sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Tempo, afinal
Um dos episódios mais clássicos da versão mais clássica da mais clássica série de ficção de todos os tempos, Twilight Zone, "além da imaginação". Eu comecei pela série dos anos 80, devido a minha parca idade, e só depois fui conhecer a série antiga.
Coitado do Mr Bemis. Tudo que ele queria era ficar sozinho e ter tempo pra ler.
via videosift.com
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Suicídio à moda alemã (Da série verdade ficcional*)
Sujeito vai pro mato de bicicleta e se esconde numa árvore, onde passa os próximos 24 dias em um colchão sujo até morrer (ou matar-se) de fome. Durante esse tempo ele escreve um diário, onde conta de suas outras fomes,como que a ex-mulher era uma vaca, que a filha era uma esquisita frígida e que o seguro-desemprego estava de sacanagem com ele. Seu último desejo era que o diário fosse entregue à filha, que ao recebê-lo, esnobou e disse que preferia leituras mais leves. Perguntou se o legista não teria, ao invés, uma revista "Bianca" na sala de espera, ou um exemplar do Diário Oficial
* (ia chamar isso aqui de uma nova série em que notícias de verdade são contadas com toques de mentira, exagero e ignorância, mas parece que já inventaram isso, chama-se jornalismo. Ou CSI: The Manuel Bandeira Chronicles )
@11:04
0
intromissões
tags:escritos
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Começando do zero : Intrometa-se!
Neural tem um novo sistema de comentários, cheio de firulas metafísicas e que aparentemente apagou as centenas de comentários previamente postados. Sistema ciumento da porra. É triste perder tanto esforço, inventividade, classe, estilo, graça e pertinência que os leitores tinham deixado aqui, sendo que em alguns casos os comments eram mais divertidos que o post original, mas post tb serve pra meter fogo no circo (nossa, como eu minto). All gone - um exercício budista em desapegar-se das coisas.
Assim, sintam-se livres, todos, para se intrometerem livremente, exceto pessoas ostentando completo retardo mental, que como sabemos, pupulam nas interwebs.
Tela Class - as Bombas de Hércules
Como eu disse, esses caras merecem um oscar.
Esse aqui foi o primeiro episódio que eu vi, depois disso virei fã.
Parte 1
Parte2
Parte 3
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Vem aí (ou vai, ao que tudo indica)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ursos sob a neve
Fui convidado por uma instituição, meu pai, a passar dez dias em Whistler, na Colúmbia Britânica Canadense. O que segue é um breve relato 98% verídico.
dia 0
Percebo meus gatos, Mao-Tse-Tung e Lacan, deitados por horas olhando minha mala antes da viagem. Sabiam que eu ia viajar e pareciam preocupadíssimos - que eu levasse a mala embora, talvez. Nenhum urso à vista.
dia 1
25 horas de excruciante viagem.
Sinto como se tivesse sido trucidado por ursos. Li metade de um livro de contos de ficção científica do Primo Levi, fantástico. Enquanto em sua literatura de testemunho ele descreve horrores mas mantém a fé na humanidade, nos contos é quase o contrário. Preciso terminar logo pra devolver pro meu avô, antes que ele descubra o "empréstimo".
dia 2
Primeiro dia de snowboard, fomos direto pro topo da montanha, menos dez graus. Tudo em ordem apesar de surfar manco. Curva pra direita funcionando ok. Curva pra esquerda prejudicada pela perna ruim. Resolvi que estou bom o suficiente até para entrar em um campeonato, como a para-olimpíada, ainda que sem esperanças de vencer. Creio também que perderia uma competição com ursos amestrados. Descobri que é possível assistir "Tela Class" no youtube, ou baixar via torrent. Esses caras mereciam um Oscar.
dia 3
Eu e meu irmão resolvemos subir até o topo da montanha e além. para descer pela outra encosta. Uma gôndola, dois telefrígidos feéricos como pores-do-sol e um teleférico em que se vai arrastado na neve por uma picareta. Depois mais vinte minutos de caminhada morro acima, carregando a prancha e cavando degraus com a bota. Quase infarto antes de chegar lá. De cima até a base da montanha são dez quilômetros esquiáveis. No terceiro km paramos perto da floresta, onde observamos passarinhos. Ofereço um pedaço de bolacha pro pássaro, que vem buscar na mão. Bonitinho. Espero que o pássaro não morra por causa disso. De qualquer maneira meu joelho está morto.
