quarta-feira, 28 de junho de 2006

Torre - Segundo Patamar



Torre - Primeiro Patamar


Torre - Estrutura




Chegando na Torre






"Vai se fuder"

Bom, fui lá na tal da torre. Saí sozinho e sem mapa, metido que sou. Inclusive, por alguma razão que me escapa, todo mundo vem me pedir informação. Obviamente que não sei de nada. Ou ainda, sei pedir informação, mas nunca entendo o que as pessoas respondem.

Chego na torre, que é linda que só a porra, e digo, vai se fuder, torre bonita do caralho. Perto da torre tem uma ponte e em cada canto tem uma estátua. Pois os cavalo da estátuas (ou as estátuas dos cavalos) estavam todos mijados. A parte de baixo do cavalo da estátua estava toda preta, insira aqui sua piada sobre os franceses e as guerras.

Chego na estátua e me defronto com meus três maiores inimigos: turistas, filas e gente fedorenta. Quase desisto de vez de subir. Pego uma fila, sob o sol, atrás de turistas fedorentos e quando vejo, ao longe, uma plaquinha de “quando voce chegar aqui são mais 30 minutos eu digo: vai se fuder. Como só eu sou esperto, percebo que todos os pés de torre tem elevador, e vejo um pé lá longe, o Pé Do Oeste, com uma fila bem pequena. Vou pra lá. A fila anda rápido, rápido o suficente pra eu chegar numa plaquina que diz: escadas apenas. Pensei – que aventura, escadas!!! Que legal.

Subo as escadas até o primeiro patamar. Vai se fuder, que cidade linda, beira o insuportável. Dou um rolê, mas gosto mesmo de altura, e vou pro segundo patamar – na escadaria pro segundo andar, a quantidade de “vai se fuder” vai aumentando, Depois sendo acompanhada de “vai se fuder, já falei”. Todos estes com a entonação da redublagem do Guerra nas Estrelas.

O segundo patamar é ainda mais bonito. Por outro lado está lotado e cheio de turistas, fedorentos, e turistas fedorentos. Qual é a desses caras?? Eles vêm pra França, querem fazer como os franceses e param de tomar banho. Turistas!! Tomem Banhos!!! Vão Se Fuder!!

Fico passeando até reabrirem os caixas pro topo, já que a essas alturas era óbvio que mesmo que as escadas pro topo estivessem abertas, ia ser o último exercício que eu ia fazer na vida, ou ao menos certamente na França.

Pego o elevador, um barato, as pessoas desmaiam, o elevador não chega nunca. Lá em cima é um absurdo de bonito, a essa alturas já estou indignado, e falando, São Paulo, adoro você, minha cidade, mas vai se fuder!!!

Na descida um último truque dos franceses, o elevador vai na diagonal e todo mundo cai que nem dominó.

Desço, tento chegar no ônibus da volta, passo por um parque, que me relembra que parques e desocupados se atraem, e não acho a porra da rua do ônibus. Tudo bem, afinal se perder em Paris é uma forma de conhecer a cidade, desde que, claro, não seja no mesmo lugar. Passei por palacetes rodriguianos, com cascatas e filhotes de jacaré, abismado. No fim, depois de meia hora de caminhada, sem mapa e sem perguntar pra ninguém, achei a rua do ônibus, que aliás estava lotado.

Feliz de estar aqui, vai se fuder, cidade bonita da porra!!

Finalmente

Acordei razoavelmente bem, depois de muito tempo.
meus sonhos estão ficando mais legais:

