segunda-feira, 16 de abril de 2007

em casa

O pequeno Chilca (quatro meses).
Fazendo minha estadia aqui beeem mais facil...


62 South Street, Brooklyn, lar

Quando digo que moro embaixo da ponte eh serio.






Esse quarto tinha goteiras, que se manifestaram na tempestade que nao termina.
Nao me incomodava ate comecar a pingar na cama. troquei de quarto.
(e de problemas)

Welcome to the American Sugar

definitivamente

acordo antes das 8. Caminho treze quarteiroes ate o metro, debaixo de chuva. Estacao lotada. So consigo entrar, sem brincadeira, no setimo trem que passa. Tao lotado que os vidros embacam. Saio do metro, mais quatro quarteiroes na chuva.
Hoje eh sem duvida segunda-feira.

domingo, 15 de abril de 2007

brooklyn

muitas coisas, muitos insights, pouco tempo e pior que tudo, pouca memoria.
Enquanto isso aqui no brooklyn nao tenho computador ou internet.
Meu quarto tinha uma goteira na cama. O novo quarto eh menos opressivo.
more. to come. soon.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

os japoneses tambem sao loucos


the-japanese-wii-safety-manual-is-crazy

Coisas que vc nao deve fazer com seu controle de wii:
Bater em pessoas de oculos
Arrancar o trevo de quatro folhas
Doar seu console para mendigos
Controlar seu marca-passo

quinta-feira, 12 de abril de 2007

toda a verdade sobre scooby-doo

http://www.landoverbaptist.org/news0602/scoobydoo.html
(bem que eu desconfiava!)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

enquanto o post nao vem...


http://transmote.com/projects/vectogram/demo/index.html

sexta-feira, 6 de abril de 2007

A psicologia das grandes corporacoes

Os diretores de A Corporação estao oferecendo o filme gratuitamente, pra download via Torrent.
(clique na imagem abaixo para ir para a pagina de download)

The+Corporation+Filmmakers+Official+Download+Edition+-+DIVX

Director: Mark Achbat and Jennifer Abbott
Writer: Joel Bakan
Cast: Noah Chomsky, FDR, Steve Wilson, and many more

Since the late 18th century American legal decision that the business corporation organizational model is legally a person, it has become a dominant economic, political, and social force around the globe. This film takes an in depth psychological examination of the organization model through various case studies.

The Corporation received more than 20 awards, including an audience award at the the prestigious Sundance Film Festival. The film gives insight into the inner workings of large and powerful corporations, and how these affect our society.

http://www.thecorporation.com

we are all electricity junkies

Olha só, eu já fui um jovem romântico.

Em, sei la, 1998, deslizei a carta abaixo pela fresta da porta de uma vizinha de prédio que vi uma vez só. É ainda dos tempos de Mateus Grou:
--------------------

Um prédio são muitas caixinhas de ar envoltas por cimento.
Eu moro neste aqui. Minha caixinha tem como nome um número, que é 151.
Números dizem tão pouco... e nomes, dizem mais? Não sabendo um nome próprio, este torna-se uma impressão. O nome das pessoas que não conhecemos é uma sensação, um sentido, mais que uma idéia ou substantivo.

Elevadores são máquinas que convertem uma dança de elétrons em movimento vertical.
Outro dia estava em um desses, levando duas cadeiras de piscina para a laje do prédio. Lá o pôr-do-sol nos aguardava, a mim e ao amigo, cercado de nuvens vagando o céu com suas formas e cores realçadas. Surpreendente que fosse em São Paulo...

Mas eu subia no elevador, com o amigo e as cadeiras.
As portas se abriram.
Um cão com cheiro de infância, de lacinhos e de cão (ou talvez não tivesse cheiro algum, ou só de cão... acho até que tinha meu nariz entupido ) mas enfim, abriram-se as portas. O cão era o prenúncio da taquicardia.

Vi um par de olhos entrando no elevador. Levou algum tempo até notar que estavam acompanhados de um rosto, um corpo, cachinhos.
Os elétrons do elevador aparentemente valsavam, ou faziam alguma estranha dança russa, mas o nível do mar afastava-se gradualmente...

Não saberia medir o tempo nesse momento. Nem a vibração do quartzo do relógio, nem as batidas de coração, minhas nem do cão. A estas alturas gerações poderiam estar transcorrendo, ou fosse tudo entre uma batida e outra. O tempo não passa de sensação também...

O tempo eram os olhos. Acho que eram verdes.
(Podiam ser azuis... seu impacto não era cromático afinal)

E a valsa de elétrons, que também podia bem ser um cancã, parou. Chão se alinhou com chão. Abri a porta cavalheirescamente, desceram cão, olhos e tudo. . A cadeira despencou dentro do elevador, o amigo riu e o elevador volta a subir antes que ela tivesse um nome, apenas uma sensação que seria um nome na língua dos sentidos.

