quarta-feira, 18 de abril de 2007

hit the wall




um dia estranho

Antes de chegar no metro, passo na frente desse tal French Products.
Esse cachorro maligno corre com tudo na minha direção.
Corro dele (dentro do possível, ja que de fato nao corro)
E sou salvo pelo esticar da corrente.
Coração na mão, olho pro lado e quem encontro?
Maria Antonieta.


bate na porta, bate


No ceus de gotham city ha um sinal

Ou Sera um portal? (ghostbusters!)

Tron vai pra escola


Quando vi, saiu flash, bateu nas fitas e a foto saiu bem mais legal do que eu imaginava.
Ou ainda, mentira. foi de proposito.

the stare

Wild mood swings

De modo raro e peculiar, tem dias em que tudo adquire um novo sentido.

Acordei levemente deprimido, incapaz de me desligar dos vestígios de sonho. Assim que me dei conta que ainda tinha vestígios de sonho esqueci tudo e não consegui lembrar em absoluto com o que sonhava. Tomei um café e fui pra rua.

Na estação de metro, Bedford station, havia dois músicos, um mexicano com um tipo de violão pequeno e um duende gigante tocando violino. Imediatamente hipnotizado, joguei uma moeda de um dólar e fiquei ouvindo. O trem chegou e meu deu dor no coração de terminar o momento, e eles tocavam musicas lindas. Resolvi não entrar no trem, e joguei mais uma moeda. Veio um outro trem e novamente não entrei. Uma dupla de ouvintes aparentemente desocupados também não se movia apesar do chegar e sair dos trens. Eles conversam com os músicos e descubro que o duende era romeno. Perguntei se ele sabia tocar “ Tu Jesty Fata”, mas ele nao reconheceu pelo nome. Fez um gesto com a cabeça que queria dizer “han?”. Ai eu cantei um trechinho pra ver se ele sabia: “Tu est fata care n-are, n-are n-are suflet n-areeee…” Ele falou “that’s Turkish” e eu disse “ah, conheço como romena”. E ele começa a tocar no violino a musica. O mexicano não conhece mas acompanha de leve, de ouvido. Raios, como ele tocou bem. Perdi mais um trem. Um casal chega com um bebe ultra-fofo, todo de vermelho, que balança as perninhas com a musica. Passa mais um trem e aviso os caras: “this is the last train I’m gonna miss because of you guys”. Nisso eles engatam “Sandália de prata”, depois uma bossa nova. O bebe vermelho balança as pernas. Quando saio da estação não sou o mesmo que entrou. Cheguei atrasado no escritório sem a menor sombra de culpa.

Engraçado como não apenas sou um escravo de mim mesmo como um pó de todos os ventos, mas escravo de todos os ventos como um pó de mim mesmo também [típica inversão renatiana, eu sei]

terça-feira, 17 de abril de 2007

monkeytown

mais brooklyn


Se precisar de eixo ou pneu velho ja sei onde achar


combinando...


Aparentemente a loja fechou.
Deve ter mudado mais fundo pro jewish brooklyn.
Olhando o cartaz entendi o que houve:
Quem mandou vender miniaturas em prata?
Eh tipo bezerro de ouro: isso sempre da problema.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

your head is open when you dream

dreams




Dead End


em casa

O pequeno Chilca (quatro meses).
Fazendo minha estadia aqui beeem mais facil...


62 South Street, Brooklyn, lar

Quando digo que moro embaixo da ponte eh serio.






Esse quarto tinha goteiras, que se manifestaram na tempestade que nao termina.
Nao me incomodava ate comecar a pingar na cama. troquei de quarto.
(e de problemas)

Welcome to the American Sugar

definitivamente

acordo antes das 8. Caminho treze quarteiroes ate o metro, debaixo de chuva. Estacao lotada. So consigo entrar, sem brincadeira, no setimo trem que passa. Tao lotado que os vidros embacam. Saio do metro, mais quatro quarteiroes na chuva.
Hoje eh sem duvida segunda-feira.

domingo, 15 de abril de 2007

brooklyn

muitas coisas, muitos insights, pouco tempo e pior que tudo, pouca memoria.
Enquanto isso aqui no brooklyn nao tenho computador ou internet.
Meu quarto tinha uma goteira na cama. O novo quarto eh menos opressivo.
more. to come. soon.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

os japoneses tambem sao loucos


the-japanese-wii-safety-manual-is-crazy

Coisas que vc nao deve fazer com seu controle de wii:
Bater em pessoas de oculos
Arrancar o trevo de quatro folhas
Doar seu console para mendigos
Controlar seu marca-passo

quinta-feira, 12 de abril de 2007

toda a verdade sobre scooby-doo

http://www.landoverbaptist.org/news0602/scoobydoo.html
(bem que eu desconfiava!)

