terça-feira, 11 de julho de 2006

Mais cannes



A Regina Augusto, do Meio e Mensagem, me mandou essa foto. Foi no hotel Majestic, lounge do Terra para ver a Copa. Acho que contra o Japão. Nós ainda tínhamos esperança. O engraçado é que no mesmo hotel tinha um lounge dos Japoneses. Eu fui no banheiro, entrei lá por engano e estranhei a frieza geral. Contei isso pro fotógrafo da Regina, um japonês também, e quando o japão tomou um gol, ele abriu a porta que separa os dois lounges e fotografou os japoneses atônitos, antes de ser cercado por oito seguranças. Dizem que a Yakuza está atrás dele até hoje.

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Lot's Wife, 2000






ITP Project. Physical Computing. Sistemas de Narrativa, ou como interagir com o computador sem usar o trio teclado, monitor e mouse.

Esse projeto ficou seis meses em exibição permanente na Tisch School of the Arts.

Componentes:
- Caxa de Plexiglass com sal grosso
-Microchip bx24, programado em basic, que controla os motores e recebe e conversa com o computador
-12 motores elétricos, com parafuso fora de centro pra vibrar
-câmera de video, que age como sensor, conectada ao mac
-Macromedia Director
-Track Them Colors

A câmera vê a caixa. O computador analisa o video frame a frame. Cada motor tem uma area de controle. Se a quantidade de pixels que mudar dentro da área de controle for maior que o limite (como se uma mão aparecer), ele pede pro chip ativar o motor

Então você desenha no sal. E o ato de fazer os desenhos é o que faz com que eles desapareçam, como cartas na areia – ou no sal.

Além disso, tem os lados tátil – do prazer de brincar com o sal e sentir as vibrações, e auditivo – que cada motor soa de uma forma, e a caixa vira um instrumento musical, ainda que hermetista.

E a esposa de Ló, injustamente punida. Antes de massacrar Sodoma, o anjo disse vá embora e não olhe pra trás. Preocupada com as filhas que se recusaram a deixar a cidade, a esposa de Ló (que não tem um nome) olhou pra trás e foi transformada em uma estátua de sal. Segundo alguns, por ter visto os anjos em plena carnificina e genocídio. Deus não gosta de cientistas.

sábado, 8 de julho de 2006

Matemática - 2003

Uma palavra quebra a página. A primeira foi uma, mas também foi a sétima. A primeira sétima foi a décima quinta, e a segunda foi a décima oitava. A segunda primeira foi a décima sétima. A quarta sétima foi a a trigésima quinta, a quinta foi a trigésima oitava, e a terceira quinta foi a quinquagésima terceira. E desde que a palavra uma quebrou a página, a página já foi quinta, sexagésima sexta e sexagésima oitava.

Le Moulin Rouge, 2002










Às 9h da manhã o telefone toca. É o Roberto Sadovski, editor da SET: “Precisamos de alguém aí em Nova York pra entrevistar o Baz Luhrman, em uma hora. Topas?” Pulo da cama e corro para o Morgans Hotel, na avenida Madison. Chego esbaforido e o porteiro avisa “Moulin Rouge, elevador da direita”. Mas nada na telefonema havia me preparado para o mundo de cortinas vermelhas que se abriu junto com as portas do elevador.

De saída, duas lindíssimas cortesãs francesas de lingerie e plumas me pegam pelo braço, e me levam para a sala de espera. Descubro que sou o último da fila para a entrevista, que aliás vai atrasar. A seleção musical é composta de Lady Marmelade e My Song, sem parar. Sem parar, sem parar. Insuportável...

O barman prepara uma bebida verde. “Absinto?”, pergunto entusiasmado. “Apple Martini”, responde ele. São onze da manhã. Minha entrevista vai ser só às 3h. Outra cortesã entra na sala e põe um morango na minha boca. Já me esqueci da entrevista.

Horas depois, uma loira alta diz “vem, está na hora do seu passeio”. Meu coração dispara... Andamos através de cortinas vermelhas até uma porta, e uma menina de smoking avisa que a sala está pronta. A cortesã me puxa pela mão e súbito me vejo no quarto de Satine. Eu deito na cama. A menina de smoking tenta me mostrar alguma coisa do DVD (os astros? Ou a dança?) mas meus olhos não largavam a lingerie preta.