Escrevo sentado no ar, na minha caixinha nas alturas, tendo embaixo de mim apenas uma cadeira, o chão, mais 14 andares, alguns carros, cimento, canos, minhoquinhas, um lençol d'água, algum petróleo que o maluf nunca achou e o centro da terra, que é de pedra derretida. Embaixo disso tem tudo isso ao contrário, menos eu.

Para todo os efeitos, encontro-me viajando pelo espaço, em torno do sol e do centro da via láctea, tendo apenas uma atmosfera em cima e um planeta embaixo. Mas que importa?
Não consegui sair daquele elevador ainda...

simple as that

sonhei que corria.


.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

sem titulo , algo circa 1990

Parte a minha parte e parte
Bate minha droga e porta minha fora
Meu funeral
Parte minha porta minha cara

ch-ch-ch-changes

quando eu vivi aqui de 1999 a 2002 a cidade mudou pouco.
Nas varias visitas ate a ultima vez que estive aqui no comeco de 2006, idem.
Mas como todos sabem, Money Talks.
Mudaram as leis de zoneamento (teria sido na surdina como S Sebastiao?) pq temiam que pos-9/11 a cidade ia parar de crescer.
Desse modo a densidade populacional dessa pequena ilhota vai disparar, com a enorme quantidade de novos predios e empreendimentos subindo.
Se fosse em midtown nem ia fazer diferenca.
Nao sou o tio vania nem tenho nada contra o progresso.
Mas precisava enfeiar?
Precisava estragar o perfil de bairros historicos onde nenhum predio passa dos seis andares?

(as duas ultimas sao so pela lua mesmo, o predio eh velho)


Neve na primavera

Quatro graus e flocos de neve grudam na testa.
Mas o que me da frio mesmo eh a saudade dos meus filhos...

quarta-feira, 4 de abril de 2007

saturday at Ps1

E la vamos eu e paulinha ao ps1, o primo jovem do Moma.
No verao eles tem concertos e djs e a coisa toda eh uma super balada.
Como fica em long Island City, eu costumava ir a pe quando morava em greenpoint, sobre uma ponte que dava vista pra um cenario bladerunneriano, com direito a estruturas redondas e chamines em chamas. Dessa vez nos perdemos um pouco, mas eh sempre algo a mais pra conhecer, essas redondezas estranhas e alienigenas... Apesar de nem ser tantas paradas de metro de distancia, parece outra cidade ja...
Na primavera a luz eh linda mas nao sei porque fecharam o telhado, meu favorito.
As obras em si eram interessantes, ou nao. Uns trabalhos do vik muniz (alguns otimos, como as criancas do carnaval feita de acucar e a pintura de narciso feita com pecas de ferro velho. outros meio patz, como a marylin monroe de diamantes).
Umas fotos do abbas khiarostami, chatas como seus filmes,
O trabalho do fotografo tom sei-la-o-que. Tudo em preto-e-branco e varias fotos de do sol entre as nuvens. Achei que essas fotos tinham um movimento peculiar em que vc nao sabe se o copo esta meio cheio ou vazio, se o sol esta aparecendo ou sumindo... Gostei.
De noite, a famigerada green party, em homenagem ao green card do carlos...



wii and ps3 @ Swankonia (now the pics)

Carlos e Aya jogando tennis no wii. Camiseta foi presente...


Meu jogador de tennis


Isso aqui por outro lado se chama PS3


Houve um tempo que videogame pra mulher era isso


WII: controle fenomenal, graficos toscos.
O controle funciona de dois modos: tao facil que nem tem graca (boliche)
E tao complicado que eh quase impossivel (boxe)
So o tennis fica no meio termo.
O Ps3 parece um Ps2 um pouco melhor e sem fio.
E essa escotilha na verdade eh um fogao mais velho que eu...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Para...

grafo raios quedas lelepipedos frase normal mecio metro bolas
-,-,-,-,-,-,-,-

Um paragrafo nasce em meio ao branco absoluto enquanto todos os outros nascem em meio a outros paragrafos. Este nao pois nao havia branco a quebrar ou onda no mar. Este nasceu entre blunts e elephants, no mesmo dia que abandonei um carrinho cheio de compras deliciosas no trader joes porque a fila era enorme e eu odeio filas. e gente. e gente nas filas. Um paragrafo meio bom, sob medida para uma meia vitoria. Ou talvez meio anonimo meio punk rock.

Mas esses americanos sao todos uns loucos, ja dizia obelix

Vi isto na frente de um pet shop.
Fiquei espantado e meio na duvida
sera que o hamster se diverte tambem ou so o dono?
Dizem que eles gostam de correr... mas e se der enjoo?
Pq se o hamster se diverte tudo bem, passa.
Senao eh muita crueldade so pra entreter um imbecil.
Eh diferente quando vc usa isso pra gerar energia, como nos carros 1.0 cujo motor eh composto de hamsters
Sera que fazem isso em tamanho de gente tambem? AI sim seria legal. Tenho uma lista de candidatos pra jogar la dentro.
Gente: humpf.


vou sugerir pro fabricante a versao lemingue,
em que a pista termina em um penhasco...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Deptra dseam 3sub 21and

Acordo sete da manha para ir ao hospital visitar meu velhinho, que estava operando seu cancer. Meus dentes comecaram a bater e fui obrigado a dormir mais meia hora, dessa vez de meias e pullover, pra conseguir sair da cama depois. Nao eh novidade que odeio acordar cedo, mas no ar gelido do meu quarto a coisa tava feia.