quarta-feira, 11 de abril de 2007

enquanto o post nao vem...


http://transmote.com/projects/vectogram/demo/index.html

sexta-feira, 6 de abril de 2007

A psicologia das grandes corporacoes

Os diretores de A Corporação estao oferecendo o filme gratuitamente, pra download via Torrent.
(clique na imagem abaixo para ir para a pagina de download)

The+Corporation+Filmmakers+Official+Download+Edition+-+DIVX

Director: Mark Achbat and Jennifer Abbott
Writer: Joel Bakan
Cast: Noah Chomsky, FDR, Steve Wilson, and many more

Since the late 18th century American legal decision that the business corporation organizational model is legally a person, it has become a dominant economic, political, and social force around the globe. This film takes an in depth psychological examination of the organization model through various case studies.

The Corporation received more than 20 awards, including an audience award at the the prestigious Sundance Film Festival. The film gives insight into the inner workings of large and powerful corporations, and how these affect our society.

http://www.thecorporation.com

we are all electricity junkies

Olha só, eu já fui um jovem romântico.

Em, sei la, 1998, deslizei a carta abaixo pela fresta da porta de uma vizinha de prédio que vi uma vez só. É ainda dos tempos de Mateus Grou:
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Um prédio são muitas caixinhas de ar envoltas por cimento.
Eu moro neste aqui. Minha caixinha tem como nome um número, que é 151.
Números dizem tão pouco... e nomes, dizem mais? Não sabendo um nome próprio, este torna-se uma impressão. O nome das pessoas que não conhecemos é uma sensação, um sentido, mais que uma idéia ou substantivo.

Elevadores são máquinas que convertem uma dança de elétrons em movimento vertical.
Outro dia estava em um desses, levando duas cadeiras de piscina para a laje do prédio. Lá o pôr-do-sol nos aguardava, a mim e ao amigo, cercado de nuvens vagando o céu com suas formas e cores realçadas. Surpreendente que fosse em São Paulo...

Mas eu subia no elevador, com o amigo e as cadeiras.
As portas se abriram.
Um cão com cheiro de infância, de lacinhos e de cão (ou talvez não tivesse cheiro algum, ou só de cão... acho até que tinha meu nariz entupido ) mas enfim, abriram-se as portas. O cão era o prenúncio da taquicardia.

Vi um par de olhos entrando no elevador. Levou algum tempo até notar que estavam acompanhados de um rosto, um corpo, cachinhos.
Os elétrons do elevador aparentemente valsavam, ou faziam alguma estranha dança russa, mas o nível do mar afastava-se gradualmente...

Não saberia medir o tempo nesse momento. Nem a vibração do quartzo do relógio, nem as batidas de coração, minhas nem do cão. A estas alturas gerações poderiam estar transcorrendo, ou fosse tudo entre uma batida e outra. O tempo não passa de sensação também...

O tempo eram os olhos. Acho que eram verdes.
(Podiam ser azuis... seu impacto não era cromático afinal)

E a valsa de elétrons, que também podia bem ser um cancã, parou. Chão se alinhou com chão. Abri a porta cavalheirescamente, desceram cão, olhos e tudo. . A cadeira despencou dentro do elevador, o amigo riu e o elevador volta a subir antes que ela tivesse um nome, apenas uma sensação que seria um nome na língua dos sentidos.

Escrevo sentado no ar, na minha caixinha nas alturas, tendo embaixo de mim apenas uma cadeira, o chão, mais 14 andares, alguns carros, cimento, canos, minhoquinhas, um lençol d'água, algum petróleo que o maluf nunca achou e o centro da terra, que é de pedra derretida. Embaixo disso tem tudo isso ao contrário, menos eu.

Para todo os efeitos, encontro-me viajando pelo espaço, em torno do sol e do centro da via láctea, tendo apenas uma atmosfera em cima e um planeta embaixo. Mas que importa?
Não consegui sair daquele elevador ainda...

simple as that

sonhei que corria.


.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

sem titulo , algo circa 1990

Parte a minha parte e parte
Bate minha droga e porta minha fora
Meu funeral
Parte minha porta minha cara

ch-ch-ch-changes

quando eu vivi aqui de 1999 a 2002 a cidade mudou pouco.
Nas varias visitas ate a ultima vez que estive aqui no comeco de 2006, idem.
Mas como todos sabem, Money Talks.
Mudaram as leis de zoneamento (teria sido na surdina como S Sebastiao?) pq temiam que pos-9/11 a cidade ia parar de crescer.
Desse modo a densidade populacional dessa pequena ilhota vai disparar, com a enorme quantidade de novos predios e empreendimentos subindo.
Se fosse em midtown nem ia fazer diferenca.
Nao sou o tio vania nem tenho nada contra o progresso.
Mas precisava enfeiar?
Precisava estragar o perfil de bairros historicos onde nenhum predio passa dos seis andares?

