domingo, 18 de março de 2007

duas vezes no mesmo rio

Depois de quase um ano eh um prazer melancolico estar em ny de novo. Nem eu nem a cidade somos os mesmos, ainda que definitivamente sejamos. O rio nao eh o mesmo mas carrega o mesmo nome e fica no mesmo lugar. E o que eh o tal rio? certamente nao eh a agua, que corre e muda. E o que somos nos? certamente nao nossas celulas, que se renovam a cada oito anos.
O que rege nossas escolhas? o que rege cada curva que o rio faz?
A metafora vai ate certo ponto apenas.
A cidade eh um mapa de lembrancas por onde navego... a van que me trouxe deixou um japones no dormitorio onde eu morei quando entrei na NYU. A neve que caia parecia com outras neves que cairam, e andar pela neve me lembrou de outros lugares nevados por onde caminhei e por onde nao mais farei snowboard (melancolia).
Nao me arrependo de ter comprado a moto apesar de ter me arrebentado, e o mesmo vale para varias coisas que trouxeram resultados parecidos. (how many darkest moments and traps still lay ahead of us?).
Engracado como arrependo e arrebento sao quase homofonicas. Nao me arrebento apesar de ter arrepentado? Saco, odeio escrever sem acentos. Caminhando de volta pro apartamento comprei um sushi e cervejas kirin no mercadinho japones. Comi sozinho como quem realiza uma cerimonia do cha e me dei conta de quao poucos amigos me restam, de um modo geral, e em especial por aqui... O que as pessoas fazem depois que todos os amigos se vao, levados pela morte, ou pela vida?

sunday afternoon


ontem apareceram aqui a Sigrun, que foi a primeira pessoa que conheci quando vim morar aqui em 99, e sua irma. Ela continua brilhante e louca. Surprise. Mas estava cansado e desisti de ir com elas pra balada. Fui dormir e sonhei muito a noite inteira. Por que sera que parece que eu so sonho no exterior? Acordei, fui tomar banho de banheira e nao sei como derrubei tres revistas e o papel higienico la dentro, que estao secando sobre o aquecedor. Criei coragem e fui comer ukranian borscht e pirogies, estes minha avo chamava vareniks e fazia com perfeicao. Depois fui assistir the lifes of others, filme alemao muito muito bom e muito triste sobre a alemanha oriental e a stasi, a policia secreta. Serio, se eu nao estava deprimido antes de ver o filme now i am.

sábado, 17 de março de 2007

nao chove mas molha

"Por que esses imbecis estao todos de capuz? Isso eh neve, nao chuva."
Afinal como todos sabem so eu sou esperto.
Ta bom.
Cheguei encharcado...

sexta-feira, 16 de março de 2007

Sleety Sleet

Ei, onde vc vai, perguntam Ana e Tom, minha roomate e seu respectivo.
Ah, sair, dar uma volta.
Com esse tempo? o que voce vai fazer la fora?
Ue, e o que eu vou fazer aqui dentro? digo e saio rindo.
Em t-3 minutos, o tempo de descer os 6 andares de escada, ja me arrependo. O vento fustiga com agua e gelo, a calcada super escorregadia e o restaurante japones que eu ia fechou. O casaco de snowboard me protege mas as pernas tremem. Acabo entrando em um restaurante do tipo Zesty Thai, onde mesmo as coisas sem spice sao ultra-spicy, so porque estava aberto e era em frente. Nao eh a melhor opcao considerando as desventuras avionicas. Tomo um cha verde com paciencia oriental, na verdade sem pressa de sair do quentinho. E antes de sair ainda compro uma garrafinha de suco vermelho (cranberries, framboesas, morango, maca, roma, laranja e banana (?), alem de uvas vermelhas e algas vermelhas). E nao eh que essa sugarless gororoba tem gosto bom?!


(cara onde tem acento em macintosh?)


Slush - uma armadilha. Parece gelo, mas quando vc pisa seu pe afunda em agua congelada



Union Square


2nd ave / 13th st


Zesty Thai

mais uma da varig

Depois de anos fazendo o sacrificio de voar varig, mais uma agora:
Apesar de ter comprado american airlines (outra merda) onde sou um mero mortal e nao um portador de cartao ouro, fui pra salinha vip da varig/star alliance.

Pues que nao me deixaram entrar!?!??
Segue o seguinte dialogo:
- Mas como nao pode? eu tenho cartao OURO!
- mudaram as regras. agora so se voar varig
- isso deve ser porque voces estao falindo
- nao, estamos nos recuperando na verdade
- dizem. E NAO SE DEPENDER DE MIM!!

agruras de viagem

Saio de casa e pego o motorista de taxi mais chato do ponto, senao do mundo inteiro. Trazia em si os dois piores defeitos que um taxista pode ter: nao cala a boca e dirige aos soquinhos. O carro o acompanhava, nao tendo ar-condicionado, e o transito parado na marginal.

