho e houvesse perdido.
E assim estou na França, pelas ruas já não tão cheias de Cannes, esse lugar lindo cheio de ruazinhas medievais que eu aprendi a gostar, mas já não suporto estar aqui, hoje de manhã tomei um café da manhã de despedida com meu sócio-velhinho e quando ele começou a falar de trabalho juro que tive pensamentos assassinos.
Escrevi ontem, depois de muitos ensaios, para alguém que me foi muito importante, tendo me dado conta que preciso chegar a termos com minhas escolhas imperfeitas de outra forma. Tracei um paralelo com meu pai, pude entendê-lo melhor, e assim talvez possa vir a termos comigo mesmo, e talvez por entender melhor o caminho dele, eu possa tomar outro.
Em relação a separação dos meus pais – As frases do meu pai são : sou que nem japonês, não volto atrás. Não penso nada no passado. A vida é feita de escolhas imperfeitas. E hoje em dia, meu pai não fala com a minha mãe, se sente mal quando a encontra em raras e acidentais vezes, e deixou de comparecer ao casamento da filha talvez, em boa parte, por isso. Eles estão separados há 20 anos.
E eu entendo, ele sofre – as escolhas imperfeitas, ao contrário do que diz o discurso, tem o poder de assombrar. Claro que temos que seguir em frente, sempre. Mas o que deixou de ser não desaparece, e assim evitamos as situações em que vislumbramos tudo o que não foi. Foi o que tentei fazer, mas não quero ter dor de barriga vinte anos depois. Ou dois. Assim, no que talvez seja um erro, resolvi me abrir a todos os diálogos possíveis, comigo, com o mundo e com o passado. Afinal o Gasparzinho era no fundo um fantasma camarada, mas todos morriam de medo dele.
@08:22
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Muito legal esse Martinez.
Obviamente que não é aqui que eu fico. Eu fico em um hotel meia boca chamado beau sejour onde faxineiras taradas roubam a roupa suja das pessoas
@10:40
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Jantando, em um lugar que é como um burgo medieval, que se chama algo como "pelourinho". Comi um gaspacho maravilhoso. O dia acaba as 10 da noite. E eu troco de camiseta todo dia, acredite. A foto não mostra bem, mas as olheiras quase parecem um hematoma...
(clique pra ampliar)
@10:20
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- O senhor está acusando a minha faxineira, que trabalha aqui há cinquenta anos, de ter roubado suas cuecas?
- não estou acusando ninguém, mas minhas roupas sumiram. Eu saí elas estavam aqui, eu voltei, e não estavam.
- eu não posso lhe dar dinheiro
- quem falou em dinheiro? eu quero minhas roupas!!
- senhor, a faxineira é de confiança e a gente sempre confere o lixo. Mas o lixo já foi recolhido.
- minhas roupas!!
- senhor, sinto muito. se elas não forem encontradas, o senhor terá que acionar o seguro do hotel pela sua roupa suja
já imagino a cena: alô, é do seguro? sim sim. seis cuecas, dez meias, uma camisa e seis camisetas, todas iguais, e mais duas ou três camisetas diferentes. O quê, o senhor quer que eu vá pra onde? clic
@09:56
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- Excusê moi monsier, ma l'hotel has stolen mon dirty clothes.
- comme?
-je cherche everywhere, and mon dirty clothes are gone, disappeared
-comme?
- monsieur, excuse moi, je ne parlez pas français, mas... mon dirty clothes cest disappeared!!!
- Je sui sorry, i'll have to check in the morning
- monsieur, Je knows cest sound tres ridicule, apologie, mas, MON DIRTY CLOTHES!! DISAPPEARED!! JE CHERCHED EVERY FUCKING WHERE!!
_ j'aplogie. on la matine.
-grrrr. dirty clothes???
- La matine.
- oui monsieur. cest tres ridicules. mas je sui tres upset.
-sorry!
@22:09
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Precisaria ser fotográfico mesmo, mas não vou ficar tirando foto em mictório que ainda acabo preso. Atencao especial ao do famoso hotel Martinez, que faz vc mijar no sapato, de tão grande é o susto na hora que ele, do nada, automaticamente liga agua, o mictório, que é uma mera parede de mármore tem um jato de agua forte que só a porra, e é tão barulhento quando subitamente começa, que vc salta dois metros pra tras em plena mijada - sorte que não tinha ninguém do(s) meu(s) lado(s) senão era encrenca certa, talvez até morte. Saí rindo muito de lá e a concierge do banheiro entrou logo depois possivelmente de mera curiosidade. Atenção também ao do meu hotel, que fica fora do banheiro, no closet, ou melhor, dentro do que seria o armário das vassouras - e não, eu não estava bêbado e achei que o armário das vassouras era o banheiro. juro que tinha uma privada lá. e nenhuma janela. Menção honrosa ao do Carlton, que abaixa e levanta a tampa da privada sozinho, revestindo com um papelzinho e tudo, que vai embora com agua, e seria um sucesso absoluto em qualquer banheiro misto e salvaria muitos casamentos (assim como o tubo de plástico na pasta de dente salvou outros, já que antes eram de metal, e apertou no meio nao volta mais). Menção especial ao do aeroporto de Frankfurt, onde quando vc demora muito, a polícia vem saber se vc tem papel higiênico. Jet lag mais comida da classe econômica é fatal.
Na rua tem uns banheiros movidos a moedinha, e se a coisa continuar assim, acabo precisando de um deles. Se for uma famosa Suicide Booth (como em kilgore trout e futurama) também serve, a certas alturas é até preferível.
@19:21
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Fim do primeiro dia de Festival, voltando pra casa. Anoitece as 10 da noite aqui. E essa camiseta (edição limitada) faz um sucesso da porra. Francesinhas ao fundo. Mais sobre as francesas depois.
(clique na imagem pra ampliar)
@19:16
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Pois é, Festival Internacional de Publicidade em Cannes. E temos um lounge. Acordo na hora que, no Brasil, costumo ir dormir, e passo quase 11h por dia no lounge, tb conhecido por stand ou barraquinha. Por absoluta falta de tempo e energia, na hora que consigo sentar no computador já estou morto e não consigo escrever todo dia como eu planejava... Tem fotos e tem historinhas. Quando der, vai...
@19:02
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