Chegando no metro um cara estava tocando um mini-violoncelo, ou um violino gigante. Uma musica linda, fiquei meio tocado. Ouvi um pouco, dei uma moeda e fui pro trem. No caminho um mendigo me pede um trocado e resmunga algo apontando pro musico. Mesmo sem entender as palavras dele sei que ele disse "vc deu pro musico e nao vai dar pro homeless faminto?" Saco um dolar e dou pro homem. Quase meia hora depois me dou conta qual era a musica: kronos quartet tocando philip glass, em especial, a musica que usei no meu projeto dream74. Ah esse mundo das coincidencias, que existem e sao apenas meras.

Algumas coisas no trem me chamaram a atencao, e anotei rapidamente no meu celular, em um codigo mnemonico pra nao precisar escrever tudo naquele tecladinho. Algo que com certeza ao ler eu iria me lembrar.

Os codigos eram:
picasso no trem (cartaz de exposicao da influencia do picasso na arte americana)
deptra (???????)
dseam 3sub 21and (?????)
Esse ultimo ainda escrevi com numeros com a certeza que seria mais facil assim. Eu sei que eu tenho alzheimer, mas nao consigo matar minhas proprias charadas? caraca. Essa alias tava na linha fina do Onion News Network, que lancou agora. "Ladrao de banco preso se arrepende de ter enviado charadas para a policia"

Chego no hospital, que era longe pra burro (rua 168. eu moro na 13) e pego a fila de identificacao dos visitantes. Me dou conta que estou sem documentos. Nao entrando em panico, ativo o sistema de flashbacks uteis, me lembrando de um dia que um erro da policia federal provocou uma gigantesca fila de velhinhos no centro de SP. Eu era reporter-estagiario do JT e quando cheguei para cobrir nao tinha mais velhinho algum. E a policia nao me deixava entrar. Vi uma garagem e entrei no predio na surdina. Achei um delegado e entrevistei-o brevemente. Enquanto isso li algo que estava na mesa dele, de ponta-cabeca pra mim. Pareceu importante. Estava todo orgulhoso de mim, me sentindo o proprio reporter-investigador-ninja-mais-esperto-que-os-outros, e ainda tinha batido o olho em informacoes secretas. de ponta-cabeca! Meu editor nao apenas nao ficou impressionado como nao ficou impressionado.

Terminado o flashback, ou seja, de volta no hospital, saio discretamente da fila. Vejo algumas pessoas passando pelo guarda e apresentando passes. Finjo que estou no telefone. Quando uma pequena multidao passa pelo guarda eu vou junto. Demorei pra achar a sala de espera pq tive medo de perguntar e alguem pedir a droga da ID.

Encontrei a Carol e sua amiga, e conversamos bastante enquanto esperavamos. Ela contou que o Larry estava muito nervoso antes de ir pro hospital. Que ao passar spray de cabelo no cabelo, (coisa comum aqui nao so entre trumps) acertou o olho e saiu dizendo AHHHH ESTOU CEGO ESTOU CEGO!!!

Enquanto almocavamos eu carol e amiga, contei com sucesso duas piadas de alzheimer. Em troca ouvi uma historia veridica, de uma moca de 68 anos de idade, casada, tendo um caso com um cara casado. De 80!!!! Ouvi algo sobre milagres da medicina moderna e presumo que eles facam sexo. O que invitavelmente me leva a evitar perguntar se eles tb faziam sexo. Ou se meus avos ainda fazem. brrrr.

E tem mais ainda: ele vai largar a mulher.
Mas quer ser livre e aproveitar a vida.
Assim falou para a amante nao largar o marido, mas eles podem continuar se encontrando.

E eu, que tinha esperancas de amadurecer com a idade...

(fade out ao som de kronos quartet tocando philip glass)

my darling?

Contos de Mera Existencia

(stories that move fast and hurt good)

Como lidar com a depressao?
Como terminar com a namorada?
Procrastinacao.
O melhor livro ja escrito.
31 razoes de porque ela nao liga de volta

Esses e outros temas povoam os desenhos e animacoes de lev yilmaz
"Contos de mera existencia".
Humor acido, meio depressivo mas bah! eh tudo verdade.
Ah se eu soubesse desenhar como esse cara.

