sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Um verdadeiro cara-de-pau esse
Um curta muito legal e estranho, dirigido e animado pelo Bartok, suposto descendente de Bella Bartok.
Acho que talvez exista alguma possibilidade de hipoteticamente alguém extrair um sentindo muito profundo de tudo isso, but I´m not really sure.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Você acha que sexo anal dói? Experimente ter um filho
Perdoem-me mas sabem como é, o elefante caiu na lama.
"Quando você absolutamente precisa de sexo e não tem anticoncepcionais por perto, apenas tome no rabo.
Pode não ser a coisa mais confortável do mundo mas vai doer bem menos que espremer um bebê pela sua virilha nove meses depois."
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13:36
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Se você quer muito, deve estar fora do seu alcance
O grande camarada Domênico, em seu blog feito à unha no notepad, teve um insight que em sua simplicidade não é nada menos que genial:
"quanto maior o desejo que sentimos por algo, maior a distância até o mesmo."
Agora pode ir ler o texto todo,
é o post entitulado "QUEM",
em http://www.domenicomassareto.com.br/
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11:13
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Eugene e Gregor
Eugene acordou e não sabia onde estava. Abriu os olhos e tudo estava branco. Abriu as antenas, metaforicamente, claro, e tudo cheirava a branco. Tentou se mexer e viu suas patas, dando-se conta que ainda tinha seu corpo. Mas onde estava? Tudo era tão branco que Eugene foi tomado de vertigem. Seu corpo amoleceu, também metaforicamente, afinal estamos falando aqui de um ser com exoesqueleto. Eugene largou-se tentando perceber a passagem do tempo mas esta não dava qualquer tipo de sinal externo e ele perdeu-se em sensações subjetivas, sem saber se teria passado uma hora, um dia, um ano.
Eugene lembrou-se que um dia, um ano, uma vida atrás, ouviu uma historia sobre um filme chamado "Feitiço do Tempo", em o cara tem que viver o mesmo dia todo dia até aprender umas coisas e o feitiço, ou maldição, se desfaz. Mas a história mesmo é que o ator do filme queria algo mais filosófico e escuro, e que em sua versão o protagonista passa nada menos que dez mil anos vivendo o mesmo idêntico dia. Eugene se deu conta que não tinha como ter idéia de quanto tempo passou ali, ou quanto tempo iria passar.
Quase que por hábito começa a andar. Costumava pensar melhor andando e o som dos seus vários passos, como um metrônomo, era uma forma de contabilizar o tempo, mas entre três e quatro mil acabava distraindo-se e perdia a conta. Ainda assim continuava a andar. Tinha medo de petrificar-se caso parasse, como ficava ansioso com o silêncio que seus passos preenchiam. Ele alternava o ritmo das patinhas, sem nunca começar a dançar, seu tipity-tapity não seria apropriado ali.
E depois de sabe-se lá quanto tempo, parecia muito, obstante ausência de montras, sentiu irrefreável necessidade de conversar. Arrancou um pedaço redondo de sua asinha, fez dois furos e segurou-a à sua frente com a antena, dizendo pra si mesmo que se o Robinson Crusoe tinha um Sexta-feira (não tinha), e o Náufrago tinha um Wilson, ele poderia ter alguém. Olhou bem para a cara de sonso do pedaço de asa e disse: vou chamá-lo de Gregor.
Gregor era um tanto calado mas ótimo ouvinte. Escutou com paciência a todas as histórias de Eugene, descobrindo que ele foi uma das primeiras baratas mutantes, que chegou a conhecer os seres humanos, que acreditava que alguns deles ainda estariam em sua pequena biosfera em órbita, que praticamente escolheu o vício em cigarros de osso como uma arma contra o tédio, e que daria uma patinha por um desses agora. Falou sobre as músicas que gostava, cantou, analisou as letras, disse que gostava da serendipidade de ouvir rádio e cantou músicas aleatórias, com direito a encenações de intervalos comerciais e vinhetas. Eugene cansou depois de um tempo e prossguiu em silêncio.
Um belo "dia", ou "noite", mesmo "momento" é uma palavra difícil de aplicar aqui, encontrou um rastro de patas. Exaltado, começou a gritar e chamar, sem resposta alguma. Era a primeira coisa que não fosse branca ou ele mesmo que via em, sabe-se lá, anos. Começou a seguir o rastro de pegadinhas pretas e tinha impressão que Gregor fazia caretas.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Cachaça em: "Nova demais para o caderninho?"
Após longa ausência, Cachaça reaparece a visitar seu amigo, o Judeu. Uma pequena e recém-acordada bebezinha de oito meses, ao perceber uma inesperada movimentação na casa, abre-se em lágrimas - provocando silenciosa indignação no Cachaça, que se sente desamado pela infante. Revoltado e disposto a reciprocar o gesto, passa a fazer horríveis caretas e esgares, fazendo que a bebê chore novamente, agora sim com verdadeiro e indefeso pavor, precisando de muitos minutos no colo do pai para voltar a se sentir minimamente segura.