Sonhei que trabalhava em um supermercado. Em um dado momento como um pedaço de chocolate. Uma moça loira que trabalhava lá, talvez na seção de verduras, pede um pedaço, saboreamos. O chocolate era como o lindt de wafer, mas a embalagem era vermelha (na verdade é azul). Penso que ela tem fome, pergunta se ela quer mais, ela quer sim e dou metade pra ela. Em outro momento, vou pro banheiro, e no caminho do banheiro tinha uma chapelaria, com dois trogloditas, realmente grandes, debruçados pra dentro balcão, tapando a visão. Dou uma olhada e uma menina, não mais que uma adolescente, visivelmente constrangida esta com a camisa levantada, mostrando os peitos pra eles, obviamente sob ameaça. Com certa calma, abro a porta do banheiro e tem outra menina, lá, estranhamente parecida (ou igual?) à menina da chapelaria. Eu digo: me dá sua faca e ela me olha com estranheza, eu repito, eu sei que voce tem uma faca, me dá sua faca. Pego a faca, como uma faca de cortar limões, aliás parecida com a que eu usei na noite anterior pra cortar limões e fazer caipirinhas no jogo do brasil, dou um toquinho com ela nas costas do primeiro troglodita, mais pra ajustar a empunhadura (como se faz com hashi) que pra avisar, e enfio a faca no meio das costas, do lado direito. O segundo troglodita se vira, pronto pra brigar, e faço um corte elegante no pescoço dele. eles vão embora e eu sorrio.

Trabalhei a manhã toda (sim, mesmo nas férias) e abriu sol, agora vou pra bendita torre.


terça-feira, 27 de junho de 2006

é tudo verdade

em pleno metrô, a francesa entra com uma baguete de quase um metro, arranca pedaços e começa a comer, assim, a seco, sem nem uma manteguinha. todo mundo fuma e anda de moto.

fora isso, se tem um país pra viver à base de pão, queijo e vinho, é aqui.

Primeira manhã Parisienne, parte dois

café, na boulevard Exelmans









tomando vinho








Depois andei até a ponte sobre o Sena













Com Vista pra tal da torre
Afinal, pra quem não conhece a cidade, qualquer lugar observa-se a vida passar. E eu nunca dei a mínima pra lugares turísticos...

Primeira manhã Parisienne

Pra variar, passei a noite naquele estado de sonho e delírio, como se tivesse febre.

Um sonho longuíssimo, entremeado por despertares. Em uma parte estava em uma cadeira de rodas a motor, perseguindo uma moça ladeira acima. A ladeira era o final daquela rua do cemiterio, esqueci o nome, antes de chegra no galinheiro grill (esqueci o nome da rua que chega tambem). Tinha mais alguém perseguindo a moça, mas usava a cadeira de rodas a motor pra ir rapidamenta ladeira acima, saltando degraus, e a sensação era verdadeiramente prazerosa. Ultrapassei o competidor e cheguei antes na moça.

A moça era alguém que eu conhecia e estava com outo amigo, me contavam que andaram fazendo base jumping, eu queria fazer também, perguneti onde, já que em volta não tinha nenhum lugar longe o suficiente. Me disseram que tinham pulado do alto de um imenso navio (olha navio aí de novo), e o navio era mesmo alto, enorme, com tempo suficiente pra base jumping. Escalei a parede do navio e cheguei no deck. Não me lembro mais. Depois meu amigo F***** estava la, tivemos uma briga, e ele me deu dois socos na boca, fiquei surpreso pq não senti nada, e me segurei pra não retribuir, sabendo que o machucaria seriamente se o fizesse. Continuei vagando entre sonho e delírio, e a uma certa altura, já crente que todos na casa já haviam ido embora pro trabalho, fui até a cozinha pegar uma água ou procurar o outro banheiro. De cueca. Levo um susto da porra quando aparece o dono da casa, dou um tchauzinho constrangido, e eu não entendi nada, afinal ele deveria estar no trabalho. Descubro que ainda eram oito da manhã e volto pro quarto com sede. Voltei a dormir e sonhei com esta cena, procurando o outro banheiro,e no sonho achei, mas a porta ia somente até a metade, com fios de borracha pendurados como a saída de malas do aeroporto.