(as duas ultimas sao so pela lua mesmo, o predio eh velho)


Neve na primavera

Quatro graus e flocos de neve grudam na testa.
Mas o que me da frio mesmo eh a saudade dos meus filhos...

quarta-feira, 4 de abril de 2007

saturday at Ps1

E la vamos eu e paulinha ao ps1, o primo jovem do Moma.
No verao eles tem concertos e djs e a coisa toda eh uma super balada.
Como fica em long Island City, eu costumava ir a pe quando morava em greenpoint, sobre uma ponte que dava vista pra um cenario bladerunneriano, com direito a estruturas redondas e chamines em chamas. Dessa vez nos perdemos um pouco, mas eh sempre algo a mais pra conhecer, essas redondezas estranhas e alienigenas... Apesar de nem ser tantas paradas de metro de distancia, parece outra cidade ja...
Na primavera a luz eh linda mas nao sei porque fecharam o telhado, meu favorito.
As obras em si eram interessantes, ou nao. Uns trabalhos do vik muniz (alguns otimos, como as criancas do carnaval feita de acucar e a pintura de narciso feita com pecas de ferro velho. outros meio patz, como a marylin monroe de diamantes).
Umas fotos do abbas khiarostami, chatas como seus filmes,
O trabalho do fotografo tom sei-la-o-que. Tudo em preto-e-branco e varias fotos de do sol entre as nuvens. Achei que essas fotos tinham um movimento peculiar em que vc nao sabe se o copo esta meio cheio ou vazio, se o sol esta aparecendo ou sumindo... Gostei.
De noite, a famigerada green party, em homenagem ao green card do carlos...



wii and ps3 @ Swankonia (now the pics)

Carlos e Aya jogando tennis no wii. Camiseta foi presente...


Meu jogador de tennis


Isso aqui por outro lado se chama PS3


Houve um tempo que videogame pra mulher era isso


WII: controle fenomenal, graficos toscos.
O controle funciona de dois modos: tao facil que nem tem graca (boliche)
E tao complicado que eh quase impossivel (boxe)
So o tennis fica no meio termo.
O Ps3 parece um Ps2 um pouco melhor e sem fio.
E essa escotilha na verdade eh um fogao mais velho que eu...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Para...

grafo raios quedas lelepipedos frase normal mecio metro bolas
-,-,-,-,-,-,-,-

Um paragrafo nasce em meio ao branco absoluto enquanto todos os outros nascem em meio a outros paragrafos. Este nao pois nao havia branco a quebrar ou onda no mar. Este nasceu entre blunts e elephants, no mesmo dia que abandonei um carrinho cheio de compras deliciosas no trader joes porque a fila era enorme e eu odeio filas. e gente. e gente nas filas. Um paragrafo meio bom, sob medida para uma meia vitoria. Ou talvez meio anonimo meio punk rock.

Mas esses americanos sao todos uns loucos, ja dizia obelix

Vi isto na frente de um pet shop.
Fiquei espantado e meio na duvida
sera que o hamster se diverte tambem ou so o dono?
Dizem que eles gostam de correr... mas e se der enjoo?
Pq se o hamster se diverte tudo bem, passa.
Senao eh muita crueldade so pra entreter um imbecil.
Eh diferente quando vc usa isso pra gerar energia, como nos carros 1.0 cujo motor eh composto de hamsters
Sera que fazem isso em tamanho de gente tambem? AI sim seria legal. Tenho uma lista de candidatos pra jogar la dentro.
Gente: humpf.


vou sugerir pro fabricante a versao lemingue,
em que a pista termina em um penhasco...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Deptra dseam 3sub 21and

Acordo sete da manha para ir ao hospital visitar meu velhinho, que estava operando seu cancer. Meus dentes comecaram a bater e fui obrigado a dormir mais meia hora, dessa vez de meias e pullover, pra conseguir sair da cama depois. Nao eh novidade que odeio acordar cedo, mas no ar gelido do meu quarto a coisa tava feia.

Chegando no metro um cara estava tocando um mini-violoncelo, ou um violino gigante. Uma musica linda, fiquei meio tocado. Ouvi um pouco, dei uma moeda e fui pro trem. No caminho um mendigo me pede um trocado e resmunga algo apontando pro musico. Mesmo sem entender as palavras dele sei que ele disse "vc deu pro musico e nao vai dar pro homeless faminto?" Saco um dolar e dou pro homem. Quase meia hora depois me dou conta qual era a musica: kronos quartet tocando philip glass, em especial, a musica que usei no meu projeto dream74. Ah esse mundo das coincidencias, que existem e sao apenas meras.