Cachaça pede para ligar a TV e sintoniza um canal de comentário esportivo, onde velhos obesos expressam em cadeia nacional suas auto-importante opiniões sobre times e atletas. O Judeu pede para o Cachaça tomar conta da pequenina, já refeita da desfeita (incríveis as crianças pequenas, que não guardam mágoa), para que possa preparar a tal papinha infantil. Cachaça estica uma das mãos na direção da bebê, mantém os olhos fixos na tv e dela não descuida, apesar de suas poucas oportunidades de apreciar o não tão raro mas para ele inédito espetáculo da alimentação infantil.
Tendo sido alimentada, a bebê inicia o processo inverso e precisa ter sua fralda trocada. Em meio à operação o Judeu solicita que o Cachaça deixe a TV por um momento e venha ajudá-lo, impedindo que a bebê role e caia do trocador, enquanto o pai procura uma roupinha limpa para sua cristalina princesa. Assim que se aproxima da cabeça da bebê e inicia sua vigília, o sujeito de nome de bebida alcoólica solta o mais desavergonhado peido da história, um horroroso som prolongado e úmido, seguido de estridente gargalhada. Para quem não conhece, tal gargalhada pode ser apenas descrita como uma pessoa arranhando um quadro negro com suas unhas e tendo um sincopado ataque epilético durante o processo.
Expulso do quarto cor-de-rosa que acabara de empestear sordidamente com seus ventos fecais, o Cachaça volta aliviado para o programa de TV, um especial mostrando bolas na trave ocorridas em partidas de ano bissexto. Aproveitando uma pausa no programa, o Cachaça responde à questões morais do Judeu, pontificando sobre gestos como representantes do intrínseco de cada ser humano. Encarnando misteriosamente um guru que trouxe apenas doçura e sentimentos bons à todas as vidas que tocou, saudosas e iluminadas por sua passagem, o Cachaça convence o Judeu que no caso em questão não basta sofrer privadamente, é necessário prestar solidariedade aos outros que sofrem. O Cachaça é uma famoso abraçador dos recém-enlutados - segundo complexo ritual de dizer-se a caminho e aparecer uma semana depois - e também famoso abraçador dos recém-falecidos, prática que mantém apesar de acusações plurais de necrofilia. Cachaça, um verdadeiro pólo atrator de injustiça, cercado de lentes de incompreensão, explica que não se trata de necrofilia mas sim, na maioria das vezes, apenas de necroternura, e que nenhum morto jamais reclamou.
Tendo recomeçado o programa televisivo, Cachá retorna a seu aspecto comatoso e o Judeu traz novamente sua bebê para a sala. Pacificada, a pequena já não chora, mas presta insuficiente atenção aos sons estilo "chamamento de potrinho" produzidos pelo Tio Cachaça, mais afim à cavalos e éguas que a seres humanos. Por sua vez este presta pouca atenção aos primeiros passinhos da vida menina de oito meses, ocorrendo bem ali em sua frente, ou mais tecnicamente, em sua diagonal, já que à sua frente outros idosos obesos debatem nostalgicamente outros jogadores e times de tempos em preto e branco.
Não se sabe se pela chegada do Clarque, pela preferência da bebê a este manifestada por largos sorrisos, ou se era chegado o horário de seu jogo de futebol na várzea da Marginal Tietê, o Cachaça encaminha-se para a saída, aplicando doloroso chute no gato com leucemia felina e lembrando-se de acrescentar a pequena bebê ao seu Pequeno Caderninho de Rancores, Ressentimentos e Mágoas®™, cujos trinta volumes poderão ser encontrados brevemente em uma livraria próxima a você...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Nós costumávamos gostar tanto dessas músicas...
...mas nunca pensei que fosse ouvi-las de fato como elegias e com tamanho desgosto.
Em algum momento possível eu falo sobre isso tudo com minhas próprias palavras.
Adeus Carol.
Sunday is gloomy,
My hours are slumberless
Dearest the shadows
I live with are numberless
Little white flowers
Will never awaken you
Not where the black coach of Sorrow
Has taken you
Angels have no thoughts
Of ever returning you
Wouldnt they be angry
If I thought of joining you?
Gloomy sunday
Gloomy is sunday,
With shadows I spend it all
My heart and I
Have decided to end it all
Soon there´ll be candles
And prayers that are said I know
But let them not weep
Let them know that Im glad to go
Death is no dream
For in death I´m caressing you
With the last breath of my soul
I´ll be blessing you
Gloomy sunday
Dreaming, I was only dreaming
I awake and I find you asleep
In the deep of my heart, dear
Darling I hope
That my dream never haunted you
My heart is telling you
How much I wanted you
Gloomy sunday
So broken,
In pieces,
My heart is so broken,
I'm puzzling.
Here I go
Trying to run ahead of that,
Heart break train,
Thinking,
It will never catch up with me.
I'm so broken,
I'm trying to land,
This aeroplane of ours gracefully,
But it seems just destined to crash,
I'm so broken,
My heart is so broken,
How can, how can,
And I sense
All continuity
Has vanished away
At one step at a time now baby, baby
I'm so broken
I'm so completely unhealable, baby
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12:49
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Nenhum homem é uma ilha. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório, ou perdido o solar de um teu amigo, ou o teu próprio. Nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
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12:36
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Lacan entre a vida e a morte. Meu laquinho...
Meu pequeno lince, liquidificador com garras, Aru que arrulhava, Quito, o gato lacônico que em sua infância miava apenas um meio miado , um "mi".