Acordei, desfiz a mala, escrevi um longo email que não mandei e fui pra rua. Passeei nos arredores. Como não conheço nada de Paris, qualquer lugar serve, e não dou a mínima pros pontos turísticos. Sentei num café, onde passei umas quatro horas. Pedi uma Pichet de Brouilly e recebi uma Caraffe de sei lá o que, mais um a salada de chevre, e passei a tarde vendo as pessoas passarem, o sol se abrir, e imerso em pensamentos. Lembrei-me de Nietzche e imaginei ele em algum lugar parecido, sentado à sombra, imerso em pensamentos, e lembrei de schoppenhauer, que Nietzche nega no livro que leio, mas que dizia que não havia tédio na mente do gênio, e tive pena que não possa dedicar minhas tardes de pensar alucinadamente à filosofia, e ao invés me perca em preocupações mundanas com meus sócios, parceiros, futuro e outros assuntos de trabalho. Também tive longas conversas mentais com pessoas ausentes, extensivos diálogos, entremeados de citações literárias e filosóficas. Ao final da Caraffe de vinho meu estado já era de leve embriaguez, que me ocorreu, era similar ao do sonho, mas ao menos com um pouco mais de controle e possibilidade de direção.

Vários insights me ocorreram, em especial em relação a Nietzche e Freud. Me surpreendi, lendo os aforismos de Nietzche, em quanto das idéias “originais” que tive ele já as tinha tido antes. Isso é ao mesmo tempo uma frustração e uma honra, e de certa forma, olha como sou pretensioso, me coloca no patamar de Freud, cujas idéias originais, algumas, já tinham sido proferidas por Nietzche, mas não pretendo fundar nenhum império intelectual.


Chegando em Paris

Aeroporto e avenida periférica

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Psicanálise, ou Pensamentos no lounge do hotel, a poucas horas de deixar Cannes

Ando rapidamente fugindo do sol, mas ainda assim meu nariz ficou vermelho e pareço um velho marinheiro francês, ou o asterix bêbado.

Estou absolutamente drenado, e esse extremo, assim como a doença de Nietzche acelera meu cérebro e coração, exaurindo o que já não havia de energia pra gastar.

Passei a semana trabalhando como nunca, ultrapassando os limites do esgotamento e chegando a passar mal fisicamente. A Semana foi up – adrenalina ao máximo, ansiedade, expectativas, um papel a cumprir e outro a representar. Estar aos olhos do mundo, vencer meù recolhimento e abordar pessoas, explicar incessantemente o que fazemos, administrar o meu irascível velhinho de estimação, que mesmo tendo cumprido seu papel, cobrou altos impostos da minha paciência.

Aí acaba o festival, as pessoas vão todas embora, meu sócio já foi e ando pela rua dantibes, olhando as montras despreocupadamente e sem amigos com quem conversar. O fim de semana foi down – a contra-curva de tudo que houve

Depois de tanto coisa, meu corpo e alma cobraram seu preço, numa espécie de mal-estar contínuo, mas meu cérebro não desalecera, penso nas mil coisas que tenho que fazer, centenas de follow-ups, na minha vida passada e futura e isso se exagera a um ponto que quando vou dormir pensamentos tornam-se sonhos, e vice versa.

Há quase uma semana tive um pesadelo horrível, acordei com vontade de chorar, e depois quase chorei porque a droga da sensação não me largava mais, e esse sonho remetia diretamente à conversa do dia anterior durante o jantar. Alguns dias depois tive um sonho lindo e perfeito, e ao contrário do pesadelo, esse me deixou rapidamente, e acordei com uma tristeza ímpar daquilo tudo não existir, como se eu realmente tivesse tudo aquilo que tinha no sonho e houvesse perdido.

E assim estou na França, pelas ruas já não tão cheias de Cannes, esse lugar lindo cheio de ruazinhas medievais que eu aprendi a gostar, mas já não suporto estar aqui, hoje de manhã tomei um café da manhã de despedida com meu sócio-velhinho e quando ele começou a falar de trabalho juro que tive pensamentos assassinos.

Escrevi ontem, depois de muitos ensaios, para alguém que me foi muito importante, tendo me dado conta que preciso chegar a termos com minhas escolhas imperfeitas de outra forma. Tracei um paralelo com meu pai, pude entendê-lo melhor, e assim talvez possa vir a termos comigo mesmo, e talvez por entender melhor o caminho dele, eu possa tomar outro.

Em relação a separação dos meus pais – As frases do meu pai são : sou que nem japonês, não volto atrás. Não penso nada no passado. A vida é feita de escolhas imperfeitas. E hoje em dia, meu pai não fala com a minha mãe, se sente mal quando a encontra em raras e acidentais vezes, e deixou de comparecer ao casamento da filha talvez, em boa parte, por isso. Eles estão separados há 20 anos.