Na imensa fila da american airlines, no aeroporto, reconheco um amigo da mais tenra infancia, o Elio, que trabalhando na companhia ao menos me tirou da fila do check-in. E me deu o telefone de outro amigo de infancia que havia sumido ha decadas e que agora mora em miami. Fiquei feliz com isso.

No aviao da american o servico era horroroso e servido por bruxas. Depois da comida passei mal e fui vomitar. Tres vezes. Suando frio. Nunca tinha passado mal em aviao. Ainda bem que consegui por pouco chegar no banheiro, senao ia passar a viagem toda sentado e vestido em vomito. Eca.

Em ny pego uma van, para economizar vinte dolares, e ela leva tres horas pra chegar. Maldita economia...

Enquanto isso do ceu cai agua, ora neve, depois muita neve, a cidade esta fria e suja e molhada mas estou feliz de estar aqui, ou ao menos de ter acabado a viagem propriamente dita...

(Assim que consertar o micro passo a postar fotos.)

quinta-feira, 15 de março de 2007

um objetivo mor

"O homem feliz é aquele que ao despertar se reencontra com prazer e se reconhece como aquele que gosta de ser."
Paul Valéry

quarta-feira, 14 de março de 2007

Instituto Médico Legal

Passei várias horas no IML.
Ao contrário do que o nome sugere, o Instituto Médico Legal não é um braço dos Doutores da Alegria.
Longa espera numa sala cheia de gente estropiada, onde o tédio só era minimizado pelo ocasional desfile de algemados.
Já o exame de corpo delito foi tranquilo, muito legal o médico.
Só não precisava ter dito que meu pé não ia ficar bom e que eu nunca mais posso jogar futebol. (nem correr, nem levantamento de peso olímpico etc).

Isso não foi nada legal.
Ou pelo contrário, legal demais.

sexta-feira, 9 de março de 2007

o que me dói

O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...

São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.

Fernando Pessoa, 5-9-1933

terça-feira, 6 de março de 2007

Revista Digital Designer - Projeto Templo de Hórus

E quem está na capa da edição deste mês da Revista Digital Designer?
Ninguém!
Só nosso lindo templo em 3D.
E lá dentro o arquiteto-gênio Aleks Braz, diretor de arte da TSI,
conta como surtou no egito e anos depois transformou isso numa imagem,
cujo processo ele disseca passo a passo.
Vale a pena.

sábado, 3 de março de 2007

de todos os placebos a homeopatia é o que mais funciona

de todos os placebos a arte é o que mais funciona
de todos os placebos a psicanálise é o que mais funciona
de todos os placebos a sanguessuga é o que mais funciona
de todos os placebos a religião é o que mais funciona
de todos os placebos a cápsula de farinha é o que mais funciona
de todos os placebos a astrologia é o que mais funciona
de todos os placebos a macumba é o que mais funciona
de todos os placebos a filosofia é o que mais funciona
de todos os placebos a música é o que mais funciona
de todos os placebos a certeza é o que mais funciona

sexta-feira, 2 de março de 2007

Juju e Fubá

Era uma vez,
Na cidadezinha de Jatobá
Na pequena vila do Limoeiro
Uma baixinha chamada Juju...
E seu amigo, Fubá

Desde filhote, Juju lhe dava comida
E muito carinho, e assim ele cresceu muito
Mesmo sem ter um dono

A mãe de Juju dizia
“não brinque com esse cachorro”
E o pai dizia:
“Sai pra lá seu babão”
E as outras meninas diziam
“AAAAAAAAAAaaaaaaahhhhh”
Enquanto corriam assustadas,
E Fubá fazia um muxoxo

Todos os dias, Juju voltava da escola
E encontarava Fubá esperando no caminho
Pronto pra pular de trás da cerca
E encher Juju de lambidas
Enquanto as outras meninas diziam
“AAAAAAAAAAaaaaaaahhhhh”
E corriam assustadas.

Até que numa sexta-feira, Fubá não veio.
Juju gritou seu nome até chegar em casa,
Mas nada dele aparecer
Ela sentou na porteira e desatou a chorar
E nem o carinho das suas amigas servia de consolo

Nisso chega Seu Antônio, o vizinho,
Que era mudo mas muito bom de mímica
As meninas davam palpites:
“um caçador de borboleta?”
“dirigindo um caminhão?”
Mas foi Juju quem primeiro gritou:
“A CARROCINHA!!!!”

Juju sai correndo, pelo atalho do quintal
E chega na rua movimentada onde a carrocinha vai passar
Mas a carrocinha não para
E ela fica olhando abobalhada e triste, no meio da rua
Sem perceber o enorme caminhão que se aproximava.

Fubá percebe o perigo e arrebenta a porta da Carrocinha,
Corre como um louco, pega juju pelo cangote
Salvando-a por um verdadeiro triz.

O homem da carrocinha tenta recapturar Fubá,
Mas o pai de juju da-lhe logo um nocaute.