A próxima parada é a sala do Absinto, com boêmios em almofadas e um divã. Quando eles começam o discurso sobre o DVD, eu pergunto: “quantas vezes você já repetiu isso hoje?” Todos riem, alguém me pergunta furtivamente se eu quero absinto. Me servem um liquido verde, e quando levo o copo à boca, cores e luzes verdes e azuis se alternam em extrema psicodelia. Engulo a bebida e comento com a fada verde “que gosto horrível”. Ela pisca e diz que é gatorade, mas tem apple martini na entrada.
E eu não sei?

Depois de mais quatro salas extraídas diretamente do Moulin Rouge e mais outra sessão de martinis e bate-papo, a chefe das cortesãs finalmente aparece para me buscar: É minha vez! Pego meu bloquinho e minha mochila, trançando as pernas já, enquanto minhas "francesinhas" se despedem soprando beijos.

Trezentos toques

Uma vez me convidaram pra participar de um concurso de contos, em 300 toques no máximo. Mandei esses dois, que mesmo hj me parecem, hm, singelos.


1)
Saíra atrasado. Ia perder o famoso churrasco do zé. Chovia cinzento, pressa desatenta, parabrisa embaçado e uma vaca bum. Acordou coberto de sangue. Seu ou da vaca? Tentou alcançar o pãozinho no porta-luvas. Sentia-se anêmico e o socorro talvez demorasse a chegar. Acordou no hospital: tinha nascido.

2)
Um passo. E atrás, a porta desaparecera. Sem opções, seguiu, até achar outra. Bateu e abriram-lhe. Sentou-se com os outros, tomaram chá e ficaram naquela conversinha miúda. Depois de meses, levantou-se e voltou ao lugar onde a porta original sumira. Antes um corredor sem fim que ouvir essa gente.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Mais sobre o humor inglês

Se humor inglês fosse uma religião, o aeroporto de Heathrow era aquele lugar onde as pessoas rezam.

Primeiro, você e sua mochila passam por um raio-x pra sair do avião, e outro pra pegar a escada rolante que leva ao ônibus. Câncer: humor inglês. O ônibus é quente, não tem ar condicionado e todas as janelas ficam lacradas. Vc está suando muito, antes mesmo dele se mover. Na contramão. Aí o sádico do motorista avisa que este passeio para o terminal 3 leva pelo menos cinco minutos. A mesma mensagem, repetida em francês, fala em doze. Ele se arrasta, sempre atrás do carrinho das malas de uma companhia coreana. Uma eternidade depois, terminal 3. Raio x, "balcão da Varig" - humor brasileiro mesmo - e então seis horas de Heathrow.

Ceci n'est pas un airport, é um shopping fucking center. Quase uma Disney só de lojas. E tudo está em super promoção, mas ainda assim é em pounds e em aeroporto. Combinação fatal, que revela o embuste do tal 50% off.

Placas espalhadas dizem Se você vai pro terminal 32, reserve quarenta minutos de caminhada. E eles só dão o número do seu portão uns 15 minutos antes, e ficam vendo pelo circuito fechado de TV aquele bando de deseperados correndo e arfando pelos longos corredores.

Eu por outro lado, não estava nem aí, depois de 3 bloody marys na sala vip da SAS... Ou ainda, médio. A sala vip, mesmo da scandinavian, tb é recheada do senso britânico de comédia:

-Tem uma salinha pra dormir, mas nenhum despertador.
-Tem Playstation2 pra jogar, mas depois da derrota do brasil tiraram todos os jogos menos o de futebol.
- O bar fica muito perto do internet lounge. Bloody Mary e MSN - uma combinação perigosíssima. E o bloody mary mix deles é bom!!! (especialmente depois de acrescentar sal, limão tabasco e azeitona...)


vídeos de virar a cabeça

A captura foi de lado, com o celular. Para evitar torcicolos, vire seu monitor...
Nada de mais anyway...

1) Descida da Torre Eiffel. Falta o comecinho do video, que deu pau.



2) Saindo De Cannes
Desde o lugar onde pega o ônibus pra Nice, perto da praia, até uma parte do caminho pra Nice, onde eu cansei de ficar segurando o celular.