Esse eh o site dele, com animacoes e desenhos
http://www.ingredientx.com/

Pra quem gosta de youtube: http://youtube.com/results?search_query=tales+of+mere+existence&search=Search

(em ingles, sorry)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Madrugada sobre a neve

Na sexta que cheguei aqui caiu a ultima nevasca da temporada.
duas da manha: resolvi atravessar a quinta avenida por trinta quarteiroes.
(tb conhecido por voltar pra casa a pe)

aquele lugar que esqueci o nome


ruas fechadas


monstros s/a


arthur D2 nas caixas de correio, olhando guarda-chuvas revirados


o coitado deve ter varrido isso sozinho


"hey bruce onde eu colocar isso??"


a medida que descemos a avenida a neve fica mais funda

ja na porta de casa

em breve o brancor virginal da neve fica meio sujo

quarta-feira, 28 de março de 2007

Cantaloupe Lassie

dia estranho. meu socio foi ao medico e nao veio trabalhar. fiquei usando o computador dele, ja que o meu pifou e em algum lugar eh como se eu estivesse usurpando o tal lugar. afe.
Depois fui com chloe para um bar chamado piano, recheado de mulheres lindas mas o que me importa? assinei um termo liberando o uso da minha imagem em comerciais da cassio. Falei pra alguem que eu tive um relogio casio aos 10 anos. Ao menos os drinks eram gratis e a banda era muito boa - alta, rapida energetica. tenho fotos, ainda que nenhum lugar para descarrega-las. Na longa caminhada para casa me dei conta de muitas coisas, comecando por como eu gosto de andar (independente de estar ultra-feliz de meramente poder faze-lo), e passando pelo fato de que sou melancolico por natureza. Quanto mais duramente eu protejo meu coracao mas eu me dou conta que ele eh fragil demais pro meu gosto. Ontem andei pela rua como qualquer pessoa, alheio aos raros sorrisos e me senti na minha infancia, sempre circulando e nunca participando. Quando eu morava no rio, em uma rua fechada, nas poucas vezes que fui pra pracinha comum, fingia que estava pesquisando botanica ou sei la o que, qualquer coisa que me desse um proposito de estar la que nao implicasse em ir falar com as outras criancas. Sempre fui o outsider, algumas vezes por falta de opcao, outras por habito, algumas por timidez (senao todas). meu ouvido ainda faz zuim do show, que segundo o filme ruim que vi recentemente, children of men, um cuaron inferior (ao que, ja que ele nao sai da ladeira abaixo?), o zuim era o som das celulas auditivas morrendo, um verdadeiro canto do cisne e a ultima vez que ouco algum som nessa frequencia. No caminho para casa tocava the cure (novamente o mar verde e profundo) o que nao deixa de ter sua graca, considerando os varios circulos que se abrem, fecham e dao voltas. Chegando em casa liguei para o tequila mas nao tive o privilegio de ouvir uma voz amiga, que as vezes eh o que basta independendo do conteudo. Como eh estranho e familiar estar aqui...
(quem adivinhar o que eh cantaloupe lassie ganha um paragrafo)

outro bukowski emergido

Oh, yes
there are worse things than

being alone

but it often takes decades

to realize this

and most often

when you do

it's too late

and there's nothing worse

than

too late.

Ghosts

O mundo da voltas e a memoria eh um biografo senil...
Transferindo emails antigos para o gmail alguns emails anciaos sabe-se la porque emergem na inbox.
Estou embasbacado com cada coisa que eu leio, reflexos de outras vidas, viagens...
Ha horas que acho que vou achar acucar na cumbuca e encontro apenas um caldeirao de virulencia, injustica e ameacas maleficas e fico novamente horrorizado como se pela primeira vez.
Tem coisas que eu nao sei porque nao apago mas depois eu sei. O dito eh indesdizivel.
A espiral tem disso: parece que orbita em circulos mas a cada volta fica mais distante do centro. Um centro ideal, irrecuperavel, irrevogavel. Quem tem dificuldade com o luto nao deveria passear em cemiterio...
ou deveria?

tico e teco, impostores!



Essa eh a primeira de muitas fotos que ainda vou tirar desses magnificos bichos.
Mas confesso que soube de algo que me chocou profundamente: Tico e Teco NAO SAO esquilos.
Veja, esse eh um esquilo (squirrel). Repare na lacaniana cauda peluda.
O TicoeTeco nao tem cauda longa. Fui pesquisar e descobri que eles sao Chipmunks, um bicho que nao tem no brasil. Se tivesse ia chamar esquilo do mato ou sei la, mas nao seria a mesma coisa. Voltando aos esquilos de verdade: o bicho eh ultra rapido, saltita pela grama como um golfinho, e vem pegar amendoim na mao!!!
eu queroooooooooo

terça-feira, 27 de março de 2007

Cosmic Cantina



Meu almoco de sabado:
Steak Burrito Deluxe (guacamole e sour cream)
Cervezita Dos Equis
e Nachos de verdade (dorito feito em casa)

segunda-feira, 26 de março de 2007

Spring sun


o que sera que tem dentro daquela pequena escotilha...
outra saida de emergencia?