Tudo termina na mesa de jantar, bolo e velinhas,
Fubá sentado no lugar de honra, com uma chuquinha no cabelo
e Juju do seu lado.

FIM

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Death of my little bird

Um grande brother se mudou para uma marmita triplex perto da minha casa. Fui conhecer e é de fato muito show o ape. Fomos então comemorar no meu bar predileto ali das redondezas, o tiro-liro.

Ao passar na frente de uma casa vejo um lindo canarinho no chão parecendo só e perdido. Tento pegá-lo mas ele pula da minha mão. Lembrou minha infância. Tento de novo e ele voa da minha mão...

De trás da árvore, uns dez metros dali, um gato preto salta de repente e abocanha o canarinho!!!

E começa a rodar com ele pra lá e pra cá! Assisto num espasmo de terror a essa cena, beirando às lágrimas, e quando penso em me mexer o brother grita do outro lado da rua "Não interfira! É a natureza!" isso apelou ao meu antigo espírito de documentarista de natureza, quando eu era assistente do lawrence wahba, o mergulhador do fantástico. E não interfiro.

Quase um horroroso e longo minuto depois, o canarinho se solta e voa por um segundo e o gato pega ele de novo. Ele tem chance!!! Mando a não interferencia às favas e corro para libertá-lo, mas o gato foge com o passarinho na boca.

Arrasado descubro que meus amigos do outro lado da rua já tinham visto o gato e o pássaro e era tragédia anunciada. Só eu quase caí pra trás, horrorizado.

meu canarinho... voou da minha mão para a boca de um gato.

Se eu não tivesse, com todo meu afeto, tentado pegar o pobre, teria seu fim sido o mesmo?

Talvez ele estivesse doente... Se estava, coitado do gato!
ai ai

UNDESTRUCTABLE!

How many
darkest moments and traps still lay ahead of us?

How many
final frontiers we´re gonna mount and maybe no victory laps?

-----------
do gogol bordello. quem mais?
meu roomie não aguenta mais ouvir gogol, coitado. Exceto talvez essa música, já que cada vez que toca levanto os braços e olho para cima "com cara de judeuzinho feliz" e berro UNDESTRUCTABLEEEEEE!
Sabe que no fim acho que ele se diverte...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

sei lá como chama essa porra

Tentei fazer uma nova espiral que parece súbito voltaram à moda. Atravessei registros mnemocionais em busca do sentimento transformado em arte e só encontrei biografias ultajantemente senis. Desisti de outras espirais e novamente ingênuo desfiz nós em desertos proscritos, busquei literatura em busca de literatura e só encontrei pungente desgosto e um vago cheiro de chá . Peguei minha hóstia de cicuta na saída resolvido a não ver nem ver nem voltar.

Roumania - Tu Jesty Fata

Tu esti fata care n-are, n-are n-are suflet, n-are, care n-are suflet, n-are
Haide fata tu afara, sa te vada toti tziganii, haide fata tu afara

Haide Doamne, ce-ai cu Firea
Nu-ti gasesc ce e cu mine
Hai ioi
Doamne, ce-ai cu Firea

Tu esti fata, fata buna, care cu min' nu se joaca, care cu min' nu se joaca
Haide fata tu afara, sa te vada toti tziganii, haide fata tu afara



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

o bukowski ia gostar dessa



The Bluebird of Happiness long absent from his life, Ned is visited by the Chicken of Depression.

gnnnnnnhhhhh!


(gary larson, the far side)

Solitaire Gallery


Distance and Darkness

Achei esse link perdido por aqui - uma pequena contribuição a um projeto de net art e narrativa, circa 99

domingo, 25 de fevereiro de 2007

A hora da UTI

Depois de ser carregada por formiguinhas, a ambulância chega ao hospital após quase capotar em uma ladeira (a entrada do formigueiro talvez?). A equipe de emergência vem me dar oi e minha maca acelera pelos corredores do hospital rumo ao primeiro atendimento. Olho para a enfermeira que empurrava velozmente a maca e digo: “se eu soubesse que as enfermeiras eram tão bonitas aqui tinha batido a moto muito antes!!”

A moto, digo, a maca entra na emergência. Uma médica pede permissão para rasgar minhas roupas ou se eu consigo tirar elas sozinho. Pergunto se ela não prefere esperar até eu sair do hospital. Ela diz “tenho pena de rasgar uma camisa tão bonita”. E era mesmo, presente do meu cunhado larry e predileta, mas já estava rasgada e com sangue e eu mando cortar mesmo. Também cortam meu sapato e a calça. Feliz de ter saído de casa com uma linda cueca francesa com um tigre, olho surpreso para os presentes, que riem, e digo “hello? Hello!? Paciente com dor!!! Me dêem morfina ou um tiro na nuca!!”