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Paciência, Pequeno Gafanhoto

Matéria do jornal Propaganda e Marketing de segunda, 3 de julho de 2006.
Cannes gera mais sementes que frutos. Regamos a suor lágrimas. Bata bem.
Se a massa não crescer, colocar a cabeça no forno pré-desaquecido. Não usar fósforos.

Segundo os nossos arquitetos, o Paulo parece o Brad Pitt - em os 12 macacos. Clique.

terça-feira, 4 de julho de 2006

Meu querido sócio, Larry

Em Cannes, jantando no Hotel Carlton.

A foto captura um momento especial
- Antes de passar um fenomenal sabão (em inglês) no garçom (francês).
Um raro prazer.

E depois.

A seu lado sua grande companheira, a doce Carol.


Tudo que é sólido se desmancha no ar

E assim, estou de volta ao Brasil e aos meus gatos carentes. E mesmo a memória de ter viajado começa a evanecer na estação das brumas. Mas antes da total obliteração de pensamentos e sensações ainda deve surgir uma história, ou outra....

Até deus precisa de saída de emergência



(Mais uma em Notre Dame)


Quando Deus percebe que a casa está cheia de turistas fedorentos, que os padres não vão tocar sua banda preferida, Siouxie and the Banshees, e vão continuar com essa besteira de canto gregoriano, ele sai de fininho, por essa linda escotilha aí de cima.

Já seu colega de quarto, o diabo, sai pela porta da frente - mas pelas mesmas razões.

Resposta a um antigo enigma...

Restaurante em Cannes, no famoso Pelourinho, peço um Gazpacho e um Salmão Tartar. Ambos vem enfeitados com um pequenas bolinhas vermelhas, translúcidas, que prontamente como, rezando pra que não enfeitem o prato com nada venenoso. As bolinhas eram adocicadas, levemente azedas. Muito bom...

Chamei a garçonete e perguntei, que diabo de fruta é isso? Nunca vi nada assim na minha vida!!

A resposta me deixou estarrecido: Groselha. Aquilo que a Milani tem uma plantaçao secreta pra fazer aquele xarope que reinou na minha infância e na dos meus contemporâneos, mas que ninguém jamais vê. Poderia ser xarope de sangue de urso polar, pelo que eu sabia.

Depois em Paris, encontrei pra vender, ao lado das framboesas. E pra quem também nunca viu uma Groseille, aqui vai:

É tudo verdade que é tudo mentira


E aqui está a foto pra provar. Scooter BMW, com cinto de segurança, teto saiote e o escambau.

Exposição do Peru

Dois males do mundo cotidiano em um post só: auto-promoção e trocadilho infame. Mas enfim, fui convidado para participar de uma exposição no Peru, patrocinada pela Fundación Telefónica, e curada pela linda e talentosa cineasta Juliana Mundim. Aqui vai o comprido flyer, mas é retroativo porque a exposição já acabou...
(obviamente, com nome escrito errado. mais sobre esse tema depois, clique para etc)


segunda-feira, 3 de julho de 2006

Veado ou Truta?

- Como Assim?
-Voce quer terrina de veado ou prato de truta?
-Minha senhora, digo pra aeromoça da varig, não entendo essas gírias.
-É a entrada. A terrina de veado é como um salame. E truta é um peixe...
- Eu pediria peixe, mas não sei se confio no peixe de vocês
-(ofendida:) como assim o nosso peixe?
-Ah vocês estão falindo e tal. Mas, sério, o que você sugere?
- Eu sugiro o veado.
- tá
- Para prato principal temos massa, peixe ou cordeiro
- O que você recomenda?
- O cordeiro. combina com o veado.

O cordeiro estava super seco, devo ter feito algo pra ele, e o veado parecia um spam enlatado inglês. Obviamente o avião foi recarregado no Heathrow - a cozinha britânica é apenas uma expressão do seu humor.