E eu entendo, ele sofre – as escolhas imperfeitas, ao contrário do que diz o discurso, tem o poder de assombrar. Claro que temos que seguir em frente, sempre. Mas o que deixou de ser não desaparece, e assim evitamos as situações em que vislumbramos tudo o que não foi. Foi o que tentei fazer, mas não quero ter dor de barriga vinte anos depois. Ou dois. Assim, no que talvez seja um erro, resolvi me abrir a todos os diálogos possíveis, comigo, com o mundo e com o passado. Afinal o Gasparzinho era no fundo um fantasma camarada, mas todos morriam de medo dele.

domingo, 25 de junho de 2006

the atomic sun

From the edge of the deep french sea

Mon Petit Chats, que fucking saudades eu tenho de vocês.
Espero que estejam bem....


sábado, 24 de junho de 2006

Canções tristes como as ruas estreitas quando chove

exceto que faz sol. e estou na frança. fora isso, riscos de fogo, montras, e mortalmente.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

video entrevistas

About - Portal da Propaganda
Propaganda e Marketing






Le Martinez











clique.
Muito legal esse Martinez.
Obviamente que não é aqui que eu fico. Eu fico em um hotel meia boca chamado beau sejour onde faxineiras taradas roubam a roupa suja das pessoas

Beaujolais

Jantando, em um lugar que é como um burgo medieval, que se chama algo como "pelourinho". Comi um gaspacho maravilhoso. O dia acaba as 10 da noite. E eu troco de camiseta todo dia, acredite. A foto não mostra bem, mas as olheiras quase parecem um hematoma...

(clique pra ampliar)

Mon dirty clothes parte 2

- O senhor está acusando a minha faxineira, que trabalha aqui há cinquenta anos, de ter roubado suas cuecas?
- não estou acusando ninguém, mas minhas roupas sumiram. Eu saí elas estavam aqui, eu voltei, e não estavam.
- eu não posso lhe dar dinheiro
- quem falou em dinheiro? eu quero minhas roupas!!
- senhor, a faxineira é de confiança e a gente sempre confere o lixo. Mas o lixo já foi recolhido.
- minhas roupas!!
- senhor, sinto muito. se elas não forem encontradas, o senhor terá que acionar o seguro do hotel pela sua roupa suja

já imagino a cena: alô, é do seguro? sim sim. seis cuecas, dez meias, uma camisa e seis camisetas, todas iguais, e mais duas ou três camisetas diferentes. O quê, o senhor quer que eu vá pra onde? clic

quinta-feira, 22 de junho de 2006

mon dirty clothes!!!

- Excusê moi monsier, ma l'hotel has stolen mon dirty clothes.
- comme?
-je cherche everywhere, and mon dirty clothes are gone, disappeared
-comme?
- monsieur, excuse moi, je ne parlez pas français, mas... mon dirty clothes cest disappeared!!!
- Je sui sorry, i'll have to check in the morning
- monsieur, Je knows cest sound tres ridicule, apologie, mas, MON DIRTY CLOTHES!! DISAPPEARED!! JE CHERCHED EVERY FUCKING WHERE!!
_ j'aplogie. on la matine.
-grrrr. dirty clothes???
- La matine.
- oui monsieur. cest tres ridicules. mas je sui tres upset.
-sorry!

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Guia dos Banheiros de Cannes