Um médico chega com uma injeção de, sei lá, Fentanyl, e diz que eu vou me divertir com isso. Não sei o conceito dele de diversão mas o negócio me deu um enjôo horroroso, nenhum barato e nem diminuiu a dor. Ou seja, igual antes plus enjôo. O médico olha pra minha cara e imagina que na famosa tabela de zero a dez eu deveria estar em nove. Aí ele resolve me da uma injeção contra enjôo, que me permite concentrar na dor de novo, e uma de morfina, que ao contrário da lenda não tira a dor nem dá barato. Digo pra ele: adoro o senso de humor dos médicos, mas você pode me dar algo além de soro fisiológico? Ta perdendo a graça isso e além do mais sou naturalmente resistente a placebos.

Chega o Dr Túlio, que olha meu pé e diz que precisa operar já, que enquanto não colocar no lugar não vai parar de doer mesmo. E diz que tem uma verdadeira buceta na minha coxa, também conhecida como um corte estrelado. Pergunta se meu joelho dói e eu digo que claro que não dói, meu joelho estava ótimo e pra ele consertar logo meu pé.

Meu primo médico tinha acabado de chegar e resolve contribuir com seu conhecimento específico, urologista que é, e passa a insistir que eu preciso fazer um exame do toque antes de ir pra cirurgia, e ri e me mostra o dedo. Por alguma razão que me escapa o senso de humor dos outros é muito menos engraçado que o meu.

A hora do resgate

Depois de eternidades em que mundos foram criados e destruídos, vinte minutos após a hora zero, chega o motoqueiro do resgate, a ponta de lança do nosso sobrecarregado serviço de salvamentos. A primeira coisa que ele faz é perguntar quem tirou meu capacete e me dar uma puta bronca ao descobrir que fui eu mesmo. Aí de vingança ele toma meus óculos escuros e se recusa a devolver apesar do sol escaldante. Antes de me colocar na maca ele pergunta: está sentindo algo na coxa? Eu digo: só no pé. Quando ele põe meu pé na maca meus dedos se cravam no asfalto, onde a marca deve estar até hoje. Aí pensando que eu não estava desconfortável o suficiente, ou com medo que eu socaria a cara dele se ele se aproximasse o suficiente, ele me coloca aquela proteção de coluna no pescoço, adicionando claustrofobia ao meu rol de provações.

Passam-se séculos, eternidades, e a dor só aumenta. Meu braço está sobre os olhos devido à claridade. Quando tiro o braço por um momento vejo meu amigo Fabrício olhando pra mim. Fico emocionado. Terá sido coincidência, ele passava pelo local na hora x? Não, ele estava no meu trabalho quando a imbecil ligou lá, e veio correndo junto com Flavia e Chantal. Obviamente me senti muito melhor de ver rostos conhecidos, fiquei emocionado mesmo. Mais uns vinte minutos e chega a ambulância, que estaciona metade na calçada. Quando colocam minha maca na ambulância, que está inclinada uns 25 graus, eu fico com uma sensação constante que vou cair da maca apesar de estar amarrado nela.

E nada da ambulância seguir seu caminho!

Primeiro o guarda queria me multar por não estar portando a habilitação. E multou. Só faltou cuspir na multa e grudar ela na minha testa. Depois a ambulância não sabia pra onde ir. Alguém se surpreende que eu não tivesse a carteirinha do seguro? Achava que era só pra fazer exames. Eu insisto: me leva pro Einstein!! Eles dizem: pro Einstein a gente não leva. E propõem que me levem para o pronto-socorro comunitário da vila xurupita, nhocunhé ou pra um curandeiro espírita. Depois de muita discussão, consegui que uma médica no sírio-libanês autorizasse a ambulância a ir pra lá.

E mais de cinqüenta minutos depois da hora zero a ambulância sai com sua carga. Ao perceber certa ausência de movimento e barulho, pergunto, pelo amor de deus eu to sofrendo muito aqui, vocês não podem ligar a sirene e chegarmos logo? O Paramédico, que não tem autorização pra administrar uma aspirina sequer, diz que só ligam a sirene em caso extremo de risco de vida ou jogo do coríntians. Eu olho pra Flávia, que me acompanhava docemente na ambulância, pro paramédico e digo com a voz tremida: “Está ficando tudo escuro... luzes se apagando... ohhh... sirene?” E acreditem o filhadamãe dá risada mas não liga a sirene.



Interlúdio Revisited

Nunca escreverei poesia nem vou ler

Em papel tela ou entrelinhas

A ferrugem vai dizer

Se molhei minha alma com lágrimas

Não foi por falta de aviso

Não devia nunca nunca sentir

Nem escrever

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

White Nights and Fastidious Horses

Quando eu era criança e "O sol da meia noite" era o filme do ano, lembro que fiquei muito impressionado com uma cena que o barishnikov põe uma fita cassete no estéreo e começa a dançar em um enorme teatro vazio. A música era algo visceral, em russo, e fiquei com uma forte impressão. Depois de velho, com o advento da internet, descobri a música, a letra e o Vladimir Vysostski uma espécie de Leonard Cohen russo.