Nenhum urso a vista, mas muitos arcos-íris. Seria desonesto não comentar que a semana era Gay Ski Pride Week ou algo assim.
dia 4
sonhei com uma festa em que se cheiravam vermes e escorpiões com um canudinho, como se fosse cocaína, que então se alojavam no pulmão. Talvez influencia tardia de Into the Wild, aliás um puta filme sobre o qual posto mais tarde. No sonho, fui de lá para um prédio estranho, escuro e sujo, subi escadas como se estivesse em uma academia, que dizia ter mais eventos de intercâmbio com outras academias. Tinha alguém subindo com uma mala enorme na minha frente, que eu não conseguia ultrapassar. O prédio fica mais sombrio à medida que subo, em um dado momento viro um corredor pra ver se tem elevador, mas logo vejo que cometi um erro e uma aura que parece um mendigo da história do Neil Gaiman para o Constantine começa a me sugar gravitacionalmente. Não deveria ter procurado o elevador.
dia 5
Ando como um robô mentalmente retardado que sofre de ferrugem. Peço serviço de quarto. O entregador me pergunta se eu vi o super-bowl, ao que respondo que não poderia me importar menos. Ele faz questão de continuar o assunto caso "eu tenha feito alguma aposta sobre o super-bowl". Imbecil. E nenhum urso à vista. Passo o resto do dia cantando "Blame Canada", do filme do south park.
dia 6
Já não sei se estou sofrendo de caspa ou neve.
Assisto na Tv um campeonato de Curling, o terceiro esporte nacional canadense. É um misto entre bocha e faxina. Consiste em uma pessoa arremessando uma chaleira pelo gelo enquanto outras duas saem correndo desesperadas, literalmente varrendo o caminho da chaleira com uma vassoura. O objetivo da chaleira é bater em outras chaleiras, que não quebram, ao contrário da minha faxineira, a Dona Maria, que não varre mas quebra tudo. Sonho com uma orgia que não me deixam participar.
dia 7
Estamos no teleférico, eu e JK, com mais dois sujeitos. Ao final, um deles pergunta: "are you going left or right? because we are going straight". Respondo "ah, good for you".
O sujeito parece se ofender, talvez só quisesse saber mesmo a direção. Culpa do arco-íris. Mais tarde, caloroso debate sobre uns pássaros pretos locais. mantenho até o fim que são gralhas, porque gralham, e não corvos, senão diriam nunca mais. Fraquinho o argumento, mas irresistível ante a possibilidade de serem, de fato, corvos.
Fui conhecer a professora de esqui do meu pai, uma sueca absolutamente sem vergonha na cara. Digo isso porque ela ostentava um peludo bigode loiro, que acumulava neve. Preciso me segurar pra não fazer o tradicional comentário que na Suécia só tem três coisas a fazer, suicídio, filme pornô e encher a cara, estou certo que ela ia me atacar com o bastão de esqui, uma grande vantagem dos esquiadores sobre os snowboarders. Descubro que a Suécia tem apenas nove milhões de habitantes, menos gente que, digamos, a Moóca.
Dia 8
Ao final do dia resolvo ir ali na chinesa fazer uma massagem. A senhora chinesa era uma canadense e chamava-se Mary, mas falava em chinês com os outros. Os chineses foram para o Canadá construir a estrada de ferro e nunca mais foram embora. Acredito que sejam maioria.
Com a mão pesada ela começa a massagem enfiando o cotovelo nas minhas costas, mas suponho que seja pra doer mesmo então não falo nada. Quando começa com a massagem de tapinhas, e eu penso, nossa, que fraquinho. Ela vai aumentando o vigor e súbito já estou pensando algo como "vai, me bate que eu gamo!". A intensidade continua aumentando e preciso me segurar pra não quebrar a cara dessa vagabunda. No final tem chá. Tenho um sonho deveras peculiar mas não encontro o maldito papelzinho em que anotei, só lembro que tinha um cachorro. E nenhum urso.
Dia 9
Apesar de dores generalizadas saio pra mais um dia de snowboard. Vamos para um desfiladeiro, algo como uma garganta cheia de neve acumulada. A pista é duplo diamante preto o que entendo como um "ok, mas cuidado".
Começo a descida, curva pro lado ok, ok. curva pro lado ruim e perco o controle da velocidade. Pra piorar atravesso uma lombada gigante e perco contato com o chão, aterrizo de costas, de cabeça pra baixo e a plena velocidade, que não para de aumentar. Tento "brecar" e não consigo, maldita ladeira. Começo a entrar em pânico, achando que vou rachar a cabeça numa pedra ou afundar o pescoço. Resolvo fazer uma manobra arriscada. jogando a prancha por cima de mim. A idéia com isso era dar meia cambalhota e cair de pé, o que dá certo, exceto que com a velocidade começo a capotar loucamente, cabeça, pés, cabeça, pés, e aterrizo novamente de costas, ainda em velocidade e de cabeça pra baixo, momento em que entro em pânico e acho que vou morrer. Enfio os braços na neve por cima da cabeça, pra tentar frear e eles quase são arrancados do ombro. Enquanto estou recuperando o fôlego, com neve até dentro da cueca, meu irmão aparece e pergunta se eu caí. Meu tombo mais homérico em 22 anos de neve e nem os ursos assistiram
dia 10
Excruciante viagem de volta, ursos etc
dia 11
Telefono para o médico, já imaginando a bronca que vou levar por ter re-fudido a perna e o joelho. Por sorte o desgraçado só pode me atender daqui quase um mês. Digo que até lá a perna vai se curar sozinha, sem inspirar muita compaixão da secretária, que sabe que isso não é verdade.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
cloverfield
Simplesmente insuportável, um verdadeiro marco do sado-masoquismo na relação autor-espectador. Antes da metade do filme o enjôo fica tao devastador quanto os ditos estragos da criatura-título e a única maneira de assistir o filme ate o final é usando a visão periférica, ou seja, olhando o teto pra dizer pro ouvido interno que está tudo bem, e deixando o filme chacoalhar no cantinho da visão. Quando o filme acaba meu único desejo eh que o JJ Abrahms morra.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Why we Write?
