Descobri que a questão não é nem que os franceses são ecológicos, nem que gostam de moto. O problema é que não tem lugar pra estacionar. Nem vaga nem estacionamento. Sério. O sujeito compra um carro, passa 3 semanas dando volta no bairro sem encontrar uma vaguinha sequer, e enfim, desesperado, joga o carro no Rio Sena e é obviamente é multado por estacionamento proibido. Já as motos param em praticamente qualquer lugar. Mas o que acontece? Eles não gostam de moto. Eles preferem uma scooter, que não tem marcha – mesmo as de 600 cilindradas. Elas vêm com um saiote que cobre metade do corpo, e vidro na frente. Em sua última versão, as scooters tem teto, barra lateral e cinto de segurança. Já nem precisa de capacete, dizem.
E os carros? Todos pequenos, minúsculos. Mas a verdade é que eles gostam é de carro grande, tanto que vão pra América, aquele deserto, e se esbaldam nos carros enormes. Aqui, como não tem vaga, a tendência é o Smart Car. O negócio tem o tamanho de um carrinho de supermercado, quase. Tem dois lugares. Segundo dizem, dá pra estacionar de lado ou de frente na mesma vaga que tanto faz. Parece uma scooter de quatro rodas.
Aí o que o Francês faz? Põe uma puta panca que é tudo de propósito, que eles cuidam da ecologia. Carro pequeno, atitude grande. E mais, francês é um puta furador de fila.
Aparentemente, um veículo intermediário, de três rodas, que nego dobre e amarre no poste é o futuro da França. E muito mais atitude.