(link para o mp3)

KONI PRIVEREDLIVYE

Vdol' obryva, po-nad propast'yu, po samomu krayu
Ya konei svoih nagaikoyu stegayu, - pogonyayu, -
Chto-to vozduhu mne malo, veter p'yu, tuman glotayu,
Chuyu, s gibel'nym vostorgom - propadayu, propadayu!

Chut' pomedlennee, koni, chut' pomedlennee!
Vy tuguyu ne slushaite plet'!
No chto-to koni mne popalis' priveredlivye,
I dozhit' ne uspel, mne dopet' ne uspet'!

Ya konei napoyu,
Ya kuplet dopoyu,-
Hot' nemnogo eshe postoyu na krayu!...

Sginu ya, menya pushinkoi uragan smetet s ladoni,
I v sanyah menya galopom povlekut po snegu utrom.
Vy na shag netoroplivyi pereidite, moi koni!
Hot' nemnogo, no prodlite put' k poslednemu priyutu!

Chut' pomedlennee, koni, chut' pomedlennee!
Ne ukazchiki vam knut i plet'.
No chto-to koni mne popalis' priveredlivye,
I dozhit' ya ne smog, mne dopet' ne uspet'.

Ya konei napoyu,
Ya kuplet dopoyu,-
Hot' nemnogo eshe postoyu na krayu!...

My uspeli - v gosti k bogu ne byvaet opozdanii.
Tak chto zh tam angely poyut takimi zlymi golosami?
Ili eto kolokol'chik ves' zashelsya ot rydanii,
Ili ya krichu konyam, chtob ne nesli tak bystro sani?

Chut' pomedlennee koni, chut' pomedlennee!
Umolyayu vas vskach' ne letet'!
No chto-to koni mne dostalis' priveredlivye,
Kol' dozhit' ne uspel, tak hotya by dopet'!

Ya konei napoyu,
Ya kuplet dopoyu,-
Hot' mgnoven'e eshe postoyu na krayu!...



CAVALOS OBSTINADOS
Na beira de um penhasco áspero, sobre o abismo infinito
Eu chicoteio meus cavalos, seguro o chicote como um espasmo
Mas o ar torna-se mais fino, eu engulo o vento, me afogo, choro
E percebo com êstase mortal, estou morrendo, estou morrendo!

Coro:
Diminuam seu galope, oh meus cavalos, diminuam só um pouco!
Não escutem o chicote!
Mas os cavalos que a mim couberam são obstinados e intolerantes
Não terminei de viver, não posso terminar a canção

Cavalos, eu os deixarei beber àgua, enquanto completo esse refrão
Apenas por mais um momento eu estarei na beira

Vou perecer, como uma pena que o furacão engoliu
Em uma carruagem me puxarão através da neve em galope cego
Eu peço a vocês meus cavalos, diminuam seu ritmo um momento
Eu peço, por favor, prolonguem meus últimos segundos

Coro:
Diminuam seu galope, oh meus cavalos, diminuam só um pouco!
Não escutem o chicote!
Mas os cavalos que a mim couberam são obstinados e intolerantes
Não terminei de viver, não posso terminar a canção

Está acabado, hóspedes do eterno não podem atrasar-se,
Então porque os anjos cantam com terríveis reprimendas em sua voz,
Ou o sino levado pelo cavalo enlouqueceu e está soluçando
Ou sou eu que estou gritando para meus cavalos diminuírem sua marcha?

Diminuam seu galope, oh meus cavalos, diminuam um pouco!
Não escutem o chicote!
Mas os cavalos que me deram são obstinados e intolerantes
Não pude terminar de viver, ao menos deixem me terminar esta canção

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A hora do acidente

Nove e meia da manhã, quarta, 25 de outubro. Aperto o botão do elevador rumo à garagem. Ponho o capacete e sorrio ao ligar a harley, como sempre. O dia está ensolarado e eu tenho uma reunião com Samuel S. em meia hora, nos jardins. Pego a marginal e o vento me diz que esse vai ser um bom dia. Ponte cidade jardim, túnel, av europa.

Sigo pela avenida vazia, na faixa da direita, e quando estou a poucos metros da rua portugal um imbecil na faixa central resolve virar subitamente nessa mesma rua Portugal à direita, bloqueando toda a minha via.

A em velocidade de cruzeiro, a Sportster precisa de alguns poucos metros para brecar. Mais metros do que eu tinha a disposição, estes ainda atravessei derrapando. Durante um tempo quase eterno diversos pensamentos me atravessaram, por extenso, como “Caralho dessa vez eu me fudi!” e “olha só, meu primeiro acidente de moto”.

Uma porta azul se aproxima, pneus escorregam e cantam como numa ópera, interrompida por um barulho horroroso que sou eu e a moto batendo contra o carro; soube na hora que algo de muito errado tinha acontecido com meu pé. Então um vôo sabe-se lá por onde dura um tempo indeterminado e acaba, longe do local do acidente, com um magnífico estabaco contra o asfalto.