Pois meu gato caiu doente, quase que literalmente. Passou o dia sumido e finalmente encontrei-o debaixo da cama. Seus olhos iam de um lado pro outro muito rápido, sem parar, e assim ficaram por dias. E o equilíbrio foi pro espaço, ele só fica com a cabeça inclinada pra direita e cai pra esse lado. Mal conseguia andar, ia batendo nas paredes, caindo no chão, não conseguiu subir no sofá. Isso começou na quinta de noite.
Esses dois sintomas acusam algum problema neurológico que não é possível identificar, já que gato não fala e medicina diagnóstica felina ainda é uma fantasia. Cadê o House(Cat) MD quando a gente precisa dele?
Com a medicação o olho parou de tremer, e ele melhorou um pouco, mas o equilíbrio continua prejudicado, ele não come, não bebe água e a cada quatro passos tem um espasmo e cai de costas no chão. Me seguro pra não chorar, tanto na hora quanto agora.
Levei ele várias vezes na caixinha de areia, tadinho cai na areia, cai ao sair da caixa, mas ele se segura e só sujou um móvel, no auge da crise. Fora isso segura até eu levar ele pra caixinha.
Tenho dado alimentação à força, e quem conhece sabe como o gato fica horrorizado, um verdadeiro estupro de suas vontades, mas tem que comer. com ressentimento ou sem.
O Mao-Tse, irmão que é, cuida, olha e ajuda o Lacan a se limpar. E vira e mexe aproveita quando ninguém está olhando e cobre o coitado de porrada.
Assim, ainda não sabemos se ele vai melhorar, se vai sobreviver.
Eu queria muito que ele melhorasse, um pouco mais, ele até já conseguiu ir sozinho na caixa de areia, mas ainda não come... precisa ao menos comer sozinho... mesmo que fique sequeladinho - assim como o pai. memento mori, todos devemos morrer, mas não meu gato e não tão cedo, ele só tem cinco (ou seis) anos e precisa viver pra sempre e não sair nunca do meu lado, do meu colo, do pé da cama, da mesa de jantar onde ele arranha meu braço e pede por tomates. Lacan que deixa a Lucia toda sorridente cada vez que passa em seu campo de visão.
Lacan, laquito, meu gato, meu gato, meu gato, fique bom, sim?
terça-feira, 5 de maio de 2009
Memento Mori é o novo Carpe Diem
Carpe Diem é aquela coisa alegrinha, bonitinha, aproveitar o diazinho vendo sociedade dos poetinhas mortinhos. Memento Mori quer dizer a mesma coisa, mas aproximando-se pela via inversa, uma lembrança da morte que virá necessariamente e inclusive a si.
Então em vez de aproveite o dia, lembre-se da morte.
Religiosos diziam Memento Mori para lembrar que morrendo você vai pro paraíso ou não. Os que não acreditam em nenhum tipo de existência metafísica após a morte lembram que com a morte acaba tudo, passaram milhões de anos antes de eu ter nascido e passarão milhões depois de morrer e esse breve estado de vida é uma vez só e dura muito pouco.
Generais romanos tinham escravos que lhes sussurravam memento mori, relembrando-os de sua mortalidade. Memento Mori porque todas as coisas são efêmeras, boas e ruins, tudo passa e o tempo corrói tudo anyway.
Meu gato mia como quem sofre e não entende o que ou por que lhe acontece.
Caso existam entidades metafísicas que velam, atendem ou interferem com assuntos dos vivos, curem meu gato já, cambada de filhos da puta.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Obsolescência
Quando fui morar nos Estados Unidos, meus amigos saquearam minha casa: livros, cds e até, pasmem, fitas. Quis um monte de circunstâncias não-relacionadas que chamarei de destino que meu carro tenha apenas toca-fitas e rádio. Acabo ouvindo bastante rádio, já que não aguento mais as mesmas fitas que me restaram da década em que eu gravava fitas, 80? Elas são uma coletânea do Toy Dolls, uma do Motorhead, uma do nine inch nails e uma do Doors.
Aí voltando do almoço passo em uma loja de discos cheia de teias de aranha e pergunto se eles tem fita. Fita? pergunta o dono com espanto, que fita? Fita, respondo, fita cassete, de música. K7. O cara me olha com absoluto espanto, como se eu pedisse rolos de gramofone. E diz aqui a gente não trabalha com isso. Ah mas com CD o senhor trabalha? É.
Saindo por aí atrás de fita sinto-me o próprio estegossauro. Agora ar de superioridade vindo do iguanodonte ao lado, sob a sombra do meteoro, só dando risada.
terça-feira, 31 de março de 2009
15 traduções de autopsicografia
Recentemente reencontrei esse link com 15 traduções diferentes de "Autopsicografia", do Fernando Pessoa, com a possibilidade de comparar lado a lado:
http://www.disquiet.com/thirteen.html
MUST.
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17:46
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What we are cannot be transfused into word or book.
English Sonnets: I
Whether we write or speak or do but look
We are ever unapparent. What we are
Cannot be transfused into word or book.
Our soul from us is infinitely far.
However much we give our thoughts the will
To be our soul and gesture it abroad,
Our hearts are incommunicable still.
In what we show ourselves we are ignored.
The abyss from soul to soul cannot be bridged
By any skill of thought or trick of seeming.