sexta-feira, 23 de março de 2007

aeschylus

Sexta a noite, continuo sem acentos.
Tempo estranho, crono e meterologico. A primavera chegou e aposto que no proximo raio de sol os novaiorquinos ja estarao de roupas de baixo no gramado mais proximo. A neve quase se foi, casacos grandes ja sao excecao e alguns malucos de camiseta, malucas de saias...
Uma semana e nada aconteceu exatamente como eu gostaria.
Meu velhinho esta bem, mas abalado e vai sofrer intervencoes de risco. Posso contar pouco com ele. Fora isso em um mes a mulher dele vai operar algo tambem. Ele me disse I'm not afraid mas me parece obvio que ele esta um pouco apavorado. Eu por outro lado disfarco minha grande apreensao com os comentarios mais encorajadores que consigo fazer. A essas alturas esse homem eh quase um avo para mim, e tambem um grande amigo.
Almocei com paulinha e senhor no zen palate. Meu prato principal era horrivel (tasty malay) , pareceia um enrolado de temaki de frango vegetariano, argh, os acompanhamentos eram divinos, um rolinho de verao (cozido no vapor), arroz vermelho e brocolis, no delicioso molho do negocio horrivel. E foi um almoco agradavel, Sai satisfeito. na volta pra casa, bem em frente ao restaurante mas ali no union square park, fiz amizade com alguns esquilos. que bicho legal esse ticoeteco. Rapidos como um raio, agitados pelo furor primaveril, comem usando as maozinhas e chegam perto de quem olha pra eles por muito tempo. Queria levar um parzinho, pra mao-tse e pro lacan...

Supermercado nova era

Strange days have found us...
Uma amiga me obrigou quarta a ir com ela em uma loja "de coisas espirituais". Um verdadeiro supermercado da nova era. Fiquei abismado. Tinha um cara com dois poodles gigantes, mostrando livros pra eles e perguntando qual eles achavam melhor. Tinha pedras "de poderes misticos" lindas mas superfaturadas. A imbecil da minha amiga (digo isso com todo o carinho) estava procurando um taro egipcio americano. Ela achou o taro egipcio canadense mas disse que nao serve. Na sessao de livros, uma coisa mais impressionante que a outra "o que 9/11 nos ensinou sobre espiritualidade e negocios", "Guia pratico da viagem astral sem bagagem", passando por Groff, fractais (ai ai), musicas cabalisticas para aumentar a inteligencia dos tomates e mil copias em livro e dvd de um tal e estupido " The Secret".

Entao estou olhando um pendulo louco que faz mandalas absurdas e um velhinho papai noel hippie vem falar comigo sobre o xama nao sei o que. Ah, sim, sim, claro. Subi logo para tomar meu "Buddha Chai" gratuito, que nada mais eh que chocolate com tracos residuais de chai. Passei pela secao de produtos tibetanos e me encantei com os gongos e singing bowls. So que a singing bowl que eu gostei, que fazia um som fantastico, custava 150 doletas. Por uma cumbuca e um pilao de caipirinha? Nem que cantasse puccinni. Peguei a carla pelo braco, que discutia com a especialista em taros da loja e disse: vamos embora daqui logo que eu to emburrecendo a cada minuto!! JA!

quinta-feira, 22 de março de 2007

Uma conversa na mesa dos adultos, conforme imaginada na mesa das criancas

- artigo original e genial por Simon Rich na New Yorker


MAE: Passe o vinho por favor, eu quero ficar maluca

PAI: O.K.

AVO: Voces viram a politica? Ela me deixou brava!

PAI: Eu tambem. Quando acabou, eu fiz sexo

TIO: Eu estou fazendo sexo agora mesmo

PAI: Nos todos estamos

MAE: Vamos falar sobre qual filho a gente gosta mais

PAI: (rindo) Voce sabe, mas nao vai falar hein

MAE: Se me perguntarem de novo talvez eu fale

COLEGA DE TRABALHO: Hey, adivinhem! Minha voz eh muito alta!

PAI: (rindo) Existem monstros de verdade no mundo, mas quando meus filhos perguntam eu finjo que nao.

MAE: Eu Estou Brava! Estou subitamente brava!

PAI: Estou bravo tambem! Estamos bravos um com o outro!

MAE: Agora esta tudo bem.

PAI: Acabamos de ver o filme proibido pra menores. Era muito bom!

MAE: Tinha um grande sexo

COLEGA DE TRABALHO: Eu falo muito alto! Eu falo muito alto!

(todos riem)

MAE: Eu bebi muito vinho e agora estou maluca!

AVO: Hey, voces sabem como deus se parece?

TODOS: SIM!.

AVO: Nao contem pras criancas.



traducao - yours truly

quarta-feira, 21 de março de 2007

Blue Dragon




Dragoes existem...