Dói na hora. Quem diz não dói deve ter ficado inconsciente. Dói pra burro e piora a cada momento. Peço pra alguém pelo amor de deus chamar o socorro. Me sinto sufocado pelo capacete. Tiro o óculos escuros, o capacete, ponho os óculos de novo, fotófobo que sou e tento me mexer. Uma multidão me adverte pra ficar parado.

Peço para uma mulher ali na rodinha para ligar para o meu escritório e contar o que aconteceu. A imbecil liga lá e diz a seguinte frase “olha to ligando para avisar que o motoqueiro da empresa sofreu um acidente” e desliga o telefone. Parece que eu tenho que fazer tudo eu mesmo.


Alguém põe minha moto de pé e diz que ela parece quase ok, me confortando. E tenta me entregar o pedal da marcha, que educadamente recuso. Claro que a moto parecia ok. Aparentemente eu protegi ela com algo macio, o meu corpo.

Começo a verificar o estrago: sangue nos braços e nas mãos . Mexo o dedinho da mão, que dói pouco, e concluo que não deve estar quebrado, mas estava quebrado em dois lugares. Minha coxa está molhada mas também não sinto dor ali. Acho que todos os canais de dor estavam ocupados com meu tornozelo. Reparo que além de um motoboy tirando foto de mim com o celular, uma verdadeira multidão olha horrorizada pro meu pé.

Resolvo olhar também e vejo que ele, o pé, estava em uma posição absolutamente antinatural, de lado, com uma fratura que parecia exposta mas era apenas quase. Quando eu conectei a dor com a visão do estrago começou a doer bem mais, ignorance is bliss. Eu peço de novo pra chamarem o resgate, alguém diz que já chamou. Catzo, chamasse outro! Tive vontade de levantar e dar porrada. E de chorar. Mas não fiz uma coisa nem outra e pelos próximos vinte minutos nem sinal de resgate. Sem dúvida os minutos mais longos da minha vida.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Slow

It was a big panel of
glass
Not plexi but silicate
Moving with the grace
of a ballerina through moondust

The wall was the soul of all verticals
pinkfloydian wall, berlin's cousin
and it was solid and painted
only moving along with the earth
and the solar system and the universe
but nothing less

Regardless, their encounter was unavoidable
The glass was there
and slowly advancing
The wall was there
(and doesnt "wallwasthere" sound musical?)
and it wouldn't move

hence, when the encounter finally happened,
and I say finally, because the glass
was taking it's sweet time,
and would loose a race to a snail in coma.

the contact was brief.
no one knows if it was
structural vibrations
or a rupture in the vitreous molecular pattern.

But the shards fell
in pretty normal gravity speed

(written originally on Word´s World)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Never Young - Gogol Bordello



Gogol Bordello é o que tenho ouvido obsessivamente há meses...

Never Young

By the desperate 'n' confused
Emotion of the youth
I was brought to Crisis Island
Where after getting checked for fleas
And barricades of embassies
I was sculpted to be overworked and silent
But since the early age
I broke out of the cage
And learned how to make marching drums
From a fish can

And I knew I'd run away
And so without further delay
I said "Two tears in a bucket Motherfuck it!"
And it seems like I ran and ran
Through the garbage and quicksand
And after getting checked for fleas
and barricades of embassies
I would never never never never
wanna be young again!...

But sudden wind it stole my hat
And I went on chasing it
Before I was just another burned out carnie
Every freak on every day
Lives a life one certain way
And that way is ain't no nothin' but a birthright~
But since the early age
I broke out of the cage...
And it seems like I ran and ran
through the garbage and quicksand
and after getting checked for fleas
and barricades of embassies
I would never never never never
wanna be young again...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

+shrigley

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Grandes são os desertos

Tua voz era o descanso para os ventos do deserto

Falso perdão às tardes de tempestade

Tardes belas e abençoadas eram como a mais violenta das repulsas

Eram promessas do seu esquecimento

Tua ausência transformou ruínas em ruínas de ruínas

Deserto incontestável de esperanças ou amanheceres

Presença inexprimível da solidão que tua ausência

Transforma e acompanha as doces noites de lua

Havia, sim, as lembranças de cem mil tardes

Inconfessáveis, cálices de brumas cálidas,

A enfeitiçar nosso soluço triste

Mas hoje fujo de luares, de lembranças, de mim

Pois não há mais esperanças vencidas, ou dias de sol,

Ou a vencer.


poema já decano de autoria do Execrááááááável, que vejam só, não é completamente imprestável.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Outro Shrigley

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Templo de Hórus

E Aleks Braz, o arquiteto-gênio da TSI, apronta mais uma das suas.
Dessa vez foi ganhar o prêmio The Best of Evermotion,
com essa puta visualização 3D do Templo de Hórus em Edfu, Egito.
(clique para ampliar).
Já vieram até emails de egípcios emocionados cumprimentando pela imagem.
Existem dias, ainda que raros, em que vale a pena sair da cama...