Unto our very selves we are abridged
When we would utter to our thought our being.
We are our dreams of ourselves, souls by gleams,
And each to each other dreams of others’ dreams.
Fernando Pessoa
(o livro com os 35 sonetos, escritos em inglês pelo Fernando Pessoa está disponível para leitura ou Download aqui:
http://www.gutenberg.org/catalog/world/readfile?fk_files=274171 )
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10:48
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segunda-feira, 23 de março de 2009
O ser humano se revela no trânsito
Há muito tempo estou ensaiando escrever sobre isso mas ainda não organizei todos os pensamentos. Em resumo, a maneira que a pessoa age e reage em relação aos outros carros, aos seus passageiros, aos pedestres... Observar o que te irrita no trânsito vale por um ano de análise. Pessoalmente me irrito com folgados, com pessoas que atravancam meu caminho e com obstáculos à hipermilhagem, que acredito, seja o conceito central a se considerar em uma nova etiqueta de trânsito.
Enfim, em breve.
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12:36
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Inversão Darwiniana
Video muito legal sobre um conceito darwiniano aplicado à inversão das origens do que é doce, bonitinho, sexy e engraçado.
O conceito de "superestímulo" tb é um puta insight.
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11:53
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quarta-feira, 11 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Pessoas que colocam faróis de xenônio nos carros merecem a morte
Venho por meio desta propor a formação de milícias que visem assassinar os donos de carro com farol xenônio. Tenho vários ódios de estimação mas este merece um pouco de proeminência.
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14:38
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Eugene encontra o Morgan Freeman das baratas
Eugene estava visitando Zurique quando uma estátua de zippo gigante caiu em sua patinha. Cucaracha que era, teve dificuldades de caminhar e não recebeu nenhuma ajuda dos locais, literalmente umas amebas. Mas se caminhar era difícil, dançar era impossível - sapatear sem uma pata impossibilitava o ritmo, e o ritmo, tipity tapity, é tudo.
Impossibilitado de dançar, Eugene ficou três dias no seu quarto de hotel em algo que parecia uma crise de abstinência. Ele sapateava desde antes do grande desastre nuclear, que ocorreu justamente quando tentava-se dispor das bombas remanescentes de forma segura. Durante esses três dias, Eugene pensou no zumbido constante da fábrica de cigarros onde vivia, que o pó de osso um dia iria acabar, e como o mundo era estranho sem vertebrados - ainda que seguro.
No quarto dia Eugene saiu do quarto e foi para a praça. Sua pata já estava bem melhor mas ele não sentia vontade de dançar. Ficou na praça alimentando as moscas, que habilmente preencheram o lugar dos pombos. Uma outra barata, bem cascuda e escura, sentou a seu lado e ambos ficaram algumas horas em silêncio. A outra barata tira debaixo da asa um mata-rato e leva à boca, mas não acende. Eugene quebra o silêncio "você não vai acender?". "Dá na mesma," responde o outro " eu tenho trauma. Um dia acendi um desses na beira do rio e o rio inteiro pegou fogo - foi onde queimei minhas antenas. Uma barata sem antenas, onde já se viu. É como um cachorro cego que caiu do caminhão de mudanças em meio a um tiroteio. Consegui decorar meia dúzia de caminhos e é neles que eu passo a vida. O principal deles é o caminho aqui pra praça", disse enquanto pegava um pó branco do chão "Aspartame. minha vida hoje é roubar das moscas o aspartame que a elas é jogado." Eugene oferece seu último pacotinho de adoçante. "Ciclamato? Nem morto alguém me vê comendo esse negócio, prefiro morrer de inanição." Eugene pensou em explicar como as baratas de hoje não morrem mais de inanição, que bactérias mutagênicas no sistema digestivo produzem toda a energia que uma barata precisa pra viver, teoricamente, pra sempre. Ao invés, esticou as patas e disse "Eugene". O outro permaneceu em silêncio. Ficam ali mais meia hora, olhando as moscas. "Bom, vou nessa. Boa sorte", disse Eugene. Sem se virar, o outro responde "boa... HAHAHAHAHAHAHAHA. Mais essa agora." Eugene já está a vários passos de distância quando o outro grita "Moleque? Aparece aqui amanhã!". Eugene dá de ombros e continua andando.
No caminho de volta, uma daquelas amebas impossivelmente supercrescidas tenta se comunicar com ele. Esta, além do tradicional dialeto primitivo, falava com sotaque. Tudo que ela falava soava como se fosse "Igoooooor". Eugene tentou passar pelo lado mas a ameba esticou uma protuberância, impedindo sua passagem. "escuta aqui, igor ou seja lá qual for seu nome estúpido, tira esse pseudópode do caminho ou você vai ganhar um amiguinho, o mini-igor. A membrana da ameba tremulava e começava a cercar Eugene. Ele deu meia volta e viu que estava cercado. Preparou-se pra voar, o que fazia muito raramente já que sempre ficava com labirintite e acabava perdido, mas suas patas estavam presas na gosma que emanava da ameba, que gemia "IIIIGOOOOORRRRR".