Algumas coisas no trem me chamaram a atencao, e anotei rapidamente no meu celular, em um codigo mnemonico pra nao precisar escrever tudo naquele tecladinho. Algo que com certeza ao ler eu iria me lembrar.

Os codigos eram:
picasso no trem (cartaz de exposicao da influencia do picasso na arte americana)
deptra (???????)
dseam 3sub 21and (?????)
Esse ultimo ainda escrevi com numeros com a certeza que seria mais facil assim. Eu sei que eu tenho alzheimer, mas nao consigo matar minhas proprias charadas? caraca. Essa alias tava na linha fina do Onion News Network, que lancou agora. "Ladrao de banco preso se arrepende de ter enviado charadas para a policia"

Chego no hospital, que era longe pra burro (rua 168. eu moro na 13) e pego a fila de identificacao dos visitantes. Me dou conta que estou sem documentos. Nao entrando em panico, ativo o sistema de flashbacks uteis, me lembrando de um dia que um erro da policia federal provocou uma gigantesca fila de velhinhos no centro de SP. Eu era reporter-estagiario do JT e quando cheguei para cobrir nao tinha mais velhinho algum. E a policia nao me deixava entrar. Vi uma garagem e entrei no predio na surdina. Achei um delegado e entrevistei-o brevemente. Enquanto isso li algo que estava na mesa dele, de ponta-cabeca pra mim. Pareceu importante. Estava todo orgulhoso de mim, me sentindo o proprio reporter-investigador-ninja-mais-esperto-que-os-outros, e ainda tinha batido o olho em informacoes secretas. de ponta-cabeca! Meu editor nao apenas nao ficou impressionado como nao ficou impressionado.

Terminado o flashback, ou seja, de volta no hospital, saio discretamente da fila. Vejo algumas pessoas passando pelo guarda e apresentando passes. Finjo que estou no telefone. Quando uma pequena multidao passa pelo guarda eu vou junto. Demorei pra achar a sala de espera pq tive medo de perguntar e alguem pedir a droga da ID.

Encontrei a Carol e sua amiga, e conversamos bastante enquanto esperavamos. Ela contou que o Larry estava muito nervoso antes de ir pro hospital. Que ao passar spray de cabelo no cabelo, (coisa comum aqui nao so entre trumps) acertou o olho e saiu dizendo AHHHH ESTOU CEGO ESTOU CEGO!!!

Enquanto almocavamos eu carol e amiga, contei com sucesso duas piadas de alzheimer. Em troca ouvi uma historia veridica, de uma moca de 68 anos de idade, casada, tendo um caso com um cara casado. De 80!!!! Ouvi algo sobre milagres da medicina moderna e presumo que eles facam sexo. O que invitavelmente me leva a evitar perguntar se eles tb faziam sexo. Ou se meus avos ainda fazem. brrrr.

E tem mais ainda: ele vai largar a mulher.
Mas quer ser livre e aproveitar a vida.
Assim falou para a amante nao largar o marido, mas eles podem continuar se encontrando.

E eu, que tinha esperancas de amadurecer com a idade...

(fade out ao som de kronos quartet tocando philip glass)

my darling?

Contos de Mera Existencia

(stories that move fast and hurt good)

Como lidar com a depressao?
Como terminar com a namorada?
Procrastinacao.
O melhor livro ja escrito.
31 razoes de porque ela nao liga de volta

Esses e outros temas povoam os desenhos e animacoes de lev yilmaz
"Contos de mera existencia".
Humor acido, meio depressivo mas bah! eh tudo verdade.
Ah se eu soubesse desenhar como esse cara.

Esse eh o site dele, com animacoes e desenhos
http://www.ingredientx.com/

Pra quem gosta de youtube: http://youtube.com/results?search_query=tales+of+mere+existence&search=Search

(em ingles, sorry)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Madrugada sobre a neve

Na sexta que cheguei aqui caiu a ultima nevasca da temporada.
duas da manha: resolvi atravessar a quinta avenida por trinta quarteiroes.
(tb conhecido por voltar pra casa a pe)

aquele lugar que esqueci o nome


ruas fechadas


monstros s/a


arthur D2 nas caixas de correio, olhando guarda-chuvas revirados


o coitado deve ter varrido isso sozinho


"hey bruce onde eu colocar isso??"


a medida que descemos a avenida a neve fica mais funda

ja na porta de casa

em breve o brancor virginal da neve fica meio sujo