Uma série de artigos de escritores dizendo como ou porque se meteram nessa grande roubada que é escrever:
http://whywewriteseries.wordpress.com/
Why are you dancing when you could be alone?
via videosift.com
Playgirl - Ladytron
@13:56
2
intromissões
tags:music
Born Into This - Bukowski
Cena do documentário Born Into this, sobre a vida do velho Bukowski. aqui a transcrição do poema:
born like this
into this
as the chalk faces smile
as Mrs. Death laughs
as the elevators break
as political landscapes dissolve
as the supermarket bag boy holds a college degree
as the oily fish spit out their oily prey
as the sun is masked
we are
born like this
into this
into these carefully mad wars
into the sight of broken factory windows of emptiness
into bars where people no longer speak to each other
into fist fights that end as shootings and knifings
born into this
into hospitals which are so expensive that it's cheaper to die
into lawyers who charge so much it's cheaper to plead guilty
into a country where the jails are full and the madhouses closed
into a place where the masses elevate fools into rich heroes
born into this
walking and living through this
dying because of this
muted because of this
castrated
debauched
disinherited
because of this
fooled by this
used by this
pissed on by this
made crazy and sick by this
made violent
made inhuman
by this
the heart is blackened
the fingers reach for the throat
the gun
the knife
the bomb
the fingers reach toward an unresponsive god
the fingers reach for the bottle
the pill
the powder
we are born into this sorrowful deadliness
we are born into a government 60 years in debt
that soon will be unable to even pay the interest on that debt
and the banks will burn
money will be useless
there will be open and unpunished murder in the streets
it will be guns and roving mobs
land will be useless
food will become a diminishing return
nuclear power will be taken over by the many
explosions will continually shake the earth
radiated robot men will stalk each other
the rich and the chosen will watch from space platforms
Dante's Inferno will be made to look like a children's playground
the sun will not be seen and it will always be night
trees will die
all vegetation will die
radiated men will eat the flesh of radiated men
the sea will be poisoned
the lakes and rivers will vanish
rain will be the new gold
the rotting bodies of men and animals will stink in the dark wind
the last few survivors will be overtaken by new and hideous diseases
and the space platforms will be destroyed by attrition
the petering out of supplies
the natural effect of general decay
and there will be the most beautiful silence never heard
born out of that
the sun still hidden there
awaiting the next chapter
-Charles Bukowski, from The Last Night of the Earth Poems, 1992
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Bem que a placa disse, Placa desgraçada.
Meu computador de casa parou de funcionar, e parece ter perdido todos os arquivos, incluindo textos, downloads, games, savegames e episódios de muppet show. Por conta disso ontem li um livro de contos do Brian Aldiss, que deu origem ao filme AI, de spielberg-kubrick.Um idiota aí que era um puta amigo sumiu do mapa há meses. É uma merda mas tenho ouvido menos problemas. A faxineira pede dinheiro. O cliente pede alterações. Os afetos pedem atenção e pelos céus há tempos que eu não me sentia tão azedo. Os gatos pedem comida molhada. O médico disse que eu nunca mais ia fazer snowboard na vida, mas no carnaval vou meter o pé na neve. Afinal quem sabe mais medicina, eu ou o médico? Suspeito que pode dar merda, mas também suspeito que não ligo. Na pior das hipóteses eu sento no bar, com o snowboard de pé enfiado na neve, perto da pista dos iniciantes, que convenhamos, é o lugar mais engraçado de toda a montanha. In the sun sun having fun and all that.
@10:53
1 intromissões
tags:escritos
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
décadas
E uma outra placa, tb foto do med44. Taí um cara que gosta de placas. Ao que consta, isso aqui é lá no soho, perto do trabalho dele. O que será que vendem lá? Eu apostaria em algum tipo de taverna.
Aos 21 eu era um jovem, mas não me lembro de muita coisa, só de uma imensa ressaca lá pelos 26.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Acordei meio assim
domingo, 20 de janeiro de 2008
Um jogo tão bonito que se fosse preso seria a puta da cadeia
Uma das coisas mais geniais e engraçadas a dar o ar da graça nas interwebs se chama Pontuação Zero. Um inglês na austrália, Yatzhee, usa um chapéu estranho e escreve críticas de videogame, que ele lê sem pontuação a 800 palavras-por-segundo com sotaque igualmente estranho.