"Se eu fosse você entregava esse pacotinho que você tem aí". Era a barata da praça, que estava dentro de uma bolha no interior de uma das amebas. "Esses bichos amam adoçante, e acabam capturando baratas que tenham o mais tênue odor residual." Eugene responde "você me parece estranhamente calmo para alguém prestes a ser digerido". "E quem está sendo digerido?", diz, rompendo a bolha interna. "elas não conseguem fagocitar a gente. Em contra-partida é muito difícil escapar. Existem muitas baratas capturadas em amebas e se elas morrem de alguma coisa, é de tédio. Agora entrega o saquinho..."
As amebas estavam ficando muito agitadas. Eugene abriu o pacote e jogou em cima da ameba que continha a outra barata. As outras, com velocidade surpreendente, se jogaram em cima dela, digerindo sua membrana pra chegar ao precioso adoçante. A outra barata aproveitou pra escapar. "Que meleca! mas, sabe, se tivesse uma portinha, não seria um lugar tão desconfortável pra morar." Nascia uma idéia que iria afetar o futuro de todos eles. A outra barata estende as patas na direção errada e se apresenta: "Freeman". Eugene pergunta "Gordon ou Morgan?" mas não recebe resposta. Enquanto isso as amebas em seu frenesi alimentar uivam para a lua: "IGGOOOOOOOOOR".
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Ryan
Uma obra de arte - uma animação 3d baseada em uma entrevista com um animador famoso, Ryan Larkin, que acabou virando mendigo.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Cachaça em: Dia de Escárnio
O Cachaça vinha causando muito desgosto ao Judeu, leia-se, muito acima da média. O Cachaça havia se tornado um personagem virtual muito alegrinho, mas em pessoa era o mudo entediado reclamão agressivo e misteriosamente ofendido de sempre. Tinha praticamente dupla personalidade, sendo que uma era bipolar e a outra era ciclotímica. Assim o Judeu resolveu promover entre os "amigos" do execrável o dia internacional de escárnio ao Cachaça, sucesso instantâneo.
Melhores momentos
O dia começa o básico:
"Pulha, biltre, canalha, poltrão, lazarento e proxeneta, responsável pelas chacinas e roubos de todos os seus libertados, careca fedorento e sobretudo, advogado."O Jovem, empolgado como todo jovem, não perde tempo nem com pontuação e tem um único e brilhante alvo:
"Careca sem cabelo calvo bola de sebo aeroporto de mosquito "Wilson" (em 'o náufrago') liso brilhante peroba shampoo esperança bola de basquete golfe sinuca mequetrefe de uma figa imbecil."Não é preciso muito para que diversas "colegas" de escritório rapidamente exponham docemente seus sentimentos:
-"é uma bixxxxxxxxxxa enrustida gente!"E revelando que o Cachaça também é passível de admiração, um outro cidadão que compartilha a infelicidade da presença do sujeito, continua:
- "BICHA IDITOTA!"
- "BOIOLA E CARECA!"
- "E mais, tem o pinto pequeno! Tipo halls"
-"BROXA DO PINTO PEQUENO!"
"Diria mais: uma bicha, futura careca, gorda e que fica admirando meus cabelos do peito. Amigos do Cachaça (que é uma bebida que tem uma minhoquinha enfiada lá dentro) ele já comentou sobre meus cabelos do peito varias vezes e sempre com testemunhas presentes."Ao que o Judeu volta a se manifestar:
"Cachaça você é um ser pilapatético, corruptor, michê londrino, discípulo de rimbaud em tudo menos na escrita, sifilítico, frouxo, bafo-de-bacalhau gonorréico, corno, problemático de uma figa, reduzido a condição análoga à de demitido, brown-noser, uncle-fucker, desgraçado, morfético, sujo, vil, atroz e claro, por que não morreste?"O Judeu, que teve que aturar o Cachaça por diversos meses em sua casa, foi considerado culpado em parte pela continuada existência do Cachaça, de modo que teve que se defender:
"Bem que poderia ter aproveitado esses tempo para sugerir que nosso amigo adotasse novos hábitos e hobbies, como malabarismo com escorpiões, roleta russa e mesmo tabagismo, mas sei que terminaria com um monte de escorpiões russos pedindo dinheiro pra comprar cigarro."
O dia internacional de escárnio ao Cachaça já acabou, mas ano que vem tem mais!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
versões literais de videoclips
Videoclips com a voz regravada pra narrar o que acontece no clip, literalmente.
Genial e internet-meme instantâneo.
Aqui o do Aha - take on me
e mais versões literais aqui
http://www.videosift.com/search?q=literal+version
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15:29
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Enquanto isso, em mais uma cidade calvina...
Houve um tempo em que contavam-se as horas em cigarros, cujos aros de fumaça circulavam no ar roído. Dizia Destino, em seu jardim borgiano, que ao olhar para trás o caminho parece uma linha reta. Não falava se havia flores nos canteiros , concreto ou se esses atravessavam-se. Trajes de couro e linha, pós-apocalípticos, óculos de snowboard quase steampunks riscados e largados pela estrada, manchados de pele e fluidos escuros. Um elefante feito de bitucas e efigies mineiras merecidamente queimadas, todos os cds indestrutíveis que restaram após o apocalipse, ou nas palavras do grande historiador inseto, a grande liberação. Baratas e macarrões mutantes acendem cigarros de osso humano nas chamas da lava radiativa.