Resultado final: Dormonid 1 x 0 Comida-de-avião

Futebol em Francês

Tive o azar de assistir à derrota do Brasil em Paris. Há quem diga que menos mal, pelo menos é Paris... Mas essas pessoas não andaram o dia inteiro com uma camisa do brasil falando "Catre-a-un!!Catre-a-un!!" e "vouz mon paye for catrevingt-dizuit!". Tinha até coxinha, várias bandeiras, apitos... A seleção só me faz passar vergonha. E no dia seguinte, com a dupla tristeza de ir embora e a da derrota do Brasil, lá estava eu, preso em um taxi a caminho do charles de gaulle, falando em uma língua que não conheço sobre um esporte que mal entendo.

O que não me impediu de emitir fervorosas opiniões sobre todas as seleções, para o diabo daquele francês alegre.

sábado, 1 de julho de 2006

Les Miserables

Na mesma Ilha de Outra-Ilha-Perto-da-Ilha-que-tem-notre-dame-sobre-o sena, me deparo com essa cena, que a foto não mostra porque todas as minhas fotos são tiradas com o celular e a câmera, obviamente, é uma merda pra qualquer coisa menos thumbnails. Estou na ponte, uma ponte só de pietons, que é o francês pra desocupado. Atrás de mim tinha uns caras tocando sax, já fazendo um clima. Nessa rampinha aí da foto tinha um mendigo francês, que vamos chamar de Vitor Hugo.

Os mendigos franceses são uns folgados beirando o inacreditável. Imagina toda a atitude de um francês, e que o cara tenha sido obrigado a assistir Os Miseráveis, o musical (sim, o musical. Confesso que odeio musicais. Os caras ficam cantando "agoooora vouuuuu no banheeeeeeeirrooooooooo". Odeio musicais desde criança, quando os desenhos subitamente passavam para "e agora siga a fucking bolinha luminosa"), e que esse cara tenha também toda a raiva e rancor de um legítimo destituído, e nunca será pouco reforçar esse ponto, tenha toda a atitude de um típico francês... e aí você tem o uber-mendigo, que excede em folga todos os seus pares mundiais.

Mas o Vitor Hugo não parecia folgado, não. Tinha um cachorrinho pequeno, manchado de branco e preto, que vamos chamar de manchinha. E o manchinha ensaiava de entrar na água e voltava. E Vitor Hugo dizia, vai lá manchinha, vai lá!! L'eau!!L'eau!!L'eau!! O manchinha olhava pra ele, botava as patinhas na água e voltava saltitando, alegre, feliz, abanando ativamente o rabinho, uma graça E o manchinha corria e entrava um pouco na água e voltava alegre como uma criança que diz olha o que eu fiz, eu fui lá, eu fui lá .

Achei a cena linda e bucólica, uma lição de companheirismo, de sorrir ante a miséria e tal. Depois me ocorreu que o Vitor Hugo estava, possivelmente, apenas lavando o jantar.


Toda uma geração perdida?

Um verdadeiro enxame, elas ocupam todos os lugares e todas as ruas. São lindas, charmosas, usam vestidos esvoaçantes, estão suavemente maquiadas e fumam – o que dificulta descobrir a idade, mas até aí até os bebês fumam. Não parecem ter mais que 16 anos. Andam de mãos dadas, às vezes, com namorados igualmente jovens, ou ainda mais jovens, cobertos de espinhas. O que há aqui? Houve uma revolução do amor, um baby boom no fim dos anos 80? Campanha de repopulação da França? Ou as francesas conservam-se por mais tempo, depois saltando direto para os 30. Sim, porque aqui aparentemente só tem lolitas e balzaquianas. E a geração perdida? Devem ter sido vendidas como escravas brancas.

Ou então o erro de percepção é meu: como mesmo de férias aqui ainda trabalho pela manhã, passeio às tardes. E quem está na rua às tardes? Turistas, mendigos, velhinhos, eu e francesas em idade escolar.

Mas como já abandonei os caminhos da ciência, prefiro explicações que envolvam aliens, cultos de magia negra, uma mão invisível que rege os mercados e roupas de banho, aqui conhecidas como maillot...

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Meus anfitriões


Eles são super legais.

E eles tinham, coitados, uma adega ótima...

e queijos...


Mas quando eles vierem pro brasil vou repor tudo...

...Com cachaça e rapadura.