E para ver o processo de produção,
clique aqui...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Cachaça em: Português na Rússia

Cachaça e Clark passeavam pela Rússia. Após uma noite execravelmente dormida, eles vão visitar o túmulo de Lênin. Ainda no metrô eles resolvem testar uma teoria e o cachaça levanta e se dirige em alto e bom som aos passageiros: "O presidente de vocês é uma bicha e vocês todos cheiram mal". Ninguém esboça reação. Eles param para pedir informação, que um velhinho dá em russo. O Cachaça começa a dublar o velhinho, que muito gesticula, em tempo real: "aí você enfia no seu rabinho e depois vira a direita". Mais um sucesso na prova da teoria que na Rússia os falantes de português estariam a salvo de ouvidos compreensivos. Quando eles chegam no túmulo de Lênin já é noite e está tudo fechado. Rumam então para a festa de aniversário da cidade no apartamento de um conhecido, que eles conheceram no Barco Sueco do Amor (mais sobre isso em breve). Uma turma multi-cultural, formada além do Cachaça e Clark por um inglês, um italiano, uma menina muda, de nacionalidade por isso desconhecida, uns brasileiros manés e outros. Só faltou o papagaio fanho. Enfim Cachaça estava lá fumando seu baseadinho quando o amigo português vêm até a rodinha e pede pra dar um pega, em português de Portugal. Cachaça gentilmente cede seu cigarrinho de orégano. O português dá dois tapinhas, jogo o negócio inteiro no chão e pisa em cima. O Cachaça arregala os olhos e assim que recupera a fala diz em alto e bom som, olhando nos olhos: "FILHO DA PUTA!!! FILHO DA PUTAAAAAAAA!". Constrangido, Clark diz pro Cachaça com sua admirável discrição e como se ninguém mais entendesse: "então, cachá, acho q tem uma chance BOA de ele, PORTUGUÊS, entender a língua portuguesa". Ninguém sabe - o portuga foi embora mudo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Samurai

E a trilha sonora de hoje é:
http://www.samurai.fm

-> Demon Days Presents Gamall (techno)

Forward-thinking electronic music with a dark edge that reflects our times

-> Club Transmediale Presents Wasted - Jason Forrest (mashup)
Wasted additionally explores new territories of freeform-noise and hand-made music; electronics coupled with the intensity of live drumming, live guitars, and live vocals and even more absurd live action.

Two definite highlights will be the complex Breakbeat-cascades of Canadian Venetian Snares, and one of the very rare appearances of legendary Austrian extreme-performers, Fuckhead – a theatrical mix of electronic Noise, Metal, Agit-Prop and Dada-Pranksterism with a good portion of down and dirty Viennese Actionism.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Curitiba Double O Seven

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

After the Great Blank

Thellusions esteve em férias forçadas,
que serão devidamente cronicadas.
Assim, de volta após longa ausência,
já podemos ver uma longa fila de posts a serem escritos;
do Cachaça ao Samuel,
do asfalto ao hospital,
do branco para letrinhas.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

the Great Blank

+25 de outubro * 10 de Janeiro
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quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Breves Reencontros

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

sNIKT

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Darth Logan

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

broken numbers

duas cirurgias ( até agora)
uma fratura na fíbula
uma ou duas no joelho
duas no dedinho da mão
doze pinos, uma placa, arruelas e tal
um quadríceps recosturado
pelo menos cem pontos
uma semana no hospital
dois meses sem encostar o pé no chão
um ano até "ficar bom"
alguma chance de não ficar manco
muita dor ("de zero a dez como você classifica sua dor?")
aliás pra dor tem dois remédios: novalPlacebo e asPlacebina
todo o resto do meu cotidiano está no limbo.
mas fora isso - tudo bem.

sábado, 4 de novembro de 2006

E no décimo dia

Terceira noite fora do hospital, Dez dias após o acidente.
Aparecendo pra um breve oi
Alguns pinos, placas e parafusos, parece que está tudo bem.
ainda conto mas não já

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Noir

Amar-te
Amar a morte
Amor à arte
Amar-te morta
Amordaçar-me
Amortecer

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Os Perigos do Álcool

Pretty much auto-explicativa. O copo é whisky.
O amigo dormiu doze horas nessa posição.
Acordou e ainda deu mais uns golinhos!
(Eu não. Eu estava sóbrio. heh.)

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O avô do Samuel

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Alderman e a chuva

"Você é a tristeza da minha cabeça calva
a melancolia das minhas longas unhas:
você vai me ouvir no reboco das suas paredes
no ranger noturno do seu assoalho"

Hoje me vieram à cabeça essas linhas do Natan Alderman
(cujo nome não seria "Nascido Outro Homem" em etimologuês renatiano?)
Minhas paredes ainda estão de pé, e assoalhos rangentes seriam encobertos pelo deslizar de unhas felinas no chão escorregadio e pela maldita obra no terreno ao lado.
Mas me apareceram cabelos brancos...