Uma barata chamada Eugene, homenagem ao último músico a sair vivo de chernobyl, risca uns acordes de sa-pateado no chão da sala, tipity tapity. Neste mundo não sobraram gatos, lhes foi oferecida digna carona pelos golfinhos. Em tom de homenagem os gatos disseram adeus e obrigado pelo atum, ato considerado um gigantesco faux-pass pelos golfinhos, que perderam muitos membros em redes de pesca de atum. Por que não voaram? vai explicar. Anos depois seriam mascotes espaciais do Lobo, enquanto dos gatos nem sinal.
Acreditando que, à moda da cadeia, cigarros seriam a grande moeda de troca no pós-apocalipse, os grandes fabricantes deixaram as máquinas ligadas no automático noite adentro e no dia seguinte não havia quem as desligasse. Cortadeiras de tabaco, mini usinas e toda a linha de produção continuaram cuspindo maços e maços de cigarro, intermináveis, para os quais Eugene acrescentava os referidos ossos e achava os mais diversos usos. Um deles, em um período específico de tempo e tédio, foi transformá-los em pixel art visível do espaço, pelos satélites sem uso e pela minúscula estação espacial, onde diz-se, um último casal de humanos permanecia.
Eugene pouco saía das centenas de quilometros que considerava seu território. Essas saídas acabavam resultando em indesejados encontros com os descendentes de bactérias extremófilas de diferentes taras. Sua comunicação era muito primitiva, tornando os diálogos áridos e funcionais. Eugene certificou-se que elas entendiam o significado de "not welcome" e elas, por sua vez, raramente entravam no território. Apesar de prestarem diversos serviços úteis, como comer a radiação residual que Eugene abominava, considerando-se mutado o suficiente, deixavam sempre um rastro como se fosse uma lesma gigante, mas muito mais difícil de limpar. Não se sabe que leis da física e da biologia foram rompidas para que um ser unicelular de meio metro de comprimento perambulasse pela terra, mas sabe-se que aquele rastro não sai nem usando tabaco - o bom-bril da época.
Entediado, Eugene pôs-se a praticar seu tipity-tapity.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Conflitos
Queria tomar um grande copo de cicuta, mas tenho medo que ela ataque minha úlcera.
Por outro lado cicuta é um sonífero muito potente, pode ser só meio copo de valium pra acordar a tempo de ir pra maternidade receber a novata.
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19:31
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Gogol Bordello no Tim Festival
Eu já comprei meu ingresso. Se precisar levo o bebê na mochila.
enquanto isso...
American Wedding, do último album, Super Taranta
Never Young, do album Gipsy Punks Underdog World Strike
letra:
By the desperate 'n' confused
Emotion of the youth
I was brought to Crisis island
Where after getting checked for fleas
And barricades of embassies
I was sculpted to be overworked and silent
But since the early age
I broke out of the cage
And learned how to make marching drums
From fish can
And I knew I'll run away
And so without further delay
I said "Two tears in a bucket
Motherfuck it!"
And it seems like I ran and ran
Through the garbage and quicksand
And after getting checked for fleas
and barricades of embassies
I would never never never never
wanna be young again!...
But sudden wind it stole my hat
And I went on chasing it
Before I was just another burned out carnie
Every freak on every day
Lives a life one certain way
And that way is ain't no nothin' but a birthright~
But since the early age
I broke out of the cage...
And it seems like I ran and ran
through the garbage and quicksand
and after getting checked for fleas
and barricades of embassies
I would never never never never
wanna be young again...
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18:43
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Cachaça: faça seu pedido
Cachaça chega esbaforido na casa do Judeu. Seria redundante dizer que tinha fome. Igualmente redundante presumir a ausência de comida. Resolve então pedir um lanche e pergunta aos amigos se alguém quer algo. Ninguém quer nada. Ele pega emprestado o celular do Judeu, apesar de portar um igualmente capaz de fazer ligações (ligação custa caro) e liga pro Burdog. Cachaça, que já tem dificuldades suficientes em pedir pra si mesmo, se vê cercado de pessoas que subitamente querem coisas complexas, como xburguer e milksheikson. Lá pela terceira alteração de pedido o atendente perde a paciência e manda o cachaça tomar no cu, onde já se viu, que imprestável, não sabe nem fazer pedido. Cachaça gagueja, pasmo, enquanto o cara reitera o que acha do Cachaça e sua capacidade de fazer pedidos. Quando o cachaça chega no ponto em que já levou lambada o suficiente e começa a frase "Mas quem é você, seu..." ouve o sinal de tu-tu-tu e desliga, garantindo que qualquer pedido futuro feito pelo Judeu no estabelecimento venha cuspido.