(pelagic sea slug)
credito da foto

Wii tennis & PS3 angola: The UN meeting at Swankonia

Ao fim de um longo dia de trabalho assisti ao penultimo episodio de heroes. Caray o negocio eh muito bom. No mundo real reaparece Sameer Kapoor, embaixador da India e Sammy K original, que reunido em Swankonia com os embaixadores do Brasil e da Venezuela passou uma longa noite jogando esporte virtuais no wii, usando um controle sem fio para dar raquetadas de verdade. Temo ter abusado um pouco do meu ombro arrebentado mas o importante foi ter ficado em segundo lugar no tenis e quase em segundo no boliche. O dono do console sempre vence, e esses jogos costumam ser mais interessantes no mesmo nivel - dono com dono, ze com ze. Maniaco que eh, Carlos Gomes tambem tem um PS3. Neste jogamos umTekken apenas levemente melhor que o do ps2, mas o engracado eh uma personagem nova, carioquinha funqueira que joga capoeira de angola (o outro brasileiro joga capoeira regional). Ainda assim ela tomou um couro ate do urso panda. urso agressivo alias. Jantamos Rice balls e Guyozas e como de habito andei ate em casa, ou quase. Fiquei horas fritando na cama, pensando na vida e tal, e assim que pego no sono o maldito despertador toca: "... Get a rythm... when you get the blues... get a rythm.."

terça-feira, 20 de março de 2007

kirin ichiban

Passei a noite praticamente em claro e estava morrendo de sono na hora de acordar. Fiz a barba e levei uma mochila de vinte quilos ate o escritorio. Me assustei com meu velhinho de estimacao, cujas maos tremiam. maos tremem quando uma certa sombra do vale parece se acercar. Tem grandes chances que ele fique bem e torco por isso. Ainda assim, risco ha.
Apos a labuta fui a um bar chamado Le Infant Terrible, que serve picanha a tom jobim e mariscos do porto alegre, ao som de manu chao e garcons possivelmente hungaros. Encontramos um brother diretor de arte e botanista e foi bem divertido. Depois ao cinema assistir The Host, um tipo de king-kong subaquatico coreano, tao ruim que era engracado. Nunca vi tanta conveniencia em um so roteiro. Na volta trinta quarteiroes de caminhada ate em casa, cabeca a milhao, decidi nao ser valvula de escape pra ninguem. Ainda bem que ainda sobrou uma kirin ichiban.

(aprendi a fazer acentos no mac mas me recuso a apertar tres teclas pra conseguir um misero caracter acentuado. eh o cumulo do cumulo)

domingo, 18 de março de 2007

duas vezes no mesmo rio

Depois de quase um ano eh um prazer melancolico estar em ny de novo. Nem eu nem a cidade somos os mesmos, ainda que definitivamente sejamos. O rio nao eh o mesmo mas carrega o mesmo nome e fica no mesmo lugar. E o que eh o tal rio? certamente nao eh a agua, que corre e muda. E o que somos nos? certamente nao nossas celulas, que se renovam a cada oito anos.
O que rege nossas escolhas? o que rege cada curva que o rio faz?
A metafora vai ate certo ponto apenas.
A cidade eh um mapa de lembrancas por onde navego... a van que me trouxe deixou um japones no dormitorio onde eu morei quando entrei na NYU. A neve que caia parecia com outras neves que cairam, e andar pela neve me lembrou de outros lugares nevados por onde caminhei e por onde nao mais farei snowboard (melancolia).
Nao me arrependo de ter comprado a moto apesar de ter me arrebentado, e o mesmo vale para varias coisas que trouxeram resultados parecidos. (how many darkest moments and traps still lay ahead of us?).
Engracado como arrependo e arrebento sao quase homofonicas. Nao me arrebento apesar de ter arrepentado? Saco, odeio escrever sem acentos. Caminhando de volta pro apartamento comprei um sushi e cervejas kirin no mercadinho japones. Comi sozinho como quem realiza uma cerimonia do cha e me dei conta de quao poucos amigos me restam, de um modo geral, e em especial por aqui... O que as pessoas fazem depois que todos os amigos se vao, levados pela morte, ou pela vida?

sunday afternoon


ontem apareceram aqui a Sigrun, que foi a primeira pessoa que conheci quando vim morar aqui em 99, e sua irma. Ela continua brilhante e louca. Surprise. Mas estava cansado e desisti de ir com elas pra balada. Fui dormir e sonhei muito a noite inteira. Por que sera que parece que eu so sonho no exterior? Acordei, fui tomar banho de banheira e nao sei como derrubei tres revistas e o papel higienico la dentro, que estao secando sobre o aquecedor. Criei coragem e fui comer ukranian borscht e pirogies, estes minha avo chamava vareniks e fazia com perfeicao. Depois fui assistir the lifes of others, filme alemao muito muito bom e muito triste sobre a alemanha oriental e a stasi, a policia secreta. Serio, se eu nao estava deprimido antes de ver o filme now i am.

sábado, 17 de março de 2007

nao chove mas molha

"Por que esses imbecis estao todos de capuz? Isso eh neve, nao chuva."
Afinal como todos sabem so eu sou esperto.
Ta bom.
Cheguei encharcado...