Precisaria ser fotográfico mesmo, mas não vou ficar tirando foto em mictório que ainda acabo preso. Atencao especial ao do famoso hotel Martinez, que faz vc mijar no sapato, de tão grande é o susto na hora que ele, do nada, automaticamente liga agua, o mictório, que é uma mera parede de mármore tem um jato de agua forte que só a porra, e é tão barulhento quando subitamente começa, que vc salta dois metros pra tras em plena mijada - sorte que não tinha ninguém do(s) meu(s) lado(s) senão era encrenca certa, talvez até morte. Saí rindo muito de lá e a concierge do banheiro entrou logo depois possivelmente de mera curiosidade. Atenção também ao do meu hotel, que fica fora do banheiro, no closet, ou melhor, dentro do que seria o armário das vassouras - e não, eu não estava bêbado e achei que o armário das vassouras era o banheiro. juro que tinha uma privada lá. e nenhuma janela. Menção honrosa ao do Carlton, que abaixa e levanta a tampa da privada sozinho, revestindo com um papelzinho e tudo, que vai embora com agua, e seria um sucesso absoluto em qualquer banheiro misto e salvaria muitos casamentos (assim como o tubo de plástico na pasta de dente salvou outros, já que antes eram de metal, e apertou no meio nao volta mais). Menção especial ao do aeroporto de Frankfurt, onde quando vc demora muito, a polícia vem saber se vc tem papel higiênico. Jet lag mais comida da classe econômica é fatal.

Na rua tem uns banheiros movidos a moedinha, e se a coisa continuar assim, acabo precisando de um deles. Se for uma famosa Suicide Booth (como em kilgore trout e futurama) também serve, a certas alturas é até preferível.

Aventuras em Cannes - 2


Fim do primeiro dia de Festival, voltando pra casa. Anoitece as 10 da noite aqui. E essa camiseta (edição limitada) faz um sucesso da porra. Francesinhas ao fundo. Mais sobre as francesas depois.

(clique na imagem pra ampliar)

Aventuras em Cannes

Pois é, Festival Internacional de Publicidade em Cannes. E temos um lounge. Acordo na hora que, no Brasil, costumo ir dormir, e passo quase 11h por dia no lounge, tb conhecido por stand ou barraquinha. Por absoluta falta de tempo e energia, na hora que consigo sentar no computador já estou morto e não consigo escrever todo dia como eu planejava... Tem fotos e tem historinhas. Quando der, vai...

segunda-feira, 22 de maio de 2006

These guys kick ass

( this neat app was done by my excessively smart friends Diego and Carlos)
Ou seja, é uma aplicaçãozinha que le as suas fotos do flickr e faz esse esquema aí embaixo. Quem quiser usar só precisa clicar em info lááá embaixo, poe o username de flickr, escolhe o set e pronto, é só copiar o código e usar onde quiser....






quarta-feira, 17 de maio de 2006

The Cure - Wish






tá no repeat, há uma semana...










.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

O Mestre do fogo...

...Que por acaso, é meu irmão!




segunda-feira, 1 de maio de 2006

Munching aT MoMa





First, Brunch.


















Then, Munch.

(This is the painting that eventually became THE SCREAM)

quinta-feira, 27 de abril de 2006

From Hell


Participação especial:
Gatos do Malzyner -
Tom e Frida

Trilha sonora da imagem:
Poney part 1 - ok cowboy
VITALIC

quinta-feira, 20 de abril de 2006

they know when I am going away


And they jump on my bag.




















And they look at me like this.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Light Sculptures




Comprei um celular, pela primeira vez.
Ele tira fotos com nightmode.
Distorce tudo ao menor movimento.
Resolvi brincar com isso, de propósito.
Light Sculptures - no Flickr

quinta-feira, 6 de abril de 2006

PEQUENO MAO E SUAS PATINHAS

segunda-feira, 20 de março de 2006

Cute Overdose

Para compensar o blog horroso que EU tive o mau-gosto de visitar hoje, eu LHE presenteio - sim, a você, único e singelo visitante desta publicação - E como diria MADAME, que me enviou o link em boa hora - a sua higiene mental do dia:
*aviso*: as fotos a seguir podem causar alergia.

http://mfrost.typepad.com/cute_overload/kittens/index.html

terça-feira, 14 de março de 2006

MELHOR QUE FLUOXETINA!!!!!!!!

Aventuras em Whistler Blackcomb

Matéria publicada na revista Onne...






Snowboard no Canadá (Revista ONNE)


Terça-feira, 7 de março de 2006 RENATO KAUFMANN *



Não há nada que se compare a uma semana, ou duas, de snowboard em Whistler-Blackcomb, estação de esqui na Colúmbia Britânica, no oeste canadense. È longe, muito longe, mas vale a pena.