Mad props.
pra quem quiser mais : http://www.escapistmagazine.com/videos/view/zero-punctuation
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Mãe virgem molesta bebê barbado
Nesta foto vemos como Jesus tinha barba desde criança.
Vemos também que a mãe dele era uma freira.
Nesta foto podemos perceber detalhes interessantes, como o olhar maníaco da suposta virgem, bem como um gesto de sua mão que diz "hora da circuncisão".
Ou isso ou ela ela está prestes a fazer algo pra lá de impróprio!
Só pra constar, é uma escultura que fica na clínica do meu avô, feita de um único tronco de árvore...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
nano-contos - seis palavras:
resolvi rabiscar alguns também:
- Atrasado. Chovia. Derrapou. Hospital. Acordou nascido.
- Ajoelhado, rezava fervorosamente, às lagrimas. Nada.
- Sete horas. Odeio acordar. Chega mais.
- Só tenho olhos para você, Jocasta
- Finalmente chegou minha encomenda. Huahahahaha. BOOM!
- -Odeio parentes. -Coma só as batatas.
- Abriu o guarda-chuva, nunca voltou.
- Primeiro amor, depois ódio, enfim alívio.
- Nasceu, cresceu, reproduziu, envelheceu, sapateou, dormiu.
@11:24
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intromissões
tags:escritos
E quando restarem apenas seis palavras??
fantástico link do growabrain , que por sua vez aponta para a WIRED
nano-contos.
Diz lá que o Hemingway fez uma, que ele considera a melhor história que ele já escreveu:
"For Sale: Baby shoes. Never worn"
( À venda: Sapato de bebê. nunca usado.)
Para o deleite de todos, aqui vai uma cópia do post completo:
(em bold, minhas favoritas)
33 writers. 5 designers. 6-word science fiction.We'll be brief: Hemingway once wrote a story in just six words ("For sale: baby shoes, never worn.") and is said to have called it his best work. So we asked sci-fi, fantasy, and horror writers from the realms of books, TV, movies, and games to take a shot themselves.
Dozens of our favorite auteurs put their words to paper, and five master graphic designers took them to the drawing board. Sure, Arthur C. Clarke refused to trim his ("God said, 'Cancel Program GENESIS.' The universe ceased to exist."), but the rest are concise masterpieces.
Failed SAT. Lost scholarship. Invented rocket.
- William ShatnerComputer, did we bring batteries? Computer?
- Eileen GunnVacuum collision. Orbits diverge. Farewell, love.
- David BrinGown removed carelessly. Head, less so.
- Joss WhedonAutomobile warranty expires. So does engine.
- Stan LeeMachine. Unexpectedly, I’d invented a time
- Alan MooreLonged for him. Got him. Shit.
- Margaret AtwoodHis penis snapped off; he’s pregnant!
- Rudy RuckerFrom torched skyscrapers, men grew wings.
- Gregory MaguireInternet “wakes up?” Ridicu -
no carrier.
- Charles StrossWith bloody hands, I say good-bye.
- Frank MillerWasted day. Wasted life. Dessert, please.
- Steven Meretzky“Cellar?” “Gate to, uh … hell, actually.”
- Ronald D. MooreEpitaph: Foolish humans, never escaped Earth.
- Vernor VingeIt cost too much, staying human.
- Bruce SterlingWe kissed. She melted. Mop please!
- James Patrick KellyIt’s behind you! Hurry before it
- Rockne S. O’BannonI’m your future, child. Don’t cry.
- Stephen Baxter1940: Young Hitler! Such a cantor!
- Michael MoorcockLie detector eyeglasses perfected: Civilization collapses.
- Richard PowersI’m dead. I’ve missed you. Kiss … ?
- Neil GaimanThe baby’s blood type? Human, mostly.
- Orson Scott CardKirby had never eaten toes before.
- Kevin SmithRained, rained, rained, and never stopped.
- Howard WaldropTo save humankind he died again.
- Ben BovaWe went solar; sun went nova.
- Ken MacLeodHusband, transgenic mistress; wife: “You cow!”
- Paul Di Filippo“I couldn’t believe she’d shoot me.”
- Howard ChaykinDon’t marry her. Buy a house.
- Stephen R. DonaldsonBroken heart, 45, WLTM disabled man.
- Mark MillarTIME MACHINE REACHES FUTURE!!! … nobody there …
- Harry HarrisonTick tock tick tock tick tick.
- Neal StephensonEasy. Just touch the match to
- Ursula K. Le GuinNew genes demand expression -- third eye.
- Greg BearK.I.A. Baghdad, Aged 18 - Closed Casket
- Richard K. MorganWORLD'S END. Sic transit gloria Monday.
- Gregory BenfordEpitaph: He shouldn't have fed it.
- Brian HerbertBatman Sues Batsignal: Demands Trademark Royalties.