sexta-feira, 16 de março de 2007

Sleety Sleet

Ei, onde vc vai, perguntam Ana e Tom, minha roomate e seu respectivo.
Ah, sair, dar uma volta.
Com esse tempo? o que voce vai fazer la fora?
Ue, e o que eu vou fazer aqui dentro? digo e saio rindo.
Em t-3 minutos, o tempo de descer os 6 andares de escada, ja me arrependo. O vento fustiga com agua e gelo, a calcada super escorregadia e o restaurante japones que eu ia fechou. O casaco de snowboard me protege mas as pernas tremem. Acabo entrando em um restaurante do tipo Zesty Thai, onde mesmo as coisas sem spice sao ultra-spicy, so porque estava aberto e era em frente. Nao eh a melhor opcao considerando as desventuras avionicas. Tomo um cha verde com paciencia oriental, na verdade sem pressa de sair do quentinho. E antes de sair ainda compro uma garrafinha de suco vermelho (cranberries, framboesas, morango, maca, roma, laranja e banana (?), alem de uvas vermelhas e algas vermelhas). E nao eh que essa sugarless gororoba tem gosto bom?!


(cara onde tem acento em macintosh?)


Slush - uma armadilha. Parece gelo, mas quando vc pisa seu pe afunda em agua congelada



Union Square


2nd ave / 13th st


Zesty Thai

mais uma da varig

Depois de anos fazendo o sacrificio de voar varig, mais uma agora:
Apesar de ter comprado american airlines (outra merda) onde sou um mero mortal e nao um portador de cartao ouro, fui pra salinha vip da varig/star alliance.

Pues que nao me deixaram entrar!?!??
Segue o seguinte dialogo:
- Mas como nao pode? eu tenho cartao OURO!
- mudaram as regras. agora so se voar varig
- isso deve ser porque voces estao falindo
- nao, estamos nos recuperando na verdade
- dizem. E NAO SE DEPENDER DE MIM!!

agruras de viagem

Saio de casa e pego o motorista de taxi mais chato do ponto, senao do mundo inteiro. Trazia em si os dois piores defeitos que um taxista pode ter: nao cala a boca e dirige aos soquinhos. O carro o acompanhava, nao tendo ar-condicionado, e o transito parado na marginal.

Na imensa fila da american airlines, no aeroporto, reconheco um amigo da mais tenra infancia, o Elio, que trabalhando na companhia ao menos me tirou da fila do check-in. E me deu o telefone de outro amigo de infancia que havia sumido ha decadas e que agora mora em miami. Fiquei feliz com isso.

No aviao da american o servico era horroroso e servido por bruxas. Depois da comida passei mal e fui vomitar. Tres vezes. Suando frio. Nunca tinha passado mal em aviao. Ainda bem que consegui por pouco chegar no banheiro, senao ia passar a viagem toda sentado e vestido em vomito. Eca.

Em ny pego uma van, para economizar vinte dolares, e ela leva tres horas pra chegar. Maldita economia...

Enquanto isso do ceu cai agua, ora neve, depois muita neve, a cidade esta fria e suja e molhada mas estou feliz de estar aqui, ou ao menos de ter acabado a viagem propriamente dita...

(Assim que consertar o micro passo a postar fotos.)

quinta-feira, 15 de março de 2007

um objetivo mor

"O homem feliz é aquele que ao despertar se reencontra com prazer e se reconhece como aquele que gosta de ser."
Paul Valéry

quarta-feira, 14 de março de 2007

Instituto Médico Legal

Passei várias horas no IML.
Ao contrário do que o nome sugere, o Instituto Médico Legal não é um braço dos Doutores da Alegria.
Longa espera numa sala cheia de gente estropiada, onde o tédio só era minimizado pelo ocasional desfile de algemados.
Já o exame de corpo delito foi tranquilo, muito legal o médico.
Só não precisava ter dito que meu pé não ia ficar bom e que eu nunca mais posso jogar futebol. (nem correr, nem levantamento de peso olímpico etc).

Isso não foi nada legal.
Ou pelo contrário, legal demais.

sexta-feira, 9 de março de 2007

o que me dói

O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...

São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.

Fernando Pessoa, 5-9-1933

terça-feira, 6 de março de 2007

Revista Digital Designer - Projeto Templo de Hórus

E quem está na capa da edição deste mês da Revista Digital Designer?
Ninguém!
Só nosso lindo templo em 3D.
E lá dentro o arquiteto-gênio Aleks Braz, diretor de arte da TSI,
conta como surtou no egito e anos depois transformou isso numa imagem,
cujo processo ele disseca passo a passo.
Vale a pena.