A primeira coisa a fazer é usar suas milhas pra fazer um upgrade na sua passagem. Incluindo conexões, espera em aeroporto e parte terreste, leva praticamente um dia inteiro pra chegar lá, então qualquer conforto extra compensa. Se você não tem milhas, não se preocupe, depois dessa viagem você será “milionário”. Um comprimido pra dormir pode encurtar bem a viagem, a não ser que você seja propenso ao “Sonambulismo do Dormonid”, que faz com que a vítima perambule pelos corredores do avião como uma assombração, balbuciando coisas completamente desconexas, sem a menor idéia sobre onde está, ou onde estão suas roupas.

Chegando a Vancouver, onde qualquer lugar é um cartão postal, existem diversas opções de transporte até Whistler. Vale saber que o preço da limusine ou uma van equivale a umas quatro passagens de ônibus. E em menos de duas horas você está lá.

E que país peculiar! O segundo esporte nacional, chamado Curling, parece uma mistura de bocha, boliche e mania de limpeza. Funciona assim: numa longa pista de gelo, alguém corre um pouco, equilibra-se numa vassoura e empurra uma grande chaleira de pedra sobre pista. Nisso todo mundo começa a varrer loucamente o chão, na esperança que a chaleira fique perto do centro do alvo. O terceiro esporte, o Hóquei, é bem parecido, exceto que não tem chaleiras e os jogadores se agridem com as vassouras. E o primeiro, claro, é o Esqui.

Assim chegamos ao que interessa, a montanha. Na verdade são duas – Whistler e Blackcomb, que juntas são possivelmente uma das maiores áreas esquiáveis do mundo. Tem 33 teleféricos, mais de um quilômetro vertical. Do topo até a base, dá pra fazer percursos de mais de seis quilômetros. Pra quem gosta de voar, são dois half-pipes e cinco “terrain parks”, começando no “Terrain Garden” e crescendo em tamanho até o “Nintendo Highest Level Terrain Park”, que é como o mais selvagem dos videogames, mas em que todos os game-overs são definitivos. Para este, precisa de um passe especial, capacete, e absoluta ausência de medo.

Dentre as duas montanhas, Blackcomb é mais indicada para o Snowboard, já que tem menos retas e subidas – aquelas coisas que um esquiador resolve patinando e dando impulso com os bastões, e que um snowboarder, com uma perna presa e outra solta, arrasta-se com esforço. Ainda assim, Whistler tem certas áreas, chamadas de “bowls” porque acumulam muita neve, que são visita obrigatória a qualquer um com nível intermediário ou acima. Em Blackcomb, é
essencial visitar as geleiras, cujas neves eternas que continuam abertas a esquiadores e snowboarders mesmo no verão.

Para chegar lá, precisa de três teleféricos de cadeirinha e um de chão. Este, ao invés da cadeirinha, tem um longo fio e uma âncora de plástico, que arrasta duas pessoas até em cima – não sem certo sufoco.. Depois disso, mais um cinqüenta metros de caminhada, morro acima, e a geleira é sua. Os mais aventureiros podem continuar subindo, o que de botas e equipamento no ombro não é nada fácil, até a beira da exaustão, de onde podem descer por áreas pouquíssimo acessadas, e onde a neve é muito funda. Descer lá causa uma sensação comparável apenas com a de voar em sonhos.

Quem não tem espírito aventureiro não precisa se preocupar, já que em Whistler a neve é abundante, as filas são pequenas (especialmente se comparadas à estações americanas como Vail e Aspen), e os restaurantes no topo das montanhas são ótimos. Combinações de café com rum ajudam a combater os efeitos do frio, mas fazem pouco pelo seu slalom.

Na viagem de volta, deixe o comprimido para dormir de lado. Você vai estar tão cansado que não terá problemas em desmaiar no avião para então sonhar com a temporada do ano que vem em Whistler Blackcomb.


* RENATO KAUFMANN é sócio da produtora de animação 3D Espaço Tempo e pratica snowboard nas (poucas) horas vagas

terça-feira, 7 de março de 2006

Snowboard no Canadá - Fotos

no meio da subida da trilha, quase morrendo


Isso aqui é depois do último teleférico, (no fundo, à esquerda). pra baixo disso tem as pessoinhas, e no meio, três pontinhos suibindo a trilha que eu subi. é alto, mesmo que não tenha noção de profundidade.