- Cory DoctorowHeaven falls. Details at eleven.
- Robert JordanBush told the truth. Hell froze.
- William Gibsonwhorl. Help! I'm caught in a time
- Darren Aronofsky and Ari HandelNevertheless, he tried a third time.
- James P. BlaylockGod to Earth: “Cry more, noobs!”
- Marc LaidlawHelp! Trapped in a text adventure!
- Marc LaidlawThought I was right. I wasn't.
- Graeme GibsonLost, then found. Too bad.
- Graeme GibsonThree to Iraq. One came back.
- Graeme GibsonRapture postponed. Ark demanded! Which one?
- David BrinDinosaurs return. Want their oil back.
- David BrinBang postponed. Not Big enough. Reboot.
- David BrinTemporal recursion. I'm dad and mom?
- David BrinTime Avenger's mistaken! It wasn't me...
- David BrinDemocracy postponed. Whence franchise? Ask Diebold...
- David BrinCyborg seeks egg donor, object ___.
- David BrinDeadline postponed. Five words enough...?
- David BrinMetrosexuals notwithstanding, quiche still lacks something.
- David BrinBrevity’s virtue? Wired saves adspace. Subscribe!
- David BrinDeath postponed. Metastasized cells got organized.
- David BrinMicrosoft gave us Word. Fiat lux?
- David BrinMind of its own. Damn lawnmower.
- David BrinSingularity postponed. Datum missing. Query Godoogle?
- David BrinPlease, this is everything, I swear.
- Orson Scott CardI saw, darling, but do lie.
- Orson Scott CardOsama’s time machine: President Gore concerned.
- Charles StrossSum of all fears: AND patented.
- Charles StrossShips fire; princess weeps, between stars.
- Charles StrossMozilla devastates Redmond, Google’s nuke implicated.
- Charles StrossWill this do (lazy writer asked)?
- Ken MacLeodCryonics: Disney thawed. Mickey gnawed. Omigawd.
- Eileen GunnWIRED stimulates the planet: Utopia blossoms!
- Paul Di FilippoClones demand rights: second Emancipation Proclamation.
- Paul Di FilippoMUD avatars rebel: virtual Independence Day.
- Paul Di FilippoWe crossed the border; they killed us.
- Howard WaldropH-bombs dropped; we all died.
- Howard WaldropYour house is mine: soft revolution.
- Howard WaldropWarskiing; log; prop in face.
- Howard WaldropThe Axis in WWII: haiku! Gesundheit.
- Howard WaldropSalinger story: three koans in fountain.
- Howard WaldropFinally, he had no more words.
- Gregory MaguireThere were only six words left.
- Gregory MaguireIn the beginning was the word.
- Gregory MaguireCommas, see, add, like, nada, okay?
- Gregory MaguireWeeping, Bush misheard Cheney’s deathbed advice.
- Gregory MaguireCorpse parts missing. Doctor buys yacht.
- Margaret AtwoodStarlet sex scandal. Giant squid involved.
- Margaret AtwoodHe read his obituary with confusion.
- Steven MeretzkyTime traveler's thought: "What's the password?"
- Steven MeretzkyI win lottery. Sun goes nova.
- Steven MeretzkySteve ignores editor's word limit and
- Steven MeretzkyLeia: "Baby's yours." Luke: "Bad news…"
- Steven MeretzkyParallel universe. Bush, destitute, joins army.
- Steven MeretzkyDorothy: "Fuck it, I'll stay here."
- Steven Meretzky
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Judgement Day
Audiência criminal, apresentação de versões, e um auto-controle ìmpar pra não pular no pescoço do FDP que me atropelou. Vejamos onde isso vai parar.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Culture is NOT your friend
"What civilisation is, is six billion people trying to make themselves happy by standing on each others shoulders and kicking each others teeth in ... none of us are well treated by culture ... culture is a perversion." Terrence Mckenna
do videosift
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
A Internet:
The Internet is the place where the men are children, the women are men, and the children are federal agents.
(ótima frase encaminhada pelo Fubu)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
importante:
Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.
@10:32
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intromissões
tags:gatos
Um ano atrás ainda estava no hospital
Pois é, dia 25 o acidente fez um ano. Resolvi não celebrar, sabemos o que houve da última vez. Comemorativamente, essa semana meu pé está dolorido. Um ano atrás ainda estava no hospital. Tá na hora de comprar algum tipo de carro...
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Juliette Binoche veio ao mundo
terça-feira, 23 de outubro de 2007
regurgitos
Uma ausência tão grande que se estende até os shared do reader. Não tenho tido tempo nem de abrir, quanto mais de ler os mais de 3000 itens que me esperam por lá. Enquanto isso velhinas tentam atravessar a rua, parando os carros com gestos jedi. Acordei ao som do gato vomitando na colcha, gritei Lacan e ele correu, vomitando pelo caminho, inclusive na parede. O filho da puta já está bem crescidinho, que tal vomitar na privada que nem gente grande, ou na pia, que nem gente grande com pressa?