sábado, 3 de março de 2007

de todos os placebos a homeopatia é o que mais funciona

de todos os placebos a arte é o que mais funciona
de todos os placebos a psicanálise é o que mais funciona
de todos os placebos a sanguessuga é o que mais funciona
de todos os placebos a religião é o que mais funciona
de todos os placebos a cápsula de farinha é o que mais funciona
de todos os placebos a astrologia é o que mais funciona
de todos os placebos a macumba é o que mais funciona
de todos os placebos a filosofia é o que mais funciona
de todos os placebos a música é o que mais funciona
de todos os placebos a certeza é o que mais funciona

sexta-feira, 2 de março de 2007

Juju e Fubá

Era uma vez,
Na cidadezinha de Jatobá
Na pequena vila do Limoeiro
Uma baixinha chamada Juju...
E seu amigo, Fubá

Desde filhote, Juju lhe dava comida
E muito carinho, e assim ele cresceu muito
Mesmo sem ter um dono

A mãe de Juju dizia
“não brinque com esse cachorro”
E o pai dizia:
“Sai pra lá seu babão”
E as outras meninas diziam
“AAAAAAAAAAaaaaaaahhhhh”
Enquanto corriam assustadas,
E Fubá fazia um muxoxo

Todos os dias, Juju voltava da escola
E encontarava Fubá esperando no caminho
Pronto pra pular de trás da cerca
E encher Juju de lambidas
Enquanto as outras meninas diziam
“AAAAAAAAAAaaaaaaahhhhh”
E corriam assustadas.

Até que numa sexta-feira, Fubá não veio.
Juju gritou seu nome até chegar em casa,
Mas nada dele aparecer
Ela sentou na porteira e desatou a chorar
E nem o carinho das suas amigas servia de consolo

Nisso chega Seu Antônio, o vizinho,
Que era mudo mas muito bom de mímica
As meninas davam palpites:
“um caçador de borboleta?”
“dirigindo um caminhão?”
Mas foi Juju quem primeiro gritou:
“A CARROCINHA!!!!”

Juju sai correndo, pelo atalho do quintal
E chega na rua movimentada onde a carrocinha vai passar
Mas a carrocinha não para
E ela fica olhando abobalhada e triste, no meio da rua
Sem perceber o enorme caminhão que se aproximava.

Fubá percebe o perigo e arrebenta a porta da Carrocinha,
Corre como um louco, pega juju pelo cangote
Salvando-a por um verdadeiro triz.

O homem da carrocinha tenta recapturar Fubá,
Mas o pai de juju da-lhe logo um nocaute.

Tudo termina na mesa de jantar, bolo e velinhas,
Fubá sentado no lugar de honra, com uma chuquinha no cabelo
e Juju do seu lado.

FIM

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Death of my little bird

Um grande brother se mudou para uma marmita triplex perto da minha casa. Fui conhecer e é de fato muito show o ape. Fomos então comemorar no meu bar predileto ali das redondezas, o tiro-liro.

Ao passar na frente de uma casa vejo um lindo canarinho no chão parecendo só e perdido. Tento pegá-lo mas ele pula da minha mão. Lembrou minha infância. Tento de novo e ele voa da minha mão...

De trás da árvore, uns dez metros dali, um gato preto salta de repente e abocanha o canarinho!!!

E começa a rodar com ele pra lá e pra cá! Assisto num espasmo de terror a essa cena, beirando às lágrimas, e quando penso em me mexer o brother grita do outro lado da rua "Não interfira! É a natureza!" isso apelou ao meu antigo espírito de documentarista de natureza, quando eu era assistente do lawrence wahba, o mergulhador do fantástico. E não interfiro.

Quase um horroroso e longo minuto depois, o canarinho se solta e voa por um segundo e o gato pega ele de novo. Ele tem chance!!! Mando a não interferencia às favas e corro para libertá-lo, mas o gato foge com o passarinho na boca.

Arrasado descubro que meus amigos do outro lado da rua já tinham visto o gato e o pássaro e era tragédia anunciada. Só eu quase caí pra trás, horrorizado.

meu canarinho... voou da minha mão para a boca de um gato.

Se eu não tivesse, com todo meu afeto, tentado pegar o pobre, teria seu fim sido o mesmo?

Talvez ele estivesse doente... Se estava, coitado do gato!
ai ai

UNDESTRUCTABLE!

How many
darkest moments and traps still lay ahead of us?

How many
final frontiers we´re gonna mount and maybe no victory laps?

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do gogol bordello. quem mais?
meu roomie não aguenta mais ouvir gogol, coitado. Exceto talvez essa música, já que cada vez que toca levanto os braços e olho para cima "com cara de judeuzinho feliz" e berro UNDESTRUCTABLEEEEEE!
Sabe que no fim acho que ele se diverte...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

sei lá como chama essa porra

Tentei fazer uma nova espiral que parece súbito voltaram à moda. Atravessei registros mnemocionais em busca do sentimento transformado em arte e só encontrei biografias ultajantemente senis. Desisti de outras espirais e novamente ingênuo desfiz nós em desertos proscritos, busquei literatura em busca de literatura e só encontrei pungente desgosto e um vago cheiro de chá . Peguei minha hóstia de cicuta na saída resolvido a não ver nem ver nem voltar.