Cemitério, lugar de gente feliz
Meu sócio aparece aqui de preto, todo galante e bem-vestido, pergunto a ocasião. "Enterro". Digo que eles está muito bem e que assim as pessoas deveriam morrer com mais frequência. Parece que era um enterro de parente, então meu elogio não foi tão bem recebido. Ele pergunta o melhor caminho para o cemitério do morumbi. Olho no site e explico. Por curiosidade, clico na home page do cemitério. A frase era "O cemitério do morumbi mantém uma infra-estrutura completa para garantir o seu bem-estar com o mais alto padrão". O redator só pode ter vindo do mercado imobiliário. Faz sentido, até porque uma tumba lá deve ser mais cara que muito apartamento.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
induzam um coma e façam ressonância magnética e punção lombar
A maratona House está começando a mostrar seus efeitos. Isso, claro, além do óbvio que é certo número de pessoas dizer que o House sou eu. Só porque ambos somos mancos, nos falta um pedaço de músculo na coxa, fomos inspirados no sherlock holmes, temos um coadjuvante amigo único mas meio bobo, somos drogaditos, estamos sempre certos, e quando não estamos é parte do processo para estar, temos alguns cabelos brancos, ocasionamos prejuízos físicos e morais aos que nos cercam, tivemos moto, não fizemos fisioterapia direito e sabemos que seu problema não é Lupus nem MS e sim parasitas no olho ou gonorréia cerebral. Aliás talvez uma pequena diferença, o amigo bobo dele é um oncologista que gosta de pessoas, enquanto o meu é quase um house, só que em vez de médico é advogado, e em vez de fazer de tudo pra salvar pacientes faz de tudo pra livrar supostos corruptos inocentes de suas merecidas penas injustas acusações.
O efeito em questão foi uma sucessão de pesadelos dos quais pouco me lembro. O episódio da noite anterior aos sonhos foi um em que um velhinho de 88 anos precisava de um transplante cardíaco, que é recusado e tudo que lhe sobra é um coração com gonorréia de uma gordinha que ganhou a gonorréia de seu marido, nada menos que o telepata de “heroes”, fazendo no house praticamente o mesmo papel menos a telepatia. Aos sonhos. Em um deles eu estava prestes a receber um transplante de coração ou uma outra cirurgia cardíaca de alto risco. Pediram minha permissão pra me apagar e começar o processo. Em um misto de desespero e estranha calma, dei o meu ok – quanto antes começa antes termina. No sonho eu já tinha passado por isso antes e era essa a razão da minha ansiedade -sabia o que me esperava ao acordar – muita dor, um pós-operatório lento e dias no hospital enquanto o osso serrado no peito cicatriza e etc - ou seja, o que me esperava era uma semana no hospital parecida com a que eu de fato passei. Começaram a anestesia e a sensação era a mesma que temos quando nos percebemos adormecendo, o que não deixa de ser um tipo de morte. De alguma forma a operação aconteceu e não-aconteceu – eu tinha uma cicatriz horrível no peito (igual à que o House tinha na perna) mas meu problema não estava resolvido e eu tinha que discutir coisas com pessoas estranhas em ruas de areia com casebres na bahia. Pessoas tentaram atirar em mim com aquela arma de arco-e-flecha, acho que uma besta. Nessa noite acordei e voltei a dormir algumas vezes, voltando a um estado de sonho. Acordei com imensa dificuldade, suado e com olheiras profundas. Olhei para o peito e não tinha nenhuma cicatriz. A sensação permaneceu ao longo do dia e já olhei mais algumas vezes pra ter certeza que não tem nada lá.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
666, 888, 883
Só gostaria de lembrar que hoje é 08.08.08.
888 parece inócuo apenas para olhos incautos.
Qualquer habitante do inferno sabe que se pegarmos 666 e aumentarmos o número em um terço, dá 888.
Minha moto era uma 883.
Isso não tem nada a ver com 666 nem 888, mas deu saudades dela.
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17:26
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
O William Burroughs da casa não sou eu, o que em diversos sentidos é bom mas não deixa de ser estranho afinal.
Peguei o controle remoto às oito e tirei de "os padrinhos mágicos" para colocar em "House". Do alto dos seus sete anos, a pequena Maria protestou com veemência. Foi convocada pela mãe, em tom severo, para o quarto. Não sei o que foi dito mas ela voltou um minuto depois, suave como seda e pediu pra assistir House junto comigo. Topei relutantemente. A doente era uma menina de cinco anos.
Em um dado momento a equipe médica estava prestes a amputar um braço e uma perna da criança. Falei pra Maria não olhar e ela obedeceu.
No intervalo ela pergunta "Re, o que aconteceu? eu fico curiosa quando não posso ver algo."
Cheio de dedos, respondi "Eles tinham que fazer um tratamento muito difícil"
"Que tratamento? Pode falar."
"Eles iam ter que tirar o braço dela"
"Só isso?"
"Como só isso? Eles iam tirar um braço e uma perna da menininha!"
"Ah, isso não é nada. Você precisa ver no final de 'Guerra nas Estrelas 3' o que eles fizeram com o pobre do Anakim!!"
Jamais imaginei que, frente a uma história dessas, a criança de sete anos fosse ficar blaseé como um autor beatnik enquanto eu me contorcia à medida que o bisturi se aproximava dos traços pontilhados com pincel atômico no braço da menina.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Encruzilhada é terreno de exu.
De modo que devo estar no inferno. Estamos todos na sarjeta mas alguns de nós olham pra estrelas. Isso apenas até o cachorro vira-lata aparecer pra fazer xixi na gente. Nunca mais bebo esse negócio. Exu, sabemos, não é um demônio e sim um tipo de mensageiro. Estranhamente tudo que ele carrega são telegramas com as letras VTNC. Exu tem parceria com o gênio da garrafa, que está no mercado há milhares de anos e mesmo assim todo mundo acha que é mais esperto que ele.
-Sou um gênio, realizo desejos etc. Você tem direito a um desejo.