Sobre velhinhas e Pombos

Na Ilha de Outra-Ilha-Perto-da-Ilha-que-tem-notre-dame-sobre-o sena, encontramos essa singular velhinha, dedicando-se a alimentar os pombos, não com bitucas, mas o que parece ser arroz, mas por tudo que sabemos pode ser veneno de rato. Fiquei uma meia hora observando. Ela separa uns pedaços de pão pra uns outros passarinhos marrons, menores que as pombas mas mais espertos. Competem pelo pão, mas pegam e voam logo. Fiquei pensando, pq será que ela fica alimentando esses bichos, conhecidos como ratos do ar. E ao que me parece a resposta é simples - pela companhia. E tem algo de profundamente inumano no jeito que elas se mexem (pombas, não velhinhas). Olhando lá de cima, pensei em jogar cigarros pra essa senhora, mas acho que as pombas iam pegar tudo.

Notre Dame, vista da beira do rio Sena





















Na beira desse rio lindo, onde as pessoas fazem picnics, os músicos tocam sob as pontes conseguindo uma acústica legal, os barcos passam, e os pombos são todos uns assassinos.

Uma triste, pra compensar





















Aqui é no final da ilhazinha onde fica Notre Dame. É um memorial aos deportados da segunda guerra. E lá na frente do monumento, sentada, pequenina no banco, uma velhinha.

Fiquei curioso se ela vem sempre, e quem ela perdeu, e que histórias tristes ela teria, e qual o tamanho da solidão de alguém assim.

Mas não tive coragem de interromper esse momento.

Algumas coisas podem ficar apenas imaginadas. E as sombras parecem avançar sobre a pobre senhora...

Outra em Notre Dame...

- Não! Não me enterrem!! eu estou vivo!! vivoooooo!!!!

-Calaboca Zacarias! quem foi que estudou medicina, você ou o médico???

Ontem eu nem a vi...


Santa Joana D'arc. Sempre imaginei que fosse meio magrela. Mas olha só, um corpinho de jovem matrona...

(...nós só nos encontramos pra passear no parque... Ela me falou que andava ouvindo vozes, e que pra conseguir dormir sempre tomava algumas doses...)

Surfando nas nuvens

François Gazeau.
Expoisção sobre a Pont des Arts. Magnífico, fiquei super impressionado.
São composições lindas de fotos e texturas, nenhuma delas feita com computador.
Mais no site www.francisgazeau.com






Ó egípcios




Queridos egípcios: sim, nós saqueamos todos os seus tesouros nacionais.

Nós sabemos.

Mas eis aqui a nossa homenagem a vocês, bem no meio do museu onde nós exibimos esse maravilhoso butim... Pirâmides!!!


Não fiquem tímidos, sabemos que vocês gostaram... vai, mostra uma lagriminha pra gente...

Dos seus amigos, os Franceses.

Ópera

Parisienses, um minuto da sua atenção: Paris é linda, não é? Claro que é. Vocês sabem, eu sei, todos sabem. Então qual o problema? Por quê ficar estragando as coisas colocando detalhes dourados, horrivelmente brilhantes e novinhos em folha, enquanto todo o resto cai elegantemente aos pedaços? Esses douradinhos são péssimos, péééééssimos.
Deixem de ser revisionistas, o rei sol já morreu.

O cacete

Cara, como Francês é esquisito. Eles são muuuuito chegados num símbolo fálico. Esse aqui é na famosa Place Vendome. Um Cacete de uns 50 metros de altura, com direito a cabeça e prepúcio. Dá pra ser mais literal? Só com bolas. No alto dele tem um cara de saia e bandeirinhas da França...

jardin de (en)Tulleries



Um puta de um areal empoeirado.
No verão Parisiense, um dos passeios mais pega-niente possíveis.

Notre Dame, Ou Eles Sabem.

Desde criança, sinto um certo desconforto quando entro em igrejas. Fico com uma sensação que a qualquer momento vão descobrir que eu sou judeu e me colocar pra fora, ou pior...

Na líndissima Notre Dame não foi diferente. Eu gosto de Catedrais Góticas, só não entendo porque canto Gregoriano em vez de Sisters of Mercy. E poupem-me, não fiz nenhuma piada de corcunda.

Tirei fotos dos santos na entrada, vou nomeá-los, pra vocês saberem quem é quem.