Talvez seja efeito da chuva,
e pra ela tem esse Fernando Antonio de Nogueira Pessoa:

Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.

Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
o quanto comigo minto.

Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E chuva cai lentamente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.


E, puxa, verdadeiramente não sei.

Mas porra verlaine!
Assim a umidade no corredor do fim da casa vai pondo grelado nas paredes, e aí já viu.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Não começa com uma espiral

Mas tem God of Small things, monossílabos, colos terminais, bruxas reprovadas em testes de admissão, sumiços e voltas, chave, festa, memória dos poros,vidros, crosta cardíaca, palmo no nariz, nem mesmo a chuva, duke ellington, falafel, aeroporto, ubatuba, abajur verde, thelonius, kubric, dossiê do período negro, nem sabia que rodas travam, beijos quentinhos, gordinhos, repletos, sumiços, voltas, fantasmas na linha amarela, essência e contexto, alma e coisas pedestres, tranqüilidade, contos, coração apertado, comovente na maneira, sentimentos de visão homeopática carteiras perdidas na tempestade, ciúmes de cigarro distraído, torcidos e entrelaçados, perfume familiar na rua estranha, sentimentos vastos não tem nome, foto no vestido novo, bebê zoe, alento, primavera, sábado, florais, recife, Almodóvar, ITPoetry, séculos, esculturas fractais, presença constante, the housing of my heart, eagle eye cherry, sina dos emails incompletos, lábios rachados pelo frio, falta do lipstick ou ausência do beijo, uma casa no fundo de mim, cartas de aniversário – hughes em 99, virar uma treta, roses are red, snowboard, david bowie, drink sangria in the park, amor antigo vive de si mesmo, notícias do exílio, recusa subjascente de formular pensamentos, calejamento, casulo, beijos da primeira e da ultima vez no cinema, intimidade quântica, who was that I whose mine was you, um puma na solidão de quitruate, cartas de aniversario, hughes em 2000, elizabeth velhinha professora de inglês, uma pergunta simples envolve o mistério do universo, bukowski, time code, stevie wonder, , cucarachas ingleses, tpm, rascunho, sonhos de einsten,a inércia, nunca conheci outra pessoa que, Jambão, até até devagar, catapimba metafísica, boipeba, Yeats, Sandman, sob o sol jaguar, raptos, shadow garden, La Jetee, menina derretida, the air that inhabits you for a moment unnoticed and necessary, música boa de cantar, sincronia, ramada milford, it was good what we did yesterday, tempus fugit, pitangas, silêncios não são monoblocos, franqueza suicida, deveria apagar antes que seja tarde e mande, espírito santo, cabelo curto, instituto rio branco, Meu único e verdadeiro vício, ascendente em leão e lua em cancer, universo das palavras, The glass was there and slowly advancing, dia de shiva, curitiba, Sunday is gloomy, velhinho particular, why cant I be you, copa, conteúdo secreto. Entregou-se com abandono.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Novas fotos do Samuel

Desconfiado, puxou o tio Re


"eu tive um sonho cheio de peitos"


"FOOOOOOOOD!!!"


Descobriu o prazer do nano-onanismo.
Ou sujou a fralda


Macaquinho assustado no colo da avó

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Pequenos Furos Fedorentos

Estes são os Ferrets da minha prima Alessandra.
Ferret em português é Furão. Têm esse nome porque nunca vêem quando vc os chama, não adianta tentar marcar nada com eles.
São muuuito bonitinhos, parece uma mistura de gato, rato e esquilo. Usam caixa de areia como gatos, mas apesar disso são meio fedidos. O Amor é cego do olfato.

E assim como o Nick, eles ficam de pé em duas patas quando querem pedir algo, mãozinhas juntas no peito. Sempre conseguem. Talvez esteja na hora de eu aprender esse truque....

Abajur Carente

Este abajur chama-se Nick. Anda pela casa iluminando a vida da minha mãe, que não corre mais o risco de morrer de tédio. Ele é como um filho pra ela, de modo que é um meio-irmão; é mais bem tratado do que jamais fui... A diferença é que eu adorava ficar sozinho em casa, e o nick, passou mais de quatro horas sozinho, passa a ter verdadeiras crises histéricas...
Ele, apesar de adotivo, tem outra característica da família: é um puta de um alérgico!!
E mais: na hora de pedir coisas, fica em pé em duas patas e fica acenando com as patas da frente. Beira o irresistível. Você quer meu filé Nick? toma, tutuco lindo. Come tudo.





sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Notas sobre a minha Geladeira

Minha geladeira é um verdadeiro estudo de caso.
Coloquei lá flickr, com notes.
Notes é como umas legendinhas interativas, mas que não funcionam aqui
Assim, clique na foto pra ir direto pra ela lá no Flickr...



quinta-feira, 5 de outubro de 2006

...Women...........