Nessa hora, crendo ser o único esperto do mundo, sujeito tende a dizer "eu desejo ter 3 (ou cinquenta, ou infinitos) desejos". Pronto, ferrou-se. Vai passar o resto da vida como um anti-budista, escravo dos desejos, porque o gênio só realiza um.
Ou seja, na linguagem do Gênio o que você disse equivale a: "por favor, realize este meu desejo de passar o resto da vida a desejar três, cinquenta ou infinitas coisas."
É, quanta coisa se esconde por trás de linhas finas. Aranhas, por exemplo. Advogados. Cocainômanos que rasparam o fundo da gaveta em busca de poeira. O inferno é uma vila na cidade do conto de não me lembro quem, onde vivem as criações literárias. E estão todos lá - o Lúcifer de Neil Gaiman, o Robot Devil de Futurama, centenas de Mefistófoles, o mais proeminente sendo o de Goethe. E claro, os gênios da garrafa em geral. As pessoas tem que ter muito, mas muito cuidado com o que pedem, seja ao demônio, ao gênio ou ao garçom do boteco ao lado, Bar e Lanches Terra Roxa.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Não leia esse post
sad but true. É de Abril, mas essas coisas precisam de um certo delay.
Um belo dia cresceu uma verruguinha na base do pau, exatamente onde a camisinha termina de desdobrar. Nem todo mundo sabe onde é isso. Fui no Dr Oskar e ele disse que tinha que queimar uma pinta, eu disse não, de jeito nenhum, que as mulheres acham charmosa e tal. Ele disse "vamos ver".
Pior foi assistir ao Dr Oskar procurando no computador os códigos dos procedimentos, veja se isso é hora pra brincadeiras, nego dizendo: "emasculação- 10304578", "penisplastia total 32462378" e assim vai, deixando-me cada vez mais nervoso, e se o desgraçado escreve o codigo errado sem querer?
Fora os serviços adicionais que nego tenta empurrar, parece posto de gasolina: "e aí, vai uma vasectomia aí? E prótese? Mas ao contrario da feminina essa não faz crescer, huahua" e tal, aposto que ele faz essas piadas todo dia. E ri todo dia.
Quando acordei da anestesia ele tinha queimado sete supostas lesões, transformando-me num dálmata e recortado a maior delas ali no encontro com o saco. Ele costurou o buraco e quando acordei o pau estava enfaixado como um cachorro quente. Enfim, meu único risco agora é ficar nu na frente da Cruella Cruell dos 101 dálmatas, que pode querer fazer um casaco , ou um cachecol, ou realisticamente, uma touquinha.
Na noite anterior tive pesadelos horrorosos:
Sonhei que cheguei no hospital e a enfermeira me deu um beijinho no rosto, o que estranhamente pareceu inapropriado. Tomei um pré-anestésico pela boca, mas tive que voltar ao quarto pra pegar algo. Voltando à sala de cirurgia desço do elevador no andar errado, nesse andar tinha praia e mar e logo fui engolido pelas ondas. Tentava pedir ajuda pro meu irmão, mas carregava roupas na mão que, molhadas, não me deixavam chegar na superfície pra respirar e portanto, gritar. Eventualmente chego na sala de cirurgia, que tinha um monte de gente em posições esdrúxulas, parecia um misto de sala de operação, clube sadomaso e Hellraiser sem cenobitas. A operação começa mas eu me mantenho consciente e não-anestesiado, e tento avisar os médicos, mas só saem uns grunhidos que os médicos consideram apenas falta de educação minha como paciente.
Assim que se apresentou a ocasião para fazer sexo novamente, resolvi gritar durante o ato a frase "AI MEU DEUS ARREBENTARAM OS PONTOS".
Não apenas fui o único a rir como aparentemente acabou o clima e me mandaram levar o dálmata pra passear. Preciso contar essa pro Dr, aposto que ele ri.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Neural is not dead
Já o punk, sabemos. Ainda assim até hoje tem uns caras com roupas rasgada e alfinete no nariz se sentindo muito rebeldes. Taí dois lugares em que encontramos roupas da estilista Viviane Westwood, nos punks de bueiro e na Daslu. Eu não sabia disso na época que fui punk, dos 12 aos 17 ou algo assim.
E com tantas histórias por aí, Cachaça, gatos, descobertas científicas, aventuras de um Ateu no mundo do futebol, o que causa tamanho silêncio?
A Resposta se chama Lucia e essas são as primeiras imagens do seu rostinho.
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12:09
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Errar é humano, botar a culpa nos outros é mais humano ainda
Nessa foto vemos um orangotango de Bornéu usando uma lança para pescar. É absolutamente impressionante que ele tente fazê-lo. Ele teve a idéia observando alguns pescadores humanos fazendo o mesmo. A pesca com lança é muito complexa e difícil, mesmo eu jamais dominaria algo assim. Tendo se dado conta disso, o orangotango teve mais um insight genial, o de pescar com lança peixes que já estivessem presos em armadilhas ou linhas de pesca humanas.
Eu mesmo já recebi vários currículos de orangotangos aqui na produtora, sendo ao menos uns dois para a minha vaga.
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16:10
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Fucka The Humans!!
via videosift.com
agora cante junto:
facafacafacafaca faca the humaaaaaans
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14:36
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