@14:17
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intromissões
tags:escritos,gatos
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Cachaça: Indo para a Praia
Chegava ao fim mais um longo dia de trabalho. Era a escolha de vida do Cachaça trabalhar com meninos de rua. Sua única vergonha era a gritante incapacidade para o malabarismo, que compensava com idas e vindas ao posto de gasolina enchendo a garrafinha de água suja com sabão. Cachaça despediu-se longamente, pois era começo de carnaval e nunca se sabe quem vai sobreviver.
Chegando em casa encontra o Lingüiça, descalço e fazendo brigadeiro na cozinha, de avental. A mãe do Cachaça está trancada em seu quarto e recusa-se a abrir ou responder. Por absoluta falta de alternativas o Cachaça resolve ir pra praia com o Lingüiça, que tinha uma casa em algum lugar da orla, e o Clark, que tinha nada melhor pra fazer. O Clark e o Cachaça ainda eram bem próximos, e ainda não havia nenhum acordo que rezava que ambos só voltariam a se falar se o Clark assumisse a alcunha de "mau-caráter", que valia pra ambos na verdade.
O Cachaça vai dirigindo o carro que secretamente emprestou da mãe e na estrada um congestionamento assombroso, todo mundo buzinando dentro do túnel, calor insuportável. Mais adiante no caminho, sem saber que rumo ou estrada tomar, o Cachaça solicita os serviços de um caminhoneiro próximo:
-"Vem cá, chegadinho, como é que a gente chega em.... em.... ô Lingüiça pra onde a gente ta indo mesmo?"
-"Pra minha casa!"
O Clark faz uma expressão peculiar, como quem sabe que jamais poderia descrever a cara de ódio do Cachaça nesse momento, que por sua vez pergunta de novo:
-"Ô, SEU IMBECIL, PRA ONDE TAMOS INDO???"
-"Pra minha casa, PORRA!"
Nisso o caminhoneiro mandou todos tomarem lá e foi embora achando que dele estavam mangando. O Lingüiça, que acha que só ele é esperto, ficou entre o azedo e uma expressão de vitória, meio incompreensível para quem estava prestes a ser largado no meio da estrada.
Por incrível que pareça no dia seguinte nossos heróis continuavam unidos, ao menos juntos, ainda que por repulsão mútua. Indo para a praia, um sujeito no terceiro andar de um prédio grita algo como "Santos", e em questão de minutos o Lingüiça está em ponto de briga, intimando o cara a descer do prédio e sair na mão. Possivelmente contando com a baixa probabilidade disso acontecer. O cara sai da varanda e entra no apto, presumidamente pra encher um saco com fezes e atirar nos nossos heróis, quando o Cachaça diz, docemente
-"ô, seu filho da puta, vamos embora logo pra praia!!"
Assim eles prosseguem pelo calçadão, paquerando menininhas e seguindo o fluxo, até que o Linguiça diz:
- "Cachaça, me empresta um real!"
O cachaça olha....
pensa...
e diz
-"Bom...eu tenho 1 real aqui..."
tira o real do bolso, coloca de novo
-"...eu tenho...
...eu podia até te emprestar...
...Não vai me fazer nenhuma FALTA...
...mas eu não vou emprestar , porque eu quero MUITO que você se foda!", disse com saboreada ênfase.
Parece que o Linguiça não voltou da praia junto com os outros, mas até hoje a mãe do Cachá pergunta com um suposto brilho nos olhos:
-"Filho, e aquele seu amiguinho Salsicha, por onde anda hein?"
@15:44
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intromissões
tags:Cachaça,escritos
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Dilúvio Interior
Tenho um amigo que se mudou pra um apartamento super legal e perto da minha casa. Tem três andares. Embaixo fica um quarto bacana, com luzes de motel e hidromassagem. No andar do meio tem a cozinha e sala, e no andar de cima uma sala de tv e um terraço com churrasqueira. E o amigo recentemente adotou dois gatitos fantásticos, o Panda e o Zurugui, que tem apenas três pernas. Quando ele foi adotado ele tinha quatro, mas isso é outra história. Pois o amigo foi viajar uma semana e pediu que eu passasse pra ver seus gatos, o que fiz com prazer não só pelos gatos, que são umas figuras, mas em retribuição pelo fato de que ele visita meus gatos quando viajo. E claro, pela hidro.
Pego minha moto e vou pra casa do sujeito. Sei que é perto mas qualquer coisa é um bom pretexto pra andar de moto (e ser burro, segundo alguns). Abro um vinho que encontro na adega do colega, mas não dos bons porque esses ele esconde. Deixo a banheira a encher de água e subo ao terceiro piso pra fumar um cigarrinho. Idiossincrática, a banheira só enche com água fria. Baforadas depois, volto para baixo, vejo que a água já cobriu os jatos da hidromassagem, ponto em que liga-se a circulação e o aquecimento. Leva uns vinte minutos pra esquentar a água toda, então pego duas revistas Veja e vou ler lá em cima.