Foto 1 (melhor ver ampliado - da esq pra direita)
São João-Sem-braço
São Bato-Com-Meu-Cajado-Na-Sua-Cabeça
São Meu-Cajado-é-Maior
São Garçom
São Juro-Que-Só-Tomei-Unzinho
São Cleptomaníaco-de-Toga


Foto 2
São Vim-Trazer-a-Espada
São Espada-Pesada-da-Porra
São Régua-e-Marmita
São Polindo-Cruz-De-Madeira
São A-Porra-da-Bola-é-Minha-e-Sem-Mim-Ninguém-Joga
São Vendedor-de-Enciclopédia

Notem que todos eles estão maltrando, ou menos de pé sobre, pequenas criaturinhas inocentes.
e no canto à direita: São Tira-a-Droga-do-Dedo-da-Frente-da-Lente

Apaguem essa merda, Pombas

Todo mundo aqui fuma. Todo Mundo. Os velhos, os jovens... as crianças... até os bebês em seus carrinhos dão suas tragadas e baforadas, fazem pose e deixando o cigarro pendurado na boca. Acho que até os passarinhos fumam. As Pombas ficam em volta das velhinhas não pelas migalhas, mas pelas bitucas, que disputam com os mendigos, que sim, os há.

E dá uma vontade louca de voltar a fumar, quase irresistível.

Aí eu pensei bem: vou voltar a fumar, justo aqui onde todo mundo fuma? Tem coisa mais Maria-Vai-Com-As-Outras possível? Vou voltar nada. Se fosse voltar a fumar seria nos Estados Unidos, onde o fumante é uma espécie de leproso, e você os vê, no maior frio, chuva e tempestade, encolhidos do lado de fora do bar, fazendo seus sinais de fumaça.

é tudo mentira

Descobri que a questão não é nem que os franceses são ecológicos, nem que gostam de moto. O problema é que não tem lugar pra estacionar. Nem vaga nem estacionamento. Sério. O sujeito compra um carro, passa 3 semanas dando volta no bairro sem encontrar uma vaguinha sequer, e enfim, desesperado, joga o carro no Rio Sena e é obviamente é multado por estacionamento proibido. Já as motos param em praticamente qualquer lugar. Mas o que acontece? Eles não gostam de moto. Eles preferem uma scooter, que não tem marcha – mesmo as de 600 cilindradas. Elas vêm com um saiote que cobre metade do corpo, e vidro na frente. Em sua última versão, as scooters tem teto, barra lateral e cinto de segurança. Já nem precisa de capacete, dizem.

E os carros? Todos pequenos, minúsculos. Mas a verdade é que eles gostam é de carro grande, tanto que vão pra América, aquele deserto, e se esbaldam nos carros enormes. Aqui, como não tem vaga, a tendência é o Smart Car. O negócio tem o tamanho de um carrinho de supermercado, quase. Tem dois lugares. Segundo dizem, dá pra estacionar de lado ou de frente na mesma vaga que tanto faz. Parece uma scooter de quatro rodas.

Aí o que o Francês faz? Põe uma puta panca que é tudo de propósito, que eles cuidam da ecologia. Carro pequeno, atitude grande. E mais, francês é um puta furador de fila.

Aparentemente, um veículo intermediário, de três rodas, que nego dobre e amarre no poste é o futuro da França. E muito mais atitude.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Estão me sabotando

Veja bem, eu preciso ir embora no domingo. E por puro sadismo, meus anfitriões fazem o que? um jantar que começa com doces melões canatalupe e presunto, seguido de um pato preparado com mostarda e licor de cassis, e purê de aipo com batata. Tudo isso regado a delicioso vinho francês, e tudo preparado pelo Gilles, que comanda bem uma cozinha linda. Eu até disse pra ele: se algum dia você desistir da sua mulher eu estou livre hein! Sério, fiquei até emocionado, como estava tudo maravilhoso. E eu que nunca fui muito de pato, agora tenho um novo pato preferido (antes era o pan-seared duck do forbidden city em ny) - Canard a la Gilles.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Perdido no caminho


Mal consigo imaginar a sorte de perversões que se passa nesse antro:

Torre - Topo





Torre - Segundo Patamar



Torre - Primeiro Patamar


Torre - Estrutura