Eu e meu grande brother e companheiro, em mais uma viagem


No topo da trilhinha da Blackcomb Glacier (geleira). Ao fundo, a montanha de Whistler


no lift, cheio de neve depois de capotar muito

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

SAMURAI x NINJA 1988

Elenco:
Elio Hamaoka: Mestre
Leonardo Pedrosa: Ninja
Renato Kaufmann: Aprendiz



Shrigley (2): One day a big wind

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Shrigley (1): Lost

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

The burns from the Radiator Incident

História de horror. O radiador a vapor do quarto estava quebrado. Passei frio vários dias. Um dia eu falei pô, tá frio!. O martin falou com o zelador, e ouvi algo que o aquecimento tinha sido consertado. Uma semana depois, tava meio frio, e o aquecedor fazia uns barulhos mas estava frio. Pensei comigo: consertaram, mas esqueceram de abrir a torneira do vapor. O que fiz? fui lá abrir a torneira.

A princípio nada acontece, pq o aquecimento vêm de tempos em tempos. Aí começa a esquentar, e fazer um barulhinho. tudo bem. De repente, barulhão e um puta cheiro de sauna. vou ver e tá vazando fumaça da base da válvula. No que tento fechar ela, escapa um monte de vapor que queima meus dedos (tres bolhas e uns vergoes). Tento fechar a droga da válvula, e percebo que a base ta girando em falso. Com esforço consigo fechar e para de sair aquele vapor horroso. Momentos de pânico, foi horrível.

Eu lavo as queimaduras, passo um treco que achei no banheiro e vou sentar na cama. A dor das queimaduras vai crescendo. O feixe de nervos do cotovelo fica sobrecarregado e começa a doer no cotovelo - isso por causa da ponta dos dedos. mesmo sendo uma coisa pequena, o corpo não sabe e entra em alerta: "destruição de tecidos!". Começo a mergulhar na dor, encarando de frente, tentando jogar ela pra segundo plano. a dor vira uma sensação forte mas não insuportavel. Me pergunto se isso funciona mesmo e se a dor não está passando. Nisso vem uma onda horrorosa de dor pra me dizer que não...

Depois de uma meia hora, resolvo tentar dormir. O que demora pra acontecer.

Quatro da manhã, acordo com uma explosão. tudo escuro e um barulho imenso de sauna ligada no máximo. Já em pânico, procuro a luz pra acender, e acendendo vejo que o apto está inteiro esfumaçado, o vapor jorrando loucamente do buraco da válvula, LOUCAMENTE, e a válvula em lugar nenhum a vista. além de dificil enxergar, era dificl chegar perto pelo calor. Abri as janelas e qualquer pessoa que visse, do lado de fora, teria chamado os bombeiros de tanto vapor/fumaça que saía de lá. procurei o telefone do martin e não achei. entrei em estágio dois de pânico. Uso uma blusa pra tapar a fumaça e procuro a válvula. não apenas não acho como a blusa fica encharcada e pelando. no fim, com a blusa e uma caixa de papelao, consigo tapar o fluxo de vapor fervendo o suficiente pra achar a droga da válvula, que tinha voado. Consigo com esforço e mais duas queimaduras encaixar a válvula.

Tudo isso lembrando que eu não poderia estar lá, e que chamar a atençao é mal... Ligo pro zelador, que vem emputecido, dizendo que não pode nem mexer naquele aquecedor, que ta quebrado e o martin sabe disso. O cara vai embora, tendo ao menos fechado a válvula. a fumaceira já mais disspada, o apto todo molhado de vapor, meus dedos ardendo, e uma taquicardia que não passava de jeito nenhum.

Finalmente entendi aqueles filmes que o cara atira num tubo, fumacinha acerta alguém e esse alguém cai. Achava bobo. Agora eu sei, fumacinha é o caralho!!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Bluebird, by charles bukowski

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pur whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there.

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
you want to screw up the
works?
you want to blow my book sales in
Europe?
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be
sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die
and we sleep together like
that
with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do
you?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

That's more like it