Não sei o que aconteceu primeiro, se foi um insight de "SERÁ QUE EU FECHEI A TORNEIRA??" ou se foi por ouvir um som meio molhado "splosh splosh", como um mar.
Desço correndo e vejo que o andar inteiro estava alagado e a água agora invadia o andar de cima. Mentira, claro.
Desço correndo e vejo que a banheira estava transbordando, a água tinha invadido tudo, o ralo do banheiro que era a primeira defesa estava fechado, o colchão que fica no chão estava molhado e os gatos flutuavam em balsas improvisadas como pequenos náufragos. A primeira coisa que eu vi foi a banheira transformada em cachoeira, só me dei conta do tamanho do dilúvio quando vi que tinha molhado as meias, enquanto pensava em como iria repopular o mundo com apenas dois gatos, machos e castrados.
Primeiro fechar a torneira e desligar a hidro. Para isso sou obrigado a tirar a roupa toda menos a cueca, que achei que não molharia mas molhou. Tiro a tampa da banheira e abro o ralo ali do chão (o ralito, o ralito!!). Os gatos me olhavam de uma forma estranha.
Me pareceu um bom momento pra entrar em pânico, o que faço com destreza. O brother vai me matar. Ele quase matou a namorada, hoje ex, quando ela fez algo similar, imagine o que ele vai fazer comigo, que nem faço sexo com ele. A água vai invadir o vizinho, que vai chamar os bombeiros, arrombam a porta e eu vou estar aqui de cueca entre gatos flutuantes.
Arranco os lençóis da cama e tento fazer uma barreira, sem sucesso, enquanto os gatos já tinham dominado as técnicas de navegação à vela e ia de uma lado pro outro desse novo mar. Dobro o colchão ao meio, o que serve apenas pra permitir que a água vá mais longe e molhe ainda mais partes do colchão. Subo correndo e volto armado com um rodo.
O que aconteceu em seguida não foi uma cena de Fantasia, com o Mickey de aprendiz de feiticeiro controlando água e vassouras. Foi mais parecido com Escrava Isaura.
Passei as três horas seguintes lutando com a água, estica rodo, puxa rodo, o que me deu uma horrenda dor nas costas pela semana seguinte. O Banheiro era um degrau ao contrário, mais alto que o resto do chão, então para esvaziar o quarto era necessário fazer a água subir um degrau e chegar no elevado ralo. Usando um rodo. Acreditem, é difícil. Os gatos abandonaram a navegação e ficaram sapateando na água como banhistas felizes. Só faltou cantarem "singing in the rain".
Vou até o andar de cima e volto com um ventilador, que coloco basculando na direção do colchão, torcendo pra que nada mofe, e que o quarto volte ao normal antes do amigo voltar.
Quando tudo parece normalizado, encho a banheira e a taça de vinho e submerjo em ambas, me esquecendo do rodinho, que ficou lá embaixo como incriminadora prova.
E caso algum dia o tal brother leia isso aqui, já deixo bem claro: isso aqui é ficção e nunca aconteceu, juro. Podem perguntar pros gatos.
@14:29
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intromissões
tags:escritos,gatos
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
morcegos raivosos de bike na vila
Estou indo pro trabalho pela vila madalena e vejo vários grafitis como se as ruas fossem pistas de bicicleta. Boa ação de guerrilha. Mais à frente, um caminhão de som do tipo anúncio de utilidade pública repetia uma mensagem dizendo que morcegos com o vírus da raiva foram encontrados naquela região, e que estão revacinando cães e gatos. O batman é um sujeito raivoso. Mas raiva mesmo é ter que ouvir ao telefone "renato? que renato?"
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Chances de morrer
terça-feira, 25 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
no tempo em que...

Aniversário da minha avó em curitiba, quase fui de moto. Ainda bem que não fui, tinha pedaços de pneu de caminhão no meio da estrada que pareciam uns para-choques de kombi.
Aqui, sendo o cavalo atual da Betina, que tem todo o jeito que vai ser o flagelo da raça masculina.
Clique pra ver o olho dessa guria...
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Calça Arriada, a nova burka.
Pessoalmente acho muito feia essa moda de calça caída com cueca pra fora. No caso da mulheres, fio dental pra fora não é feio, apenas de gosto duvidoso. Agora transformar isso em crime, com direito a cadeia, é apenas mais um sinal que os EUA tornam-se uma teocracia. A calça arriada é o prenúncio da burka para americanos.
Tudo que cerca essa questão é um ultraje. O estado interferir no código de vestuário? Uma maneira de perseguir os negros em especial? Ultraje. Pequenos sub-grupos de loucos moralistas, todos religiosos, comandam o país. Exigem que mitos religiosos sejam ensinados em aulas de ciência, e proíbe que crianças aprendam sobre evolução. Não vou me estender nas semelhanças entre os fundamentalistas muçulmanos e americanos, mas revolta-me o estômago.
ref: http://www.cnn.com/2007/US/09/17/baggy.pants.ap/index.html?eref=rss_latest
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Tatuagens horriveis
Um bom link pra começar o dia. apesar do dia ter começado há séculos.
http://horribletattoos.blogspot.com/
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
400 posts
O blog foi inaugurado teoricamente em fevereiro de 2001, mas em julho de 2005 troquei o nome, apaguei os posts antigos e comecei do zero. Desde então foram 400 posts. Apesar de nem sempre poder colocar material inédito (já que minha campanha de ser sustentado pelos leitores falhou), esse cantinho lietrário aqui é o meu verdadeiro efêmero e um tanto pretensioso legado.
Todos os 400 posts ficam na primeira página, o que eu acho conceitualmente o máximo, mas leva um tempão pra terminar de carregar tudo...
Assim, estou pensando ainda no que fazer daqui pra frente... sugestões?
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Fumo de tabaco rói o ar
Ponto para o Estupidista pelo bom gosto de publicar Lilitchka no Blog dele, um blog dedicado a ser ruim, mas nem sempre com sucesso.
http://estupidismo.blogspot.com/2007/06/llitchka.html
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Arlete, Davidson.
Uma verdadeira prova do triunfo da estupidez sobre a inteligência. Ela encarna minhas pulsões todas, de vida e de morte, em um perigoso amálgama de ferro, borracha e couro. Meu acidente mostrou todo o amor que tenho à vida . Ela não é meu desejo de destruição, mais como um flerte de destruição, como um sonho de atravessar paredes, que na vida real são deveras sólidas (tem dias que...). Minha moto encarna - ou o certo seria mineraliza?- meus amores e ódios, desejos e frustrações, impossibilidades e indesejos. Outro dia parei no posto e o cara me perguntou se eu costumava freqüentar o bar tal de motoqueiros. respondi que não tinha nada com bar de motoqueiros, ou clubes, e que ser dono de uma moto não é razão suficiente pra convívio com outros proprietários. Vejo pessoas de moto na rua e acho todos uns idiotas, mas tenho essa louca atração pelo transe que é pilotar. Tem dias que vou pro trabalho de ônibus e volto a pé. E tem dias que eu saio de casa à noite e passo verdadeiras madrugadas percorrendo as ruas vazias, sem lugar pra chegar ou pra voltar, sem vontade de parar ou continuar. Curva pra esquerda. Curva pra direita. Para. Acelera.
Neil Gaiman, aceitando o ingrato desafio de descrever o arco de Sandman em 25 palavras, disse: "The King of Dream realizes he must change or die. And he makes his choice". Fenomenal. No meio de Kindly Ones, Odin, gallows god, pergunta pra ele se ele era como um cervo paralisado pela luz, ou uma aranha que tece uma armadilha e depois finge não saber disso, caindo nela com verdadeira surpresa.
Obviamente que temo um dia não voltar para os meus pequenos gatos, mas temo ainda mais voltar em certos estados, como paralítico, amputado, locked in syndrome ou qualquer outra situação parecida, em especial aquelas em que o suicídio me seria vetado.
Eu e minha atração pelo perigo, pelas fatais, por sonho, destruição, desejo, delírio e desepero. Não sei o que vou fazer, nem pra onde vou. "You don´t have to stay anywhere forever". Me pergunto se isso vale pra myself. Não importa onde vá pra me afastar de mim, sempre me alcanço. Me pergunto se ela me ajuda na primeira opção ou na segunda. Curva pra esquerda. Curva pra direita. Para. Acelera. E o som toca "Wonderlust King", do bom e velho Gogol, que rapidamente passa para The Faint, I disappear. Enfim. Get your motor running.
@18:56
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intromissões
tags:escritos
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
A trilha sonora do mês é...
Balkan Bangers e Balkan Hot Step,
Hot Step é uma mistura de música tradicional balcãnica, cigana e klezmer, tudo animado e aceleradíssimo. Já balkan bangers é um mix de música cigana de várias partes dos balcãs.
Tudo pra lá de 150 bpms. Vale ouvir, baixar e tocar na balada, carro ou clínica de repouso.
Typsy Gypsy - Balkan Hot Step 1
Typsy Gypsy - Balkan Hot Step 2
Balkan bangers pt 1
Balkan bangers pt 2
( a lista das músicas contidas nos mixes está em : http://typsygypsy.podomatic.com/ )
E às vezes o link das músicas sai do ar... mas tudo bem.
@14:14
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intromissões
tags:music
sobre caixas de comentário
Fui de alguma forma encaminhado hj a um lugar onde fritam cuecas e me deparei com a seguinte pérola:
"Ter caixa de comentário é estar perpetuamente envolvido numa conversa sobre os limites aceitáveis da polidez com enfants sauvages criados por ratazanas."
O poste todo é muito bom:
http://soaressilva.wunderblogs.com/